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Usitesc agora aguarda decisão sobre licença

09/11/2007

     O estudo de impacto ambiental sobre a instalação da Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc) em Treviso foi apresentado à comunidade na noite de ontem, em audiência pública realizada no Salão Paroquial da cidade.      Representantes do empreendimento, da Fatma, do Ministério Público Federal, do Ibama e da Unesc debateram com a população e tiraram dúvidas sobre a possibilidade de prejuízos sócio-ambientais.

     O ponto mais preocupante do projeto para os órgãos ambientais e para o Ministério Público, que era o consumo excessivo de água para resfriamento das turbinas geradoras de energia, foi sanado com a adoção de sistema de condensação a ar. "O consumo previsto de água para resfriamento era de 760 metros cúbicos por hora. Com essa mudança no projeto, passou 115 metros cúbicos por hora, uma redução muito significativa", explicou o engenheiro da Usitesc José Carlos Cunha.

     Cunha também garantiu a redução em 99,5% de resíduos sólidos. "As cinzas, por exemplo, poderão ser utilizadas na fabricação de cimento, recuperação ambiental de áreas já degradadas, entre outras finalidades", garantiu Cunha.

     Na audiência, o procurador da República Darlan Airton Dias garantiu que as informações repassadas são seguras. "O estudo de impacto ambiental foi elabora rigorosamente como determina a lei e foi avaliado exaustivamente pelo corpo técnico do Ministério Público Federal e não há, até aqui, qualquer irregularidade", afirmou.

     Agora, caberá à Fatma avaliar o estudo para dar continuidade do processo de licenciamento ambiental da obra. "Esperamos que o que for determinado no processo de licenciamento, que será feito em conjunto com o Ministério Público, seja realmente colocado em prática", comentou o gerente de Licenciamento da Fatma Luiz Antônio Correia, admitindo a aprovação da licença.

     As declarações deixam a entender que há agora poucos empecilhos para que o empreendimento receba a Licença Ambiental , necessária para que a Usitesc possa participar de energia, no qual pode se comprometer com investidores e consumidores a vender a eletricidade que irá gerar no futuro.

     Na apresentação do estudo de impacto ambiental, elaborado pela Unesc através do Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas (IPAT), os técnicos da entidade avaliaram o empreendimento como de baixo impacto, uma vez que o projeto apresentado para a construção da Usitesc prevê a emissão de poluente abaixo do que determina a legislação e que um dos combustíveis a ser utilizado será o rejeito de carvão, possibilitando uma redução dos depósitos a céu aberto.

     O estudo também propôs algumas compensações à instalação da usina, como a adoção de uma série de programas ambientais para desenvolver o meio ambiente na região.

     Apesar das informações positivas a respeito do empreendimento, houve manifestações contrárias de representantes de entidades ambientalistas, estudantes universitários, entre outros, que protestaram contra a exploração do carvão e a instalação da Usitesc.


A Tribuna
Criciúma/SC
Política
09/11/2007

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