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MPX quer suprimento próprio de carvão

20/11/2008

A MPX, empresa de energia controlada da holding EBX, de Eike Batista, pretende garantir o suprimento de carvão por fontes próprias antes de começar a vender energia no mercado livre brasileiro. De acordo com o executivo, não faz sentido expor a empresa ao risco da flutuação de preços de uma commodity como o carvão - matéria-prima das térmicas da empresa - sem a garantia de contratos como os do mercado regulado.

 

"A única maneira de vendermos para o mercado livre será quando controlarmos totalmente a nossa cadeia de suprimentos, com toda estrutura de custos muito bem definida", frisou o presidente da empresa, Eduardo Karrer, que comemorou a boa posição de caixa da empresa, com R$ 1,8 bilhão. 

 

 

Karrer participou ontem de teleconferência com analistas, quando falou do resultado do terceiro trimestre da empresa. A MPX teve lucro líquido de R$ 28,3 milhões, acumulando R$ 82,5 milhões nos nove primeiros meses do ano. 

 

 

O resultado da companhia, que ainda não tem produção de energia, foi decorrência da receita financeira líquida positivo de R$ 56,4 milhões, primordialmente em função de aplicações financeiras de parte do valor captado na oferta inicial de ações, e do resultado não-operacional negativo de R$ 4,4 milhões, devido à provisão para perda sobre o valor total do investimento correspondente à participação de 66,7% na Termopantanal Participações. 

 

 

O executivo contou que a empresa devolveu em outubro ao governo colombiano concessões da área de El Paso, na região de Cesar, onde explora carvão, porque não há volume suficiente do minério para exploração economicamente viável. A devolução causou perdas de US$ 1,5 milhão, que serão contabilizadas no balanço do quarto trimestre. A MPX se concentra agora nas concessões na região de La Guajira (Correjón Sur Sur), na Colômbia, pelas quais pagará o total de US$ 12 milhões em três anos. 

 

 

No Brasil, a empresa mantém o foco nas térmicas de Porto de Itaqui, no Maranhão, que terá capacidade para gerar 360 MW e deverá entrar em operação em 2011; e de Pecém 1 e Pecém 2, no Ceará. A unidade maranhense já conta com licenças prévias do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o órgão estadual de meio ambiente, faltando apenas a licença de instalação, esperada pela empresa para o começo do ano que vem. A MPX comercializou, no leilão de A-5 do ano passado, 315 MW médios da usina, garantindo receita fixa de cerca de R$ 234 milhões a partir de 2012, por 15 anos. A energia de Pecém 1 e Pecém 2 também já foi comercializada em leilões. 

 

 

O bom resultado da MPX não foi seguido pela MMX, empresa de mineração da EBX, que apresentou prejuízo líquido de R$ 343,3 milhões no terceiro trimestre, acumulando R$ 340,8 milhões de perdas nos nove primeiros meses do ano. A empresa destaca na divulgação de suas contas (já desconsiderando os ativos cindidos que pertencem agora à Anglo Ferrous Brazil) que o balanço em vermelho do período de julho a setembro foi fortemente prejudicado pelo resultado financeiro negativo de R$ 358 milhões. 

 

 

Segundo a SLW Corretora, o mau desempenho da MMX decorreu de perdas com a variação do dólar sobre o endividamento em moeda estrangeira, além do aumento da carga de despesas financeiras face ao aumento de captação de recursos de terceiros.



Valor Econômico

São Paulo/SP

Investimentos

20/11/2008

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