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Crescendo bem, Austrália começará a reduzir suas medidas de estímulo

03/09/2009

A Austrália vai começar a diminuir seus gastos de estímulo, em meio a sinais de que será o primeiro país desenvolvido a aumentar as taxas de juros.

Os dados de crescimento do PIB divulgados ontem mostraram uma expansão de 0,6% entre abril e junho, comparando-se tanto ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado.

Wayne Swan, secretário do Tesouro da Austrália, disse que a performance foi muito boa, se levada em consideração a fragilidade da economia mundial. "Os resultados mostram que somos a economia avançada com o maior expansão e a única entre os países desenvolvidos a registrar crescimento positivo", disse.

A Secretaria do Tesouro estima que a economia iria se contrair 1,3% não fosse o programa de estímulo australiano. "O estímulo econômico fez a Austrália evitar a recessão técnica", disse Swan. "Fomos para a frente, enquanto a maior parte das outras economia foi para trás."

O crescimento da Austrália foi impulsionado por uma robusta contribuição dos gastos dos consumidores e dos investimentos de capital das empresas.

Desde o início da recessão mundial, a Austrália só registrou um trimestre de contração: - 0,7% no quarto trimestre de 2008.

Swan disse que o retorno dos investimentos das empresas e o crescimento global vão permitir à Austrália acabar logo com suas medidas de estímulo, as quais sempre tiveram uma "natureza transitória". "A perspectiva uma recuperação gradual na atividade do setor privado vai permitir uma gradual retirada dos estímulos a partir de dezembro."

Esse fortalecimento da economia australiana - que vem crescendo nos últimos 18 anos - aumentou a possibilidade de o Banco Central do país aumentar os juros ainda neste ano. O patamar de 3% é o mais baixo para os juros australianos em 49 anos.

As medidas de estímulo que haviam sido anunciadas pelo governo no começo do ano chegaram a quase US$ 35 bilhões.

Para Stephen Koukoulas, estrategista-chefe da TD Securities, a Austrália ainda está sofrendo de uma ampla deflação e os preços de seus principais produtos de exportação, como carvão e ferro, estão caindo. "A Austrália tem uma performance de estrela nessa crise econômica e financeira mundial, mas isso não significa que escapou dos efeitos que impactaram o mundo todo", disse Koukoulas.



Valor Econômico
São Paulo/SP
Geral
03/09/2009

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