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Trocas de experiências marcam Curso de Drenagem Ácida de Mina

05/12/2008

"Todas as expectativas foram confirmadas, conseguimos fazer uma boa troca de experiências e uma ótima interação entre os alunos". Com esta afirmação, o assessor técnico do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), engenheiro de Minas Cleber Gomes definiu como foi o 1º Curso de Drenagem Ácida de Mina, que iniciou na última terça-feira, dia 02 de dezembro e encerrou nesta sexta-feira, dia 05, na sede do Siecesc. O principal objetivo do curso foi fornecer informações e troca de experiências sobre tecnologias de tratamento de drenagem ácida de mina e sua aplicação em bacias hidrográficas.

O curso foi ministrado em inglês pelos pesquisadores Margaret Dunn, Jeff Jarrett e Bob Kleinmann, do National Energy Technology Laboratory (NETL), da Pensilvânia, Estados Unidos. No total, foram cerca de 40 participantes vindos de Brasília, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. "Este curso foi apenas o primeiro passo de um longo trabalho em conjunto, visto que a ABCM (referindo-se à Associação Brasileira do Carvão Mineral) e o NETL possuem um convênio que possibilitará o intercâmbio entre o pessoal dos dois países", relata o engenheiro.

Os instrutores e participantes do curso visitaram diversas áreas impactadas e outras em processo de recuperação ambiental e estações de tratamento de efluentes. "Eles viram nosso problema e trouxeram muitas informações importantes. Uma delas é que existem 279 estações de tratamento passivo de drenagem na Pensilvânia e que isso pode ser reproduzido aqui, melhorando a condição da água e das bacias hidrográficas", explica. As visitas de campo foram na Estação de Tratamento da Carbonífera Metropolitana, localizada em Treviso, área de recuperação ambiental da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Morozini, município de Treviso, Vila Funil e São Geraldo, em Siderópolis, Naspolini, em Criciúma e na Estação de Tratamento de Efluente SS16, localizada no bairro São Simão, em Criciúma. Os pesquisadores detectaram que os problemas que vivem nos EUA são semelhantes. "Eles disseram que há muita coisa para fazer, mas que poderá ser feita", traduz Cleber Gomes.

O engenheiro ressaltou, ainda, a importância da participação da comunidade na recuperação ambiental. "Os EUA começaram a resolver os problemas e ver os resultados quando todos se uniram e trabalharam em conjunto". Ele cita o apoio das escolas, organizações ambientais, DNPM, Ministério Público, Universidades, empresas e Associações, "que juntas podem fazer a diferença". O curso foi realizado com recursos da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), por meio da Rede de Pesquisa em Carvão.        

 


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