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Gaseificação de carvão é tema de conferência na África do Sul

22/07/2011

Uma tecnologia utilizada na década de 1940 pelos russos está sendo estudada por especialistas do mundo todo. Trata-se da gaseificação de carvão mineral "in situ", tecnologia que queima o minério no subsolo, trazendo somente o gás gerado para a superfície para aplicação direta na produção de energia. O assessor Técnico do Siecesc e vice-presidente de Pesquisa e de Inovação Tecnológica da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), engenheiro Cleber Baldoni Gomes, viajou até a África do Sul para acompanhar a Conferência sobre Gaseificação de Carvão In Situ, que ocorreu durante os dias 13, 14 e 15 de julho e reuniu cerca de 100 pessoas de diversos países da Europa, Ásia, Oceania e Américas do Norte e do Sul.

Os dois primeiros dias da Conferência foram dedicados às palestras e mesas de discussão. De acordo com o engenheiro Cléber Gomes, foram debatidos aspectos técnicos, legais e ambientais da gaseificação de carvão. "Esta técnica consiste basicamente em injetar oxigênio e vapor d'água até a camada onde está o carvão para que entre em combustão e possa ser retirado o gás. Toda a sujeira, no caso as cinzas, ficam no subsolo e mesmo o CO2 gerado pode ser reinjetado", explica o engenheiro. Ele afirma que com a evolução da sondagem e das ferramentas existentes, como os sensores, a tecnologia tornou-se viável. No terceiro dia do evento foi realizada a saída de campo, uma visita a uma área piloto de gaseificação in situ da empresa Eskom, estatal sul africana geradora de energia. Segundo o engenheiro, a África do Sul tem grande potencial de jazidas para aplicação desta técnica que não retira o carvão, somente o gás. A Europa Central e a Nova Zelândia também possuem projetos previstos para esta área.    

De acordo com Cleber Gomes, a gaseificação do carvão é um assunto de interesse da Rede de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Carvão Mineral, a Rede Carvão, que financiou a viagem a África do Sul. "Esta técnica talvez possa ser aplicada em jazidas brasileiras para aproveitamento de reservas muito profundas que não podem ser mineradas", analisa Gomes. De acordo com ele, é importante criar um grupo de discussão em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para verificar e classificar quais áreas se enquadram no perfil para utilização da tecnologia.

Curiosidades sobre a Eskom

Estatal sul africana geradora de energia, a Eskom fornece 95% da energia produzida no país. A empresa possui a Usina Geradora de Majuba, a 250 Km de Pretoria, capital administrativa da África do Sul. Esta usina é composta por seis unidades, sendo três de 640 MW e as outras três de 720 MW, totalizando 4.080 MW em uma única usina. Diariamente, são queimadas cerca de 40 mil toneladas de carvão, o equivalente a 1.100 carretas carregadas com o minério. "A quantidade de carvão que a região carbonífera de Santa Catarina produz em seis meses, eles utilizam em um mês. Isso seria mais de um milhão de toneladas de carvão", pontua Gomes. 



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