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Pré-sal e a salvação do planeta, por Fernando Luiz Zancan*

08/06/2009

Em testemunho ao Congresso dos Estados Unidos, em 21 de maio, o especialista em petróleo e energia Daniel Yergin afirmou: Assim que a economia aquecer, a atual capacidade de folga de produção de petróleo será erodida e o mercado ficará apertado, aumentado os preços do petróleo já na primeira metade da próxima década. Como nós dependemos 40% do petróleo, deveremos dar sinais claros ao Canadá, na produção de areias petrolíferas, e ao Brasil para desenvolver o petróleo de águas profundas.

Por outro lado, na reunião dos ministros de energia do G-8 que ocorreu na Itália nos dias 24 e 25 de maio, o presidente da Agência Internacional de Energia afirmou que "os consumidores irão pagar mais caro pelo custo do KWh da energia elétrica, pelo litro de gasolina, pela caloria do gás natural, pois como todos emitem CO2, e ele vai ser taxado, refletirá no custo de mitigação destas emissões".

No momento que discutimos o aproveitamento do pré-sal, vemos, nas negociações internacionais das mudanças climáticas, que existe uma enorme pressão, especialmente da Europa, para que venhamos a taxar o CO2. Conforme artigo publicado no O Estado de São Paulo em 25 de maio, só no campo de Tupi há 3,3 bilhões de toneladas de CO2. Devemos incluir também o campo de Júpiter, onde há cerca de 30% de CO2 no gás que será emitido para a atmosfera.

O ministro do Meio Ambiente, ao querer realmente salvar o planeta, inadvertidamente trouxe o problema do CO2 emitido pelas usinas térmicas a óleo combustível e a carvão mineral, que irá onerar o custo da energia por elas geradas via medidas compensatórias, esqueceu do pré-sal.

 

*Engenheiro


Diário Catarinense

Florianópolis/SC

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08/06/2009

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