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Lucro da Xstrata aumenta 13%

04/03/2008

A mineradora Xstrata, que mantém conversações com a Companhia Vale do Rio Doce (Vale), interessada em sua aquisição, informou que seu lucro anual subiu 13% devido ao aumento da produção de carvão e zinco e a alta dos preços do cobre. O lucro líquido cresceu para US$ 5,54 bilhões, ou US$ 5,78 por ação, ante US$ 4,89 bilhões, ou US$ 5,28 em 2006, informou ontem a companhia de Zug, Suíça, em um comunicado. As vendas cresceram 12% para US$ 28,5 bilhões. A cifra referente ao ano passado foi calculada pela companhia como se suas aquisições, que incluem a compra da Falconbridge, do Canadá por US$ 16,2 bilhões, tivessem contribuído para todo ano.

O principal executivo Mick Davis aumentou as vendas mais de 15 vezes nos últimos cinco anos graças às aquisições e às expansões. Ele disse que prosseguem as conversações com a Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo.

"Estes números não contribuem muito para o avanço do debate sobre a possibilidade de a Vale fechar sua proposta ela Xstrata, mas proporcionam para a administração da Xstrata uma plataforma para explicar a forte perspectiva para seus lucros e negócios", escreveu ontem em um relatório Michael Rawlinson, diretor de mineração, recursos e energia da Liberum Capital, em Londres.

Os papéis da Xstrata avançaram 40 pence (US$ 0,80) ou 1% para 4 mil pence  (US$ 7,95 mil) no fechamento na Bolsa de Londres. As ações subiram 72% nos últimos 12 meses, o que confere a Xstrata um valor de mercado de 39,1 bilhões de libras esterlinas (US$ 77,5 bilhões).

A companhia está em conversações com a Vale, enquanto a BHP Billiton, maior mineradora do mundo, sediada em Melbourn, segue com sua oferta hostil de US$ 149 bilhões pelo Rio Tinto Group, da Grã Bretanha.

"Tudo dependerá até certo ponto de como as discussões com a Vale acabarão", disse Davis. A Xstrata tem outras "opções" de crescimento, além de sua aquisição pela Vale, acrescentou.

A Xstrata está "muito confiante na perspectiva" no médio e longo prazo para todas as commodities que produz, afirmou. A companhia, que é a maior exportadora mundial de carvão para as usinas de eletricidade, elevou sua produção em 8,2% no ano passado, com crescimento de seu desempenho nas minas na África do Sul e da Colômbia, informou na semana passada em um relatório sobre a produção. As interrupções dos fornecimentos contribuíram para uma alta recorde dos preços do carvão em 2007.


Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

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04/03/2008

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