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O futuro pertence ao veículo elétrico híbrido (HEV)?

17/03/2008

Os veículos que utilizamos nos nossos dias de hoje, carros, caminhões, navios, aviões, etc., foram criados, projetados e fabricados para serem propelidos por energia térmica, produzida por derivados de petróleo, carvão, álcool, gás ou mesmo biomassa. Em outras palavras, através de ciclos termodinâmicos, transformam calor em força mecânica. Embora, como equipamentos mecânicos, sejam práticos e de largo uso, há um geral reconhecimento que são energeticamente muito ineficientes.
As descobertas que levaram ao petróleo e às técnicas para dele extrair seus inúmeros derivados foram estudadas sob a finalidade básica de produzir a mobilidade, tal como conhecemos na atualidade. Antes da entrada dos derivados do petróleo no mercado geral de consumo, a grande massa de energia vinha de combustíveis sólidos, cuja manipulação, salvo casos especiais, nunca foram tão práticas quanto os líquidos combustíveis correntemente empregados. Assim, não foi surpresa a grande evolução no uso dos energéticos líquidos que permitiram se chegar a veículos práticos, o suficiente para ganhar a preferência dos consumidores em todo o mundo.
O quanto isto está custando, em termos de meio ambiente e em preocupação quanto ao futuro da vida na Terra, nós o sabemos! Estima-se que mais de 70 milhões de barris de petróleo na atualidade estão sendo extraídos do subsolo todos os dias e bombeados na atmosfera provocando todos os problemas e preocupações, relativos à poluição atmosférica, efeito estufa, etc. Muitas equipes de técnicos, em todo o mundo, estão debruçadas sobre o problema para consagrar equipamentos e mecanismos de propulsão diferentes, os quais possam privilegiar as decisões de compra e uso dos motoristas.
Há convencimento geral de que há fundamentais razões para quebrar os atuais paradigmas, crenças e costumes. Todavia, como muitas vezes acontece, cada um propõe sua solução como a melhor. Em que pesem as discordâncias, há unanimidades nas cabeças dos que estão discutindo o futuro: o petróleo precisa ser trocado como fonte primária de energia mecânica, mas ainda se reconhece que os veículos atuais simplesmente não podem ser substituídos por algo diferente, sem que novas soluções melhores e mais acessíveis sejam aplicadas.
Grandes quantidades de recursos financeiros têm sido levadas para pesquisas e testes na busca de outras formas de propulsão, pois todos concordam que a vida dos atuais motores a pistão está claramente com seu final de linha estabelecido. Apenas não se sabe quando as novas alternativas poderiam chegar aos mercados consumidores.
A maioria dos estudos está se concentrando nos veículos elétricos. Não há dúvidas sobre a flexibilidade, a eficiência, as vantagens gerais da eletricidade como fonte primária de energia. Nossas casas são o exemplo vivo das características fantásticas dessa alternativa de múltiplos usos. Essa, sem nenhuma dúvida, é a melhor forma de energia descoberta pelo homem até agora. Limpa, eficiente, prática, mas difícil de ser armazenada. As atuais soluções, através de baterias, têm-se mostrado pobres, limitadas e mesmo dispendiosas, e está no domínio das discussões o que se encontrou como possibilidade de suprimento de eletricidade em quantidade e em qualidade suficiente e criar, do ponto de vista de utilização, algo como os atuais veículos.
Uma possibilidade inicial, que está sendo objetivada por muitas produtoras de veículos em vários países, seria um projeto intermediário, o dos chamados carros híbridos. Esta alternativa poderá ser utilizada enquanto as pesquisas científicas e tecnológicas, que buscam o aperfeiçoamento das células combustíveis, tenham êxito e produzam dispositivos capazes de produzir eletricidade nos próprios veículos, na quantidade e qualidade necessárias.
O veículo elétrico híbrido (HEV) combina tudo o que é necessário para um carro elétrico. A eletricidade vem de baterias que podem ser recarregadas através de um motor convencional a combustão interna, que pode usar gasolina, álcool e gás. Um sistema de reversão funcionará permitindo que a energia cinética de movimento do carro, por exemplo na descida de rampas, também gere eletricidade contribuinte para a carga das baterias.
As vantagens desta solução, enquanto outras não estiverem disponíveis, se alinham a uma apreciável economia de combustíveis, redução do ruído e das emissões carreadas pela exaustão dos gases de escapamento, além de acumular experiência para o futuro do carro totalmente elétrico. As unidades experimentais, já em fase de testes, estão demonstrando a viabilidade da solução em nada comprometendo a confiabilidade e a durabilidade do veículo que se iguala e mesmo supera tais características dos atuais automóveis em serviço.
A
maioria das empresas produtoras de veículos em todo o mundo já lançou programas que abraçam as mais diferentes tecnologias para a produção de HEVs e prevêem que as primeiras unidades comerciais, vendidas em escala global, estejam no mercado em 2008 ou logo em seguida. Em resumo, vamos ficar nas expectativas e preparados, pois, em futuro muito mais próximo do que imaginamos, estaremos regularmente usando carros elétricos de vários tipos e modelos.


Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

Opinião

17/03/2008

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