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Produtos siderúrgicos terão novo reajuste

25/03/2008

Os preços de produtos siderúrgicos, que já subiram no começo do ano, devem sofrer novos reajustes nos próximos meses, provavelmente na casa de 10%, avalia Carlos Loureiro, presidente da Rio Negro, distribuidora de aços planos. Ele diz não ver um risco de descompasso entre a oferta e a demanda no setor nos próximos dois anos, mas considera inevitáveis novos aumentos das cotações no curto prazo. 

Loureiro conta que, no começo do ano, as usinas reajustaram os preços das bobinas a quente entre 11% e 13%. A questão é que esses aumentos levavam em conta, em sua maioria, uma alta de 30% a 40% do minério de ferro, um percentual bem inferior aos 65% a 70% conseguidos pela Vale do Rio Doce. "Além disso, as empresas esperavam um aumento de 70% dos preços do carvão, mas a expectativa hoje é de que a alta pode atingir 150%", diz Loureiro. 

Em resumo, o setor teve uma elevação de custos mais forte do que imaginava. Isso deverá levar as empresas do segmento a anunciar em breve novos repasses, que ele estima na casa de 10% para as bobinas a quente. 

Como a economia está fortemente aquecida, as usinas não devem ter dificuldades para repassar essa elevação de custos, afirma Loureiro. Em janeiro e fevereiro, a distribuição de aços planos cresceu 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria automobilística, a de autopeças, a de máquinas e equipamentos e o setor de construção civil são os principais responsáveis por essa demanda.  

Mesmo nesse cenário, Loureiro não vê riscos relevantes de falta generalizada do produto. Um dos principais motivos é que as usinas podem atender a forte demanda interna desviando parte da produção que seria exportada. "É isso o que deve ocorrer", afirma ele, para quem pode haver problemas localizados no fornecimento de um ou outro produto, mas nada que cause um grande desconforto. 

"Eu não vejo a possibilidade de falta de produção nos próximos dois anos", resume Loureiro, advertindo, porém, que o setor vai seguir a tendência global de preços. Como as cotações no mercado internacional aumentaram, as usinas não vão abrir mão de reajustes no mercado interno.


Valor Econômico

São Paulo/SP

Brasil

25/03/2008

 

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