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Guatemala estuda revolução energética

27/05/2008

O plano do governo da Guatemala de substituir a geração de energia a partir de derivados de petróleo pela de origem hidráulica até 2022 recebeu a aprovação de alguns setores, mas o empresariado o considera uma intromissão do Estado no mercado.
O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, anunciou que vai colocar em ação um plano alternativo para a energia fóssil a médio prazo, para o qual necessita de um investimento de US$ 1,83 bilhão.

O projeto prevê a construção, até 2022, de cerca de 20 hidrelétricas naquele país, além das três empresas que irão gerar eletricidade de usinas de carvão e de centrais geotérmicas.

A nova política energética da Guatemala contempla que, para 2022, 58,01% da energia seja produzida por hidrelétricas, 37,17% por carvão, 4,20% por geotermia e somente 0,62% a partir do petróleo.

 

Defesa ao meio ambiente

 

Para o cardeal Rodolfo Quezada, a construção de hidrelétricas é positiva, já que permitiria aproveitar os recursos pluviais do país, mas afirma que estudos ambientais devem ser feitos para evitar danos às comunidades próximas de onde serão instaladas as represas.

A avaliação do cardeal também é compartilhada por organizações ambientais que acham fundamental uma boa campanha de divulgação sobre os projetos, os quais têm de ser acompanhados de estudos de impacto em relação aos recursos naturais.
Atrás de investidores

Não obstante, o empresário e membro da "Asociación de Generadores de Energia Renovable", Luis Garcia Pinot, considera positiva a diversificação da matriz energética, mas acha que o Estado não deve se intrometer no mercado. "Não é tão simples quanto parece. O estado não pode somente decidir que vai investir em uma energia ou outra, isso depende do mercado, do investidor que se fixa no país, detecta uma oportunidade e se fiam em regras claras para que seu capital seja produtivo", disse García. "De nada serve ter energia mais barata, gerada por fontes renováveis, se não houver como transportá-la. Novamente esta não é uma tarefa do Estado, mas do investidor e das oportunidades que detectam neste campo", afirmou Garcia.

 

Mais 920 MW na matriz

 

O mandatário espera que o setor privado possa investir o US$ 1,83 bilhão para gerar 920 megawatts (MW), os quais permitirão, a médio prazo, modificar a matriz energética do País e sua atual dependência do petróleo.

O presidente da Guatemala comentou que o objetivo do governo é iniciar este ano a construção de plantas geradoras de eletricidade à base de carvão, geotermia e hidrelétricas, para produzir os 11.963 gigawatts necessários para satisfazer a demanda local.


Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

Infra-estrutura

28/05/2008

 

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