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Siecesc avalia necessidade de abertura de novas minas

25/02/2008

     O setor carbonífero, que passou por uma crise no começo de 2007, quando a Tractebel baixou a cota de compra para 170 mil toneladas/mês, voltou a crescer e a previsão é de que a venda de carvão venha aumentar para mais de 300 mil toneladas/mês. Desde outubro do ano passado, as mineradoras já estão vendendo na média 250 mil toneladas/mês. De acordo com o secretário executivo do Sindicato da Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina, Fernando Zancan, para suprir a demanda será necessária a abertura de nove minas nos próximos dez anos.
     Zancan informou que o setor elétrico brasileiro tem sofrido com a falta de chuva e que a saída são as usinas termelétricas. Ele disse que a Tractebel tem comprado atualmente 300 mil toneladas por mês e que a produção das mineradoras da região é de 250 mil. "A diferença está sendo coberta com o estoque que as empresas possuíam", explicou. 
     O secretário executivo avaliou que a liberação pela justiça da abertura da mina Santa Cruz, em Içara, vai ajudar a agilizar outros processos e aumentar a produção. "Os projetos de abertura de novas minas estão buscando não trazer prejuízos ao meio ambiente. O Sindicato tem uma estrutura de acompanhamento de recuperação ambiental", afirmou.
     Com a tendência de expansão do mercado, com a implantação do projeto da Usitesc, as mineradoras terão que aumentar a produção. Zancan também aponta que os outros setores ligados ao carvão estão comprando o produto como as metalúrgicas e as empresas produtoras de cimento. Ele avalia que será preciso fazer novas pesquisas geológicas para identificar os pontos onde estão o mineral e fazer os projetos para a abertura de novas minas.
     O técnico da Fundação de Meio Ambiente (Fatma) de Criciúma, Adhyles Bortot, aponta que as mineradoras têm feito pedido de licença ambiental para abertura de novas minas. Nos últimos anos, as Empresas Rio Deserto pediram licença para a instalação da mina Novo Horizonte, no bairro Ana Maria, em Criciúma, da mina Santa Cruz, em Içara, e da mina Santana, em Treviso.  A empresa Belluno está com processo em andamento da mina Cantão, em Lauro Muller. Também a Cooperminas pediu ampliação para explorar em uma mina em Forquilhinha.
     Bortot avalia que a entrada do Ministério Público na fiscalização junto as mineradoras está ajudando na redução de impactos ambientais. As mineradoras tiveram que assinar Termos de Ajustamento de Conduta para recuperar áreas já degradadas e também seguir normas ambientais para a abertura de novos empreendimentos. "A participação comunitária nos processos participando das audiências públicas tem feito as mineradoras elaborarem projetos que aumentem a preservação do meio ambiente", apontou.


Jornal da Manhã
Criciúma/SC
Geral
25/02/2008

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