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Falta urânio enriquecido para a retomada de energia nuclear

03/12/2009

As usinas de energia atômica do mundo correm o risco de sofrer escassez de combustível dentro de uma década porque os fornecedores de urânio não conseguem construir usinas de enriquecimento ou reciclar as ogivas da era soviética com velocidade suficiente, segundo a Associação Mundial Nuclear.

 

A demanda mundial projetada supera a oferta de combustível para os reatores depois de 2017, potencialmente empurrando os custos para cima para a Exelon e a Electricité de France, respectivamente a maior operadora dos Estados Unidos e a maior da Europa.

 

Cinquenta e dois reatores nucleares estão sendo construídos em diversos países, inclusive China, Índia, Finlândia e França, segundo o boletim de outubro da associação. O Brasil também tem planos de iniciar a construção de Angra 3.

 

A França, por exemplo, produz cerca de 80% de sua demanda de eletricidade por meio da matriz de energia nuclear. A Alemanha vem discutindo a retomada da produção de energia nuclear.

 

A energia atômica está passando por uma revitalização em parte porque produz muito menos gases do efeito estufa do que as geradoras convencionais que usam combustão de carvão ou gás natural.

 

"Devido à grande variedade de riscos e à incerteza quanto à implantação dos projetos individuais, o mercado de enriquecimento pode estar sujeito a ofertas apertadas até o fim da próxima década", disse a associação, sediada em Londres, em uma conclusão a que chegou em agosto e que reiterou este mês.

 

Cerca de 10% da demanda mundial por combustíveis será atendida com suprimentos gerados através do acordo sobre armas entre EUA e Rússia, que expira em 2013.

 

O acordo, firmado em 1993, estabelece que a Rússia extraia urânio com grau de enriquecimento para fabricação de bombas, com a fusão das ogivas nucleares e a combinação do metal com combustíveis de grau mais baixo, suficiente para alimentar cerca de 30 usinas dos EUA com capacidade de produção de 41.250 megawatts de energia.

 

Uma oferta adequada de combustível também depende de as empresas Areva, Usec, Atomenergoprom e Urenco Enrichment Company cumprirem seus cronogramas para que as novas usinas aumentem a capacidade de produção em, pelo menos, 15% até 2015, disse a associação, baseando-se em informação sigilosa fornecida por seus membros.




Valor Econômico
São Paulo/SP

Internacional

03/12/2009

 

 

 

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