Acesso Restrito

Demanda mundial vai se manter forte, diz Vale

25/06/2008

O recente reajuste de 85% obtido pela mineradora anglo-australiana Rio Tinto com usinas de aço chinesas para o minério de ferro indica que a demanda pela matéria-prima continua forte, principalmente na Ásia, disse ontem o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, em evento realizado em São Paulo. 

 

 

Agnelli disse que é provável que as negociações futuras de preços a serem fechadas pela Vale sejam influenciadas pela decisão da mineradora australiana. Ele indicou também que o modelo de reajuste de preços tradicionalmente realizado pelas mineradoras deverá mudar. 

 

 

A Rio Tinto anunciou na segunda-feira que firmou contrato de reajuste de 85%, na média, com a gigante siderúrgica Baosteel, da China - índice maior do que os 65% a 71% contratadas pela Vale em fevereiro último. A baosteel liderou as negociações do setor do aço chinês. 

 

 

Ele descartou a hipótese de rever os preços do minério vendido pela Vale. Para Agnelli, o mais importante para a empresa é a visão de longo prazo e o relacionamento com seus clientes, e não ganhos imediatos. "A Vale, sozinha, é maior do que as outras mineradoras juntas em minério de ferro. É praticamente impossível ignorar a força da Vale neste mercado. " 

 

 

É a primeira vez que os compradores chineses concordam em pagar mais pelo minério australiano produzido pela Rio Tinto do que pelo minério procedente do Brasil, cujo frete é mais caro. A mineradora BHP Billiton, por sua vez, disse que os preços negociados pela Rio Tinto não são suficientemente elevados para cobrir a diferença dos custos com frete marítimo. 

 

 

"Estamos encantados por ver esse avanço", disse Marcus Randolph, principal executivo das divisões de metais ferrosos e carvão da BHP, em apresentação realizada em Londres. "Mas ele não cobre totalmente a diferença do frete, de US$ 40 a US$ 50." A BHP, sediada em Melbourne, apresentou oferta hostil de US$ 172 bilhões pela compra do Rio Tinto. 

 

 

A BHP informou ainda que elevou a estimativa de suas reservas de minério de ferro na Austrália Ocidental em 3,7 bilhões de toneladas não-drenadas, para 11,7 bilhões de toneladas. "Um aumento de 46% nos recursos minerais é um indicador do potencial futuro desses ativos", disse Randolph em teleconferência realizada algumas horas antes em Londres. A empresa também elevou sua disponibilidade calculada de manganês na divisão Samancor e em sua joint-venture Samarco. O manganês, como o minério de ferro, também é uma matéria-prima do aço.


Valor Econômico

São Paulo/SP

Empresas

25/06/2008

 

 

 

 

    Somos associados

     

  • CIAB
  • epe
  • World Coal Association
  • Global CCS Institute

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351