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Copel planeja construir quatro térmicas usando bagaço de cana

19/03/2008

A Copel pretende virar sócia de usineiros para começar a produzir energia a partir do bagaço de cana. Em abril, a estatal irá fazer uma chamada pública para encontrar parceiros para quatro térmicas que pretende construir no interior do Paraná.

 

Cada uma deverá ter capacidade instalada de 30 megawatts (MW) e custo de cerca de R$ 65 milhões, ou R$ 260 milhões ao todo. Será um teste e, se ele for bem-sucedido, a empresa planeja ampliar esse número e romper fronteiras para formar sociedades com produtores de açúcar e álcool de São Paulo.

 

Pela proposta que está sendo finalizada, a Copel será sócia majoritária nestas térmicas. O diretor de gestão corporativa da empresa, Luiz Rossafa, contou que nove usinas de álcool do Estado se encaixam no projeto. Segundo Rossafa, o Estado teria condições atualmente de gerar 540 MW de energia com biomassa, volume que deve ser ampliado com o aumento de produção de cana. E o custo de instalação dessas usinas equivale à metade do necessário para a construção de uma hidrelétrica e a vida útil das térmicas também é menor.

 

Os estudos de pré-viabilidade para geração de energia nessas pequenas centrais começaram em 2007 e a continuidade dos trabalhos foi aprovada pela diretoria e também pelo governador Roberto Requião (PMDB).

 

"Será um processo societário bem estruturado, com arranjo tributário bem estudado, para ter a melhor performance", explicou o executivo. Rossafa disse que a redução do período de sazonalidade da colheita de cana contribuiu, porque hoje ela começa em fevereiro e vai até dezembro.

 

Será a primeira experiência da Copel com biomassa. A estatal tem hidrelétricas, uma térmica a gás e outra a carvão, além de unidade de geração eólica. Após o início da construção, essas novas usinas levarão um ano e meio para começar a produzir. Parte da energia poderá ser vendida diretamente à distribuidora e o restante irá para leilão.

 

As informações sobre esses estudos foram apresentadas ontem durante divulgação do balanço da Copel, que no quarto trimestre de 2007 teve receita operacional líquida de R$ 1,4 bilhão e lucro de R$ 312 milhões. No ano, a estatal acumulou receita líquida de R$ 5,4 bilhões, 10,9% maior que a verificada em 2006, e teve lucro 11% menor, de R$ 1,1 bilhão.

 

O resultado da última linha, embora inferior ao R$ 1,24 bilhão do exercício anterior, foi comemorado pelo presidente da empresa, Rubens Ghilardi. De acordo com ele, 2007 pode ser considerado o melhor da história da companhia, porque em 2006 o lucro foi incrementado com R$ 546 milhões por conta de reversões de provisionamentos feitos em anos anteriores. Segundo Ghilardi, o aumento de 6,8% no consumo de energia foi o que mais contribuiu para o resultado. No segmento comercial o consumo aumentou 9,2%, seguido por indústrias (7,5%) e setor residencial (6,6%).


Valor Econômico

São Paulo/SP

Empresas

19/03/2008

 

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