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Siecesc apresenta balanço das atividades do setor carbonífero em 2008

12/11/2008

Aumento de 15% na produção de carvão em Santa Catarina em 2008; certificação da norma ISO 14.001 em toda a cadeia produtiva do setor carbonífero; novas minas estão sendo abertas e darão mais segurança para atender a demanda da Tractebel. Estes foram os principais temas abordados na coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (10) no Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc).

O presidente do Siecesc, engenheiro Ruy Hülse e o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) e secretário-executivo do Siecesc, engenheiro Fernando Luiz Zancan falaram sobre as novidades para o ano que vem, já que o carvão está na pauta a nível mundial e o setor está quase imune à crise, pois se o Brasil crescer pelo menos 2,2% ao ano, será necessário duplicar a demanda de energia no País. Nesse ano de 2008, as Carboníferas da região venderam 15% a mais de carvão que no ano passado. Estão contratadas cerca de 3 milhões de toneladas e para 2009 a previsão é de 2,8 milhões de toneladas, mesma quantidade produzida em 2007. Segundo Zancan, novas minas vão dar segurança para atender a demanda da Tractebel. "As Minas 101, Novo Horizonte, Cruz de Malta, Lauro Müller e o Plano Inclinado da Cooperminas vão suprir a necessidade para 2009", explica.

O Centro Tecnológico de Carvão Limpo (CTCL) da Satc é um projeto importante para o setor, tanto que a FINEP já liberou 2,2 milhões de reais para estudos de gaseificação de carvão e a Fapesc mais 2,5 milhões de reais para a construção do Centro. O CTCL já possui um núcleo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e ainda contará com um núcleo do Cetem/MCT. "Haverá uma mudança de paradigma, pois a cadeia produtiva do setor está certificada com a ISO 14.001 e caminhando para a 18.000, que é um sistema integrado de saúde e segurança", relata.

Na oportunidade, também foram abordadas as principais ações do setor para 2009, que seriam um novo modelo de leilão de energia, o avanço da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a reforma tributária com o aumento do CFEM em 3%. "Vamos investir cada vez mais em tecnologia, principalmente backfilling (devolver rejeito para debaixo da mina), focar melhor a produtividade e o meio ambiente e discutir a CLT", comenta.

O presidente da ABCM ainda informou sobre as reuniões que participou na última semana, no Conselho do Instituto Mundial do Carvão e na reunião da Agência Internacinal de Energia (IEA), em Bruxelas e Paris. Zancan disse que na Europa há uma hipocrisia energética, pois estão reduzindo os recursos para MDL (mecanismos de desenvolvimento limpo), o que afetará os países em desenvolvimento. "O carvão e a captura e armazenamento de CO2 estão na pauta prioritária na Europa, sendo a segurança energética uma das principais pautas em discussão", analisa Zancan. O engenheiro ainda informou que no dia 22 de novembro viajará para a África do Sul, com o objetivo de conhecer um projeto-piloto que realiza o processo de gaseificação in situ de carvão, ou seja, a gaseificação é feita no próprio subsolo da mina.



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Joice Quadros

Diene Lemos

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