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MMX, de Eike Batista, deve ampliar reservas em Corumbá

06/03/2008

A MMX Mineração descobriu reservas de minério de ferro que multiplicam por dez as jazidas já existentes. As novas minas do sistema de produção de Corumbá, no maciço de Urucum, demandarão mais uma usina de beneficiamento do minério, além da unidade que já processa a matéria-prima na região. As reservas provadas de 32 milhões de toneladas, segundo o gerente de mineração Rodrigo dos Anjos Xavier, deverão chegar a 370 milhões de toneladas, na mais conservadora das hipóteses. A região toda, considerando as reservas sob concessão das concorrentes Companhia Vale do Rio Doce e Rio Tinto, podem abranger um total de um bilhão de toneladas da matéria-prima.
A MMX já solicitou junto a certificadoras canadenses registro de 70 milhões de toneladas de minério de ferro em Corumbá, além das atuais reservas provadas. Outras 300 milhões de toneladas descobertas do produto serão certificadas após um estudo que deverá ser concluído em cerca de seis meses. A abundância, além de exigir uma nova usina, tornará ainda mais necessária a melhoria da ferrovia da região, sob concessão da ALL. Há planos de parceria, para viabilizar os investimentos na ferrovia.
O empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, está negociando parcerias para Corumbá e já havia informado conversas com quatro empresas interessadas. A mina explorada atualmente na região foi batizada de 63 em homenagem à lancha que conferiu ao empresário vitórias em competições aquáticas.
A MMX processa o minério de Corumbá na siderúrgica própria próxima da produção. Transformada em ferro-gusa, a maior parte segue para o exterior, enquanto a unidade de produção de aços longos e vergalhões não fica pronta. O projeto está previsto para começar a operação em 2009, como destaca o gerente geral de Metálicos da MMX, Paulo Roberto de Azevedo.
Para escoar a carga atua, 2,2 milhões de toneladas/ano, a MMX usa caminhões e carretas com capacidade de 27 toneladas, 70% da produção é embarcada no porto de Corumbá e pelo Rio Paraguai chega à Argentina. De lá, a carga segue para a Argentina, e é distribuída para os compradores, países europeus e sul-americanos. O plano é levar a carga até porto Brasil quando o projeto de Peruíbe (SP) estiver concluído.
A atividade mineradora destoa da paisagem do pantanal. Mas o executivo da MMX lembra que após a exaustão da mina e dos morros, a empresa fará reflorestamento da área. Para evitar problemas com o Ibama e garantir energia, a MMX desenvolveu um sistema próprio de plantação de eucalipto. No município de Dois Irmãos do Buriti, a 400 quilômetros das minas de Corumbá, a empresa planeja plantar 34 mil hectares de floresta. Outros 15 mil hectares de reserva serão preservados segundo frisou o Antonio José de Sousa, gerente florestal da MMX. A empresa deixou de comprar carvão de fornecedores do pantanal depois de uma multa aplicada pelo Ibama.


Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

Nacional

07/03/2008

 

 

 

 

 

 

 

 

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