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ARTIGO - Nova energia para Santa Catarina

10/02/2008

     Em tempos de conflitos de informações sobre o racionamento de energia elétrica para este ano, surge, enfim, no Estado a redenção – o nosso carvão! É Santa Catarina mostrando que temos uma alternativa. O carvão no Estado é explorado há muitos anos, mas nunca foi dada a ele a atenção devida, como uma política planejada e a desmistificação do seu uso em relação ao meio ambiente. Parece que, finalmente, foi dada a licença ambiental prévia (LAP) para a construção da Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc), a ser construída em Treviso, no Sul do Estado. São 440 megawatts gerados, um consumo de 2,3 milhões de toneladas anuais de sulfato de amônio (utilizado como fertilizante).

     Isso é a previsão otimista do projeto há muito tempo estudado. É uma boa noticia para o nosso Estado nesta época de incertezas, como as que temos acompanhado nas últimas semanas, com as freqüências análises e manifestações de especialistas – dentre os quais, um ex-ministro da pasta de Minas e Energia – apontando cenários que convergem para uma crise de oferta de energia elétrica em 2008 ou 2009, dependendo do ritmo de crescimento da economia. A negação em aceitar que o país tem um problema reforça a preocupação da sociedade.

     Uma hidrelétrica requer pelo menos de cinco a seis anos para ser construída, se respeitados todos os trâmites (ambientais e políticos) e forem aplicados ao projeto os mais altos padrões de eficiência. Como o início mais otimista desses projetos será em 2008, somente poderíamos contar com essas usinas em 2013. Conclusão: a termelétrica vem em boa hora.

É necessário que o país conte com investimentos privados no setor elétrico para, no mínimo, 60% de sua necessidade de crescimento. Um ambiente de cenários oficiais não claros produz, pelo menos, duas conseqüências negativas: o desestimulo ao novo investimento e energia mais cara, por força da incorporação da percepção de risco na taxa de desconto dos novos projetos.

     Infelizmente, o risco de um novo racionamento ainda assombra o País, apesar das diversas mudanças promovidas no setor elétrico nos últimos cinco anos. A Usina Termelétrica Sul Catarinense vem premiar empresários obstinados e que acreditam e lutaram para o real valor do nosso carvão mineral. Vamos aguardar o desenrolar desse evento e torcer para que tudo ocorra em tempo. Que este projeto também sirva para que invistam nas nossas universidades e escolas técnicas para estimular mais pesquisas sobre o nosso carvão e novas fontes de energia.

     A Usitesc, na sua fase de construção vai gerar 700 empregos, e U$$ 600 milhões são o investimento previsto para esta obra. Quem quiser saber mais sobre o projeto pode acessar o www.carboniferametropolitana.com.br/usitesc.htm.

 

Fernando Fernandes Dias

Engenheiro eletricista em Joinville


A Tribuna

Criciúma/SC

Artigo

09 e 10/02/2008



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