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Efacec vai investir em energia eólica e em transportes no Brasil

11/07/2008

 

Luis Filipi Pereira, o principal executivo da multinacional portuguesa Efacec, tem planos ambiciosos para sua operação no Brasil. No comando de um grupo que deverá faturar globalmente ? 600 milhões de euros neste ano, Pereira mira desde a expansão do metrô em São Paulo (SP), passando pelo serviço de trens da capital paulista, pelo gerenciamento de projetos de instalação de usinas termelétricas até ser dono de parques eólicos no país.

 

A primeira investida aconteceu dias atrás, quando a Efacec firmou um contrato com a Cia. Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de R$ 200 milhões. Pelo acordo, a multinacional vai instalar um sistema de sinalização, de telecomunicação, energia e outros nas linhas da CPTM. "O contrato tem duração de 24 meses a contar de julho deste ano. E tem uma possibilidade de prorrogação por mais seis meses", diz Pereira ao Valor. O executivo assegura que o serviço a ser prestado para a CPTM será muito parecido com o já feito pela companhia no metrô de Lisboa, em Portugal, ou de Dublin, na Irlanda.

 

Outra investida da Efacec no país deverá acontecer na região Nordeste. Depois de pagar R$ 7,5 milhões para comprar a brasileira Energy Service no ano passado, a empresa herdou uma operação no Recife (PE) que faz reparação e manutenção de motores e geradores. Agora, estuda mudá-la de local.

 

Segundo o executivo da Efacec, a companhia já reservou ? 6 milhões de euros para levar a unidade de Recife para próximo do Porto de Suape, também no Estado de Pernambuco. A mudança também vai quintuplicar a capacidade instalada da operação. "Devemos tomar uma decisão entre o fim deste ano e início de 2009. Mas já temos conversado com as autoridades locais sobre o assunto", afirma o executivo.

 

O fato é que a operação do Brasil tem despertado cada vez mais o interesse da matriz em Portugal. Primeiro, porque a meta imaginada para meia década foi cumprida neste ano. E depois porque a quantidade de pedidos em carteira é de fazer inveja a muitos grupos.

 

No ano passado, quando faturava R$ 30 milhões por aqui, a companhia imaginava ultrapassar a marca dos R$ 100 milhões em cinco anos. Enganou-se. Em 2008, assegura Pereira, a receita da Efacec no Brasil será de R$ 100 milhões.

 

Com o bom andamento da operação no país, a Efacec então resolveu fazer novas previsões. E já projeta um faturamento anual de R$ 500 milhões para 2013. Ou seja, uma receita cinco vezes maior que a registrada neste ano.

 

Aparentemente a tarefa parece ser quase impossível. Mas não é, diz Pereira. Isso, porque a Efacec já tem em carteira pedidos que totalizam R$ 600 milhões. "O gerenciamento de projetos de instalação de termelétricas terá um peso de 50% na receita projetada. Além disso, existe a automação industrial, o setor de transportes e a energia renovável", diz. Um bom exemplo é o contrato de gerenciamento da construção da termelétrica a carvão em Pecém, no Estado do Ceará, controlada pelo empresário Eike Batista e a Energias do Brasil, controlada pela portuguesa EDP.

 

Agora, ser dono de usinas eólicas é uma diretriz nova. Em Portugal, por exemplo, a empresa detém 2% de um conjunto de parques, que totalizam uma capacidade instalada de 400 megawatts. E a empresa tem essa pequena parcela porque à época da construção mirava a obra e o fornecimento de equipamentos. Mas agora a história é outra e as conversas com parceiros no Brasil têm andado.

 

Com tamanha gama de projetos em carteira no Brasil e no mundo, já que seu portfólio global soma ? 800 milhões de euros , a Efacec sabe que o peso de Portugal nos negócios do grupo vai diminuir. Se no ano passado a matriz respondia por 50% do faturamento de ? 450 milhões de euros , neste ano não ultrapassará 45%. E isso parece ser a estratégia principal do grupo. "Em três anos, Portugal terá uma participação de 20%", diz Pereira.


Valor Econômico

São Paulo/SP

Empresas

11/07/2008

 

 

 

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