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Carvão e Copenhague, por Fernando Luiz Zancan *

28/12/2009

O setor carbonífero mundial entende que o acordo feito em Copenhague, patrocinado pelos principais líderes mundiais, está na direção certa. Entretanto, a indústria do carvão entende que é necessário ser mais ambicioso na medida em que sejam definidos os programas de transferência de tecnologia e apoio financeiro ao países pobres, principalmente mantendo as conquistas do Protocolo de Kyoto. Nós esperávamos um acordo mais ambicioso, mas esse passo foi importante para as discussões do ano que vem. O comprometimento de países como a China, a Índia, a África do Sul e o Brasil é com o desenvolvimento sustentável, principalmente com o resgate de milhares de famílias que vivem na pobreza. A COP 15, em Copenhague, está sendo criticada por alguns grupos pela falta de progresso na mitigação e adaptação das mudanças climáticas. A indústria do carvão foi acusada de obstruir as negociações.

A realidade é que, desde 2007, a indústria do carvão no mundo vinha chamando a atenção dos governantes para que o novo acordo incorporasse o desenvolvimento da Captura e do Armazenamento Geológico do Carbono – CCS, e, que desta forma, a sociedade teria um menor custo nas medidas e na garantia da segurança energética. Com CCS o carvão tem um potencial de providenciar energia de baixo custo e com uma economia US$1, 28 trilhão anualmente até 2050. Há uma janela de oportunidade para os países no desenvolvimento desta tecnologia na medida em que sejam criados os mecanismos financeiros de incentivo. No Brasil, com a criação de centros de pesquisa como o Centro de Tecnologia de Carvão Limpo, em Criciúma, e com outros grupos de pesquisa discutindo CCS, temos a certeza de que, com apoio nacional e internacional, poderemos desenvolver essa tecnologia, criar massa crítica e preparar a nossa indústria para o futuro.

 

* Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral

 

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