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Dividir para governar, por Fernando L. Zancan*

22/05/2009

Algumas mazelas do mundo: 1,3 bilhão de pessoas recebem 2 dólares por dia (miséria); 1,6 bilhão não têm acesso à energia; 1 bilhão moram em favelas; 190 milhões estão desempregados; 500 milhões de jovens estarão à procura de emprego nos próximos 10 anos; 2 milhões por ano de mortes prematuras acontecem devido à poluição dentro e fora de casa. Há uma redução da pobreza nos países em desenvolvimento, mas para continuar essa melhora é fundamental que haja lucidez para discutir assuntos relativos ao meio ambiente, principalmente as mudanças climáticas. Acompanhamos com preocupação as discussões sobre o tema e a expansão do setor energético, em que as partes mantêm um diálogo de surdos. Temos uma matriz energética limpa (45% renovável), altamente competitiva, com todas as fontes primárias (fóssil, nuclear e renovável) disponíveis.

 

O que necessitamos é aumentar a segurança energética, a modicidade tarifária e a compatibilidade ambiental para o Brasil crescer sendo competitivo e sustentável. Adotar o pleito europeu de compensar gases de efeito estufa no Brasil não atende aos interesses nacionais. Talvez o interesse internacional seja de dividir para governar para o Brasil não competir no mundo globalizado.

 

Creio que chegou a hora de debater de forma clara e técnica o que queremos para o nosso país. Temos créditos ambientais – como a matriz energética brasileira – temos débitos – como o desmatamento e o uso do solo – mas com lucidez poderemos negociar bem, defendendo o nosso interesse comum único: dar qualidade de vida e dignidade humana a todos os brasileiros.

 

* Engenheiro, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral


Diário Catarinense

Florianópolis/SC

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22/05/2009

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