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Preço do coque pode ir a US$ 200

03/03/2008

A BHP Billiton e a Mitisubishi Corp, proprietários da maior exportadora mundial de coque siderúrgico, poderão obter o dobro do preço pelo produto nos contratos anuais de fornecimento devido a redução da oferta mundial da matéria-prima para a produção siderúrgica. Os preços do coque siderúrgico para o ano que se inicia em primeiro de abril deverão disparar par o nível recorde de US$ 200 a tonelada, comparativamente aos US$ 98 vigentes nos contratos deste ano, segundo a mediana das estimativas de oito analistas consultados pela Bloomberg.

As conversações entre as produtoras e os clientes japoneses deverão começar a "sério" no mês que vem, disse no último dia 27 o relatório Tex.

As enchentes no estado australiano de Queensland, produtor de mais de dois terços do carvão comercializado mundialmente, puxaram os preços do mercado à vista do produto para níveis quase três vezes superiores aos vigentes nos atuais contratos.  Isso esta obrigando a Nippon Steel, segunda maior siderúrgica mundial, e suas concorrentes a cobrar mais pelos seus produtos. A alta também está elevando os lucros de fornecedores como a BHP e o Rio Tinto.

"Há pelo menos um período de três anos de aperto da oferta e condições especiais de definição de preços", disse Andrew Driscoll, analista da CLSA, que calculou que as produtoras fecharão contratos atuaias a US$ 200 tonelada.

Os preços dos contratos anuais de coque siderúrgico são definidos todos os anos entre as siderúrgicas e os produtores para o período de 12 meses iniciado a primeiro de abril. As usinas asiáticas, encabeçadas pela japonesa Nippon Stell, concordaram na semana passada em pagar pelo menos 65% mais pelo minério de fero, uma matéria-prima fundamental da produção de aço, à brasileira Companhia Vale do Rio Doce.

Os preços do carvão energético, empregado pelas centrais termoelétricas, também subiram para um patamar recorde este ano, puxados pelos episódios de interrupção do abastecimento por parte da Austrália e pelas tempestades de neve ocorridas na China, a maior produtora e consumidora do combustível.


 

Gazeta Mercantil

São Paulo/SP

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03/03/2008

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