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Nippon e JFE aplicam reajuste recorde nos preços das chapas

25/02/2008

     A Nippon Steel Corp e a JFE Holdings Inc, respectivamente a segunda e a terceira maior siderúrgica mundial, adotaram o reajuste recorde de 31% para os preços internos no atacado das chapas de aço, repassando a alta dos custos com matérias primas, informaram altos funcionários envolvidos na fixação dos valores. As duas usinas sedidas em Tóquio que também estão negociando reajustes de preços com montadoras – elevarão o custo do bobinas de aço laminado a quente em 20 ienes por quilo, para 85 ienes por quilo (U$$ 790 por tonelada), segundo esses funcionários, que não quiseram  ser identificados devido a políticas das siderúrgicas.

     A Nippon Steel, a sul-coereana e a chinesa Baosteel Group Corp, precisam repassar o reajuste dos preços do minério de ferro e do carvão, após seus lucros terem diminuído. Os aumentos poderão estimular a inflação e pressionar as montadoras e fabricantes de eletrodomésticos a também elevarem seus preços.

    "A alta das matérias-primas  está realmente pressionando as siderúrgicas", disse Kim Gyung Jung, analista da Samsung Securities Co, de Seul. "Há uma demanda sólida por aço por trás dos reajustes nos preços do aço."

     A JFe, a Nippon Steel e a Posco, as três maiores siderúrgicas da Ásia, aceitaram na semana passada o reajuste de 65$ para os preços so minério de fero da Companhia Vele do Rio Doce (Vale), previstos em contrato para o período de 12 meses, que terá inicio no próximo dia 1º de abril. " A medida que os preços do minério de ferro sobem, não seria necessária que nos também reajustássemos os preços do aço?", perguntou na sexta-feira LeeKu taek, principal executivo da Posco, durante assembléia anual de acionistas, em Seul.

 

Brasil

 

     Os reajustes de ate 71% nos preços do minério de ferro brasileiro trarão uma demanda imediata por alta nos preços do aço local.

     "O pleito por reajustes começa já na virada do mês", disse o presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa), Devanir Brichesi. A entidade agrupa a industria de peças fundidas em ferro, aço e outros metais. Essas fabricantes abastecem setores como o naval, de açúcar e álcool e, principalmente o automobilístico.

     Os reajustes do aço não refletem apenas o forte aumento no minério de ferro. Segundo o vice-presidente de Siderurgia (IBS), Marco Pólo de Mello, o preço do carvão deverá subir no curtíssimo prazo, "o que também implicara em custos  maiores", conforme o executivo, o minério de ferro representa entre 15% e 25% na estrutura do custo de fabricação do aço. Levando-se em conta esta participação, os aumentos de produtos siderúrgicos podem ficar próximos de uma média de 15% ou 16%. 

     "Os reajustes serão feitos de forma individual, empresa por empresa", disse Mello, observando que o restante da cadeia devera negociar os aumentos e não deve haver ameaça de alta na s importações , já que mesmo industrias que possuem alíquotas zero nas compras externas não estão importando porque vêem vantagem em comprar dentro do País.

 

 

Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

Caderno A

25/02/2008

 

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