Acesso Restrito

Por meta de clima, Japão pode taxar combustível

03/12/2009

O Japão quer criar um "imposto verde" sobre os combustíveis fósseis como uma forma de combater as mudanças climáticas. O ministro de Meio Ambiente japonês, Sakihito Ozawa, disse que esse imposto é necessário para financiar iniciativas para conter as emissões de carbono e "institucionalizar" essas emissões como sendo um custo para a economia.

 

O imposto, proposto por ele no mês passado, poderia render US$ 23,3 bilhões anualmente.

 

A ideia está sendo discutida pelo gabinete japonês.

 

O Japão já anunciou uma meta ambiciosa de cortar as emissões de gases-estufa até 2020 em 25%, a partir dos níveis de 1990. Faria isso se outros países desenvolvidos assumissem compromissos semelhantes. Entretanto a proposta foi vaga em relação a de que forma a meta seria alcançada.

 

Ozawa disse estar pronto para liderar os esforços de acordo durante a cúpula que se inicia segunda-feira em Copenhague, capital da Dinamarca, para discutir medidas contra as mudanças climáticas. Mas ele admitiu que será "muito difícil chegar a um novo acordo que tenha força de lei", durante a conferência.

 

O imposto verde daria também uma fonte nova de receita para o governo do premiês Yukio Hatoyama, que prometeu abolir a imposto provisório sobre a gasolina. Esse imposto provisório já está em vigor há anos e se destina a conservação de estradas.

 

O novo imposto não teria uma alíquota muito diferente em relação ao provisório já existente, mas os impostos sobre carvão, querosene e eletricidade subiriam bastante. O imposto sobre carvão pode ir de 0,7 iene por quilo para 3,4 iene por quilo. O imposto sobre eletricidade dobraria e o sobre querosene mais do que dobraria, segundo a proposta do ministro.

 

A iniciativa japonesa é uma entre várias semelhantes sendo discutidas no mundo. Em setembro, o governo francês anunciou a intenção de criar um novo imposto para combater as emissões de CO2 no país.

 

A ideia, proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy e criticada pela oposição, é que a taxação entre em vigor no ano que vem, englobando o uso de petróleo, gás e carvão. Ela levaria a uma arrecadação adicional de € 4,3 bilhões ao ano.




Valor Econômico
São Paulo/SP

Internacional

03/12/2009

 

 

    Somos associados

     

  • CIAB
  • epe
  • World Coal Association
  • Global CCS Institute

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351