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Thermo Fisher inicia operação no país

01/04/2010

A Thermo Fisher Scientific, empresa americana líder em equipamentos científicos aplicados a processos industriais e à área de ciências da vida (desenvolvimento de medicamentos e vacinas), abriu uma subsidiária em São Paulo e tem planos de triplicar as vendas no Brasil em um período de cinco anos. O escritório brasileiro, com equipe própria de engenheiros, vai vender equipamentos e prestar serviços com foco em setores industriais como cimento, mineração, carvão, metais e siderurgia, óleo e gás e petroquímica. Em uma segunda etapa, a estratégia da companhia é investir na fabricação local de equipamentos.

"O Brasil é um mercado importante em segmentos industriais e vemos no país um enorme potencial de crescimento", diz Dan Shine, presidente da divisão de Instrumentos de Processos da Thermo Fisher Scientific. A empresa, que tem sede em Waltham, Massachusetts (EUA), opera globalmente por meio de diferentes divisões, entre as quais a de instrumentos ambientais (para medir qualidade do ar e da água), a de instrumentos científicos (aplicados à saúde e laboratórios clínicos, por exemplo), além da divisão de instrumentos de processos, entre outras.

No total, a companhia tem 33 mil empregados em 38 países e, no ano passado, faturou cerca de US$ 10 bilhões. A partir da abertura do escritório em São Paulo, que iniciou sua operação em dezembro, a divisão de instrumentos de processos da Thermo Fisher passa a vender equipamentos e prestar serviços comerciais e técnicos com equipe própria. Os serviços incluem assistência técnica, suporte remoto e atendimento por telefone. A empresa também manterá estoques de peças para atender os clientes. A meta é estar mais próximo dos clientes brasileiros, diz Shine. Ele não revelou o faturamento da divisão que comanda, nem a receita da companhia no Brasil.

Shine disse que um dos planos da Thermo Fisher é aumentar a participação do faturamento fora dos Estados Unidos e Europa de 15% para 25%. E o Brasil terá um papel importante nesse trabalho, inclusive considerando a possibilidade de passar a montar no país parte dos equipamentos utilizados pelos clientes. Na área de siderurgia, por exemplo, a companhia tem sensores que permitem medir a espessura de produtos siderúrgicos. Na área de mineração, há instrumentos para analisar a composição química dos minerais e no setor de refino os produtos e serviços incluem o monitoramento de enxofre, entre outras atividades.

A empresa também tem equipamentos aplicados à área de segurança como monitores para medir a radiação, segmento que pode ter demanda crescente no Brasil com eventos como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, avaliam os executivos da Thermo Fisher. A companhia também tem uma pistola de raio-x que permite identificar a composição química de um determinado produto sem a necessidade de análise laboratorial.

Alex Flaith, gerente geral da divisão de instrumentos de processos da Thermo Fisher no Brasil, diz que a empresa estuda parcerias na área de manufatura. "Estamos em processo de pesquisa, de avaliação de potenciais parceiros. A ideia no futuro é ter produção local", diz Flaith.

Até a abertura da subsidiária os clientes brasileiros da divisão eram atendidos a partir de escritórios da companhia em outros países ou por meio de representantes no país. "Agora a ideia é ter engenheiros brasileiros, falando português, o que reforça a presença e a qualidade do serviço", diz Bernardo Ossandón, diretor comercial da divisão de instrumentos de processos da empresa para a América Latina.

Ossandón diz que um dos trabalhos da Thermo Fisher é ajudar os clientes a obter nos processos industriais melhores produtos com menor custo e de forma mais eficiente. "Medimos as variáveis críticas do processo e os instrumentos que dispomos junto aos serviços que prestamos asseguram esses resultados", diz.




Valor Econômico
São Paulo/SP
Inovação
1º/04/2010

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