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01/03/2011

Em audiência com setor do carvão mineral, governador do RS define ações para o segmento e garante apoio político junto ao Governo Federal

A participação do carvão mineral no próximo leilão de energia de A – 5 de forma isonômica frente a outras formas de geração foi o principal tema tratado pelo Associação Brasileira de Carvão Mineral e pela Frente Parlamentar do Carvão Mineral em Audiência com o governador do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (28/02), em Porto Alegre, no Palácio Piratini. Na ocasião, Tarso Genro determinou ao secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, que coordene um grupo de trabalho para definir a estratégia que será adotada pelo Governo.

 

"Buscamos a suficiência energética para o Estado. Não podemos mais retardar investimentos de geração. Vamos liderar uma política de defesa da produção de forma que atenda os interesses dos Estados do Sul", ressaltou Tarso Genro.

 

O Chefe do Executivo articulou junto aos parlamentares da Frente Parlamentar do Carvão Mineral a produção de uma nota técnica com o conteúdo da reunião, que deverá ser entregue ao Governo Federal.

 

"A partir disso estaremos credenciados para a função. O Rio Grande do Sul quer estabelecer uma agenda positiva junto ao Governo Federal para articular soluções concretas para o carvão gaúcho e o momento federativo é altamente positivo", completou Tarso.

 

De acordo com o secretário Beto Albuquerque, a reunião deliberativa demonstra a importância que o Governo dá ao tema. "Inserir a questão do carvão com mais peso na matriz energética é uma decisão política. Vamos construir um calendário de leilões com o Governo Federal de forma a garantir a participação do carvão."

 

Para o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, é preciso fazer com que o Ministério de Minas e Energia permita a participação do carvão mineral no próximo leilão de energia de A – 5 de forma isonômica frente a outras formas de geração. O leilão de energia de A – 5, que garantirá produção de energia para daqui a cinco anos, ocorrerá neste ano. Isso garantirá a Região Sul do País, garante Zancan, segurança energética ao Brasil, sendo o carvão mineral parte estratégica nesse processo.

 

Além disso, assegura Fernando Zancan, o Rio Grande do Sul, particularmente, importa hoje 65% da energia que consome, sendo que o Estado gaúcho possui 90% das reservas de carvão mineral. Com as térmicas em operação, assegura Zancan, seria possível proporcionar a auto-suficiência de energia do RS e ainda exportar energia para os países vizinhos, sempre utilizando esse carvão mineral com tecnologia ambiental equilibrada.

 

"Temos cinco projetos com licença ambiental, de destaque para a Metade Sul, que vai ampliar substancialmente o fornecimento de energia no Rio Grande do Sul, possibilitando ao Estado partir para a exportação. Reconhecemos no governador a pessoa indicada para liderar esse movimento", afirmou o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan. 

No sul do país, além dos 1.700 MW em operação que inclui a usina de Candiota III, existem novos projetos termelétricos a carvão mineral que exigirão investimentos de cerca de US$ 7,5 bilhões. São eles: Seival, em Candiota; MPX Sul, em Candiota; CTSUL, em Cachoeira do Sul; Usitesc, em Criciúma (SC); Jacuí, em Guaíba, além da Termopampa, em Candiota.

 

"Todos esses investimento podem ser viabilizados se garantida a participação e isonomia no leilão de energia desse ano entre as diversas fontes de geração. Esses projetos de térmicas podem gerar mais de cinco mil empregos diretos, além dos indiretos. Isso gera desenvolvimento econômico e social e segurança energética para o Estado e para o País", reitera Zancan.

 

Dados divulgados na última semana pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostram que o consumo nacional de energia na rede elétrica das concessionárias totalizou 35.812 gigawatts-hora (GWh) em janeiro, um aumento de 6,5% em relação a igual período do ano passado. O resultado foi puxado pela alta de 7% no consumo comercial. Em seguida aparecem o consumo industrial, com alta de 6,6% e total de 14.632 GWh; o residencial, com alta de 6,5% e um total de 9.834 GWh. No acumulado dos 12 meses encerrados em janeiro, o crescimento do consumo de energia no País foi de 7,6%.

 

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