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Anglo American e MMX fecham acordo

01/04/2008

O empresário Eike Batista está vendendo parte de seus ativos de mineração, mas não deixará de ter grande influência sobre eles. Batista foi nomeado o principal executivo da recém-criada empresa que reunirá os projetos da MMX em Minas Gerais e no Amapá - da qual a mineradora Anglo American deterá 63,47%. Além disso, conseguiu batizar a nova companhia de IronX Mineração, com o X presente em todas as empresas do bilionário brasileiro. Constituída por 51% do Sistema MMX Minas-Rio e 70% do Sistema MMX Amapá, a empresa recém-criada e hoje em processo de abertura de capital, tinha sido nominada de Newco.

Ontem a Anglo American anunciou o fechamento da transação, informada em janeiro, de compra do controle acionário da IronX, pelo qual pagará US$ 5,5 bilhões, em dinheiro. Também deverá fazer parte da operação uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pelo valor de US$ 361 por ação.

A oferta será necessária uma vez que com a criação da IronX, acionistas da MMX Mineração e Metálicos, que detinham o controle dos ativos, passarão por uma operação de reestruturação que resultará na cisão da companhia, parte para a IronX, parte para a LLX, empresa de logística do grupo de Eike Batista, EBX, e parte da MMX, que continuará existindo e permanecerá sendo controlada pelo grupo brasileiro. Os acionistas minoritários receberão ações de cada uma das empresas. A intenção das mineradoras é fechar o capital da IronX.

Além do projeto de Corumbá, permanecem sob a nova MMX outras minas de minerais metálicos, 100% da AVG, 100% do projeto Minerminas, 50% de uma usina de pelotização, várias concessões para exploração de novas jazidas minerais e a receita com royalties, a partir de 2023, dos projetos que serão transferidos no Amapá para a Anglo. Também está prevista a receita com royalties, a partir de 2025, dos projetos do sistema Minas Rio.

A transação é feita em um momento de forte consolidação no setor mineral, e faz parte da estratégia da Anglo, produtora de platina, diamantes, carvão e metais de base, de se fortalecer na produção de minério de ferro. Os ativos no Brasil e as em desenvolvimento da filial sul-africana Kumba Resources permitirão um aumento, em 2017, de 150 milhões de toneladas na produção de minério de ferro, ante as 32,4 milhões de toneladas de 2007.


Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

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1º/04/2008

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