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Porto Açu recebe licença para usina térmica

30/07/2008

O governo fluminense anuncia hoje a concessão de licença prévia para o empresário Eike Batista construir uma usina térmica a carvão na retro-área industrial do Porto do Açu, que vai abrigar um complexo siderúrgico cuja âncora será uma usina de aço da multinacional Techint. O porto está situado em São João da Barra, no Norte do Estado do Rio, e é um dos ativos da LLX Logística, empresa do grupo EBX. Ontem, os papéis da empresa subiram 7,14% ante o dia anterior, alcançando a cotação de R$ 5,25. 

 

 

A térmica da MPX, empresa do setor elétrico da holding EBX, vai gerar 2,1 mil megawatts (MW), num investimento projetado em US$ 4,1 bilhões. A idéia da EBX é que a térmica forneça energia para as empresas do complexo industrial, conforme informação da própria holding. A retro-área do porto vai abrigar uma zona industrial que além da usina da Techint prevê a construção de quatro pelotizadoras de minério de ferro. O espaço vai contar ainda com áreas de tancageam de granéis líquidos e para processamento de petróleo. 

 

 

Com calado de 18,5 metros, o Porto do Açu tem capacidade para receber navios de grande porte (de até 220 mil toneladas). A área total do porto é de 7,8 mil hectares, dos quais 300 hectares serão ocupados por uma retro-área para minério de ferro (que será transportado pela Anglo American e pela MMX por mineroduto das minas de Minas Gerais até o terminal do porto). A meta é exportar 26,6 milhões de toneladas de minério de ferro pelo porto até 2011. Nele serão também movimentadas carga geral, produtos siderúrgicos e granito. A zona industrial vai ocupar os outros 7,5 mil hectares. 

 

 

O conceito de construção do Porto do Açu é o de porto-indústria, que será copiado nos demais portos que Batista pretende implantar, como o porto Sudeste, em Itaguaí, no litoral fluminense e o Porto Brasil, em Peruíbe (SP). O fato do Porto do Açu receber a licença ambiental prévia do governo fluminense aumenta a confiabilidade dos investidores no projeto da LLX Logística, avaliam analistas do setor de mineração. Para afastar as nuvens de incerteza quanto a construção dos três portos previstos no portfólio da empresa, resta agora aguardar as medidas de regulação a serem anunciadas pelo governo federal em relação a construção de portos privados no país.



Valor Econômico

São Paulo/SP

Empresas

30/07/2008

 

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