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Ferrovia litorânea vai dar mais competitividade

30/03/2008

Principal transportadora de carvão para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) projeta um crescimento de 10% sobre o produto transportado em 2007, em função da conjuntura energética atual do país, que tem exigido mais geração de energia térmica.

Segundo Celso Schürhoff, gerente de Planejamento e Assuntos Regulatórios da FTC, entre os projetos para a extensão da malha da empresa está a expansão até o complexo Usitesc e até as novas minas em estudo de implantação nas proximidades, seguindo posteriormente na direção do município de Lauro Müller - trecho de aproximadamente 30 quilômetros.

Schürhoff considera o projeto da ferrovia litorânea, que interligará os portos catarinenses (trecho Imbituba - Araquari, com 236 quilômetros) uma obra muito aguardada. Segundo ele, os estudos de viabilidade apontam que serão necessários cerca de R$ 448 milhões para a execução.

- A ferrovia litorânea será a melhor opção terrestre de ligação entre todos os portos catarinenses, reduzindo os custos da cadeia logística, oferecendo as opções ideais de movimentação de grandes volumes de cargas a preços competitivos, auxiliando o crescimento das empresas de Santa Catarina e o conseqüente desenvolvimento do transporte intermodal, pois está previsto um grande acréscimo no volume de cargas a ser transportado pelo corredor litorâneo catarinense nos próximos anos - afirma.

A demanda por transportes levantada aponta 47 milhões de toneladas ao ano, com um crescimento anual de 3,6%. Desta forma, em 2030, Santa Catarina terá aproximadamente 144 milhões de toneladas de cargas para serem movimentadas, três vezes maior do que o atual. Desse total, a matriz ferroviária conseguirá transportar, num crescimento gradativo, até 35% dessa demanda de transporte.

- Sem a presença do trem, as rodovias não terão capacidade de suportar tal volume de cargas sem grandes investimentos e altos custos operacionais. Com a ferrovia litorânea, SC finalmente contará com a multimodalidade, onde cada modal cumprirá o seu papel: o trem transportando grandes volumes em médias e longas distâncias e os caminhões realizando a captação e a distribuição dessas cargas em sua origem e seu destino, com grandes vantagens energéticas, ambientais e sociais - explica.

De acordo com Schürhoff, a participação estimada das ferrovias na movimentação de cargas em SC deve estar próximo a 20% do volume de cargas, considerando-se o transporte da Ferrovia Tereza Cristina (FTC) e o da América Latina Logística (ALL), que também opera em SC.

- Entre as inúmeras vantagens proporcionadas pelo transporte ferroviário estão a segurança, tarifas competitivos, confiabilidade, pontualidade, grande capacidade no transporte, economia de combustível, baixo impacto sobre o meio ambiente e Logística integrada. No caso da FTC, diversos produtos do Sul catarinense poderiam ser transportados pelos trilhos, proporcionando uma maior competitividade às indústrias catarinenses - analisa.


Diário Catarinense

Florianópolis/SC

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