Acesso Restrito

Salvação quando a chuva não vem

30/03/2008

As termelétricas podem parecer o vilão da história, porque fazem o custo da energia aumentar, mas sem elas não há como garantir abastecimento em caso de estiagem. E além dos insumos mais comuns, e caros, como óleo, diesel ou gás natural, existem termelétricas alimentadas com biomassa, carvão mineral e projetos para aproveitamento de dejetos de suínos e aves que, além de gerar energia, fomentam cadeias produtivas inteiras.

Com sete unidades geradoras e três usinas, o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), da Tractebel Energia, em Capivari de Baixo, no Sul do Estado, é o maior da América do Sul com operação de carvão mineral. A potência instalada de 857 MW equivale a 30% do consumo de Santa Catarina.

- Quando se fala em recursos hídricos, o custo da geração depende do volume de águas disponível. Com reservatório cheio, custo baixo, até R$ 18 MW/h. No caso das termelétricas, o MW/h é mais caro, entre R$ 90 a R$ 150. Mas são matrizes complementares, porque as termelétricas vão abastecer o país quando os reservatórios estiverem vazios - explica o gerente de usina do CTJL, Artur Frota Ellwanger.

Os geradores do CTJL têm dispositivos para aumentar a voltagem nas redes, e com isso controlar a tensão do Litoral catarinense, onde há maior oscilação, principalmente no verão, quando há sobrecarga no sistema.

- Quanto mais longe dos geradores, a tendência é de uma menor confiabilidade do sistema, portanto Santa Catarina tem grande confiabilidade - afirma.

Com um consumo mensal de 200 mil toneladas de carvão por mês, o CTJL também é importante para a cadeia do insumo, recurso natural abundante no Sul que envolve aproximadamente 6,6 mil empregos. Quando a termelétrica é muito exigida, o consumo sobe para 300 mil toneladas por mês.

Também da Tractebel Energia, a Unidade de Co-Geração de Lages (Ucla) é alimentada com biomassa, resíduos da indústria madeireira da Serra Catarinense, como casca e serragem. Segundo o supervisor de Operações da Ucla, José Luiz dos Santos Dutra, os equipamentos garantem 100% de aproveitamento e um lavador permite o controle da emissão de gases e separação das cinzas.

A Ucla tem potência instalada de 28 MW e vende a energia para a Celesc e o vapor para dois clientes privados, localizados próximos à usina e ligados por um vaporduto.

Outra iniciativa térmica pode dar fim a um problema ambiental do Estado: os dejetos de suínos e aves. Segundo o governo do Estado, o grupo norte-americano Contour Global programou para o inicio do mês de maio o anúncio do projeto final para a construção de três a quatro usinas termelétricas em Santa Catarina.

Elas serão movidas a dejetos de suínos e aves com capacidade para geração total de até 120 MW e investimentos de R$ 600 milhões. O potencial de rejeitos a serem aproveitados é de mais de 10 milhões de toneladas.


Diário Catarinense

Florianópolis/SC

Os desafios para a

Infra-Estrutura Catarinense

30/03/2008

    Somos associados

     

  • CIAB
  • epe
  • World Coal Association
  • Global CCS Institute

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351