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Alumínio liderou aquisições e fusões mundiais em 2007

17/04/2008

A indústria de alumínio deu o tom no movimento de fusões e aquisições durante o ano passado. Conforme estudo divulgado esta semana pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), o setor se destacou com dois grandes negócios - a compra da canadense Alcan pela anglo-australiana Rio Tinto e a fusão entre as russas Rusal e Sual com a trading de metais suíça Glencore. Houve também um terceiro de expressão: a absorção do controle da Novelis para a indiana Hindalco. 

Somente essas duas operações responderam por US$ 78 bilhões, praticamente metade de toda a movimentação ocorrida no ano. Em todo o ano anterior, os negócios nesse setor, que já é bem concentrado e com isso ficou ainda mais, somaram US$ 21,3 bilhões. 

Conforme o levantamento da PwC, ao todo - no que esquadrinham como área de metais - foi efetivada uma massa de negócios de US$ 144,7 bilhões. Em 2006, quando a vedete foi a compra da Arcelor pela Mittal Steel, o montante alcançou US$ 86,4 bilhões. 

A consultoria mostra que a movimentação de fusões e aquisições na indústria de metais (ferrosos e não-ferrosos e siderurgia) no ano passado teve uma alta sem precedentes no setor, de 67%, em comparação ao ano anterior, apesar do forte impacto no crédito por conta da crise americana. O número de operações divulgados alcançou 411, ligeiramente superior ao de 385 em 2006. A avaliação é que a consolidação do setor cresceu dramaticamente em 2007, principalmente no setor de alumínio, que teve 56 negócios realizados. 

Nos últimos quatro anos, vem se percebendo o crescimento contínuo de operações de fusões e aquisições, comentou Maurício Girardello, sócio da PwC no Brasil e especialista da consultoria na área de metais. "Há setores, como o da siderurgia, que ainda são muito pulverizados", afirma Giradello. No ano passado, as cinco maiores do aço responderam por 18% da produção mundial de aço bruto. 

Até por isso se explica a forte resistência das siderúrgicas ante a potencial aquisição da Rio Tinto (número 2 do minério de ferro) pela BHP Billiton (número 3). Junto com Vale do Rio Doce, a líder, dominam 75% do mercado transoceânico desse produto. 

A tendência, informa Girardello, é que o movimento de compras continue firme, principalmente no aço, além de segmentos da cadeia, como carvão, manganês e minério de ferro. "Vemos a ArcelorMittal ativa em pequenas aquisições", diz Girardello. 

A brasileira Gerdau se destacou entre as dez maiores aquisições do ano com a compra do controle da Chaparral Steel, nos EUA, por meio da controlada Gerdau Ameristeel. 

No Brasil, o fechamento de capital da Arcelor Brasil pela nova controladora, a ArcelorMittal, foi a operação de maior destaque, com valor de US$ 5,6 bilhões. Outro negócio de vulto foi a entrada da Anglo American em minério de ferro no país, comprando 49% da MMX no sistema Minas-Rio. "O que vemos no Brasil são mais novos projetos, como os da ThyssenKrupp no Rio, o da Baosteel, no Espírito Santo, e o de Vale-Dongkuk-JFE, no Ceará, e programas de expansão de Usiminas, Gerdau e CSN", diz. 

Segundo a PwC, a América do Norte, mais uma vez, abrigou a maioria das operações. Dentre as 10 maiores, metade ocorreram lá e duas de alumínio tiveram como foco companhias canadenses, além de mais uma siderúrgica. 

Para Girardello, preocupações com custos de matéria-prima e tarifa e escassez de energia vão levar as empresas a buscar maior escala para ampliar competitividade. A consolidação é um caminho.


Valor Econômico

São Paulo/SP

Ivo Ribeiro

17/04/2008

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