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Devido ao baixo nível dos reservatórios, o planejamento do sistema elétrico nacional está sendo rediscutido. A operação hidrotérmica está no centro da discussão. A necessidade de usinas hidráulicas é unanimidade, mas o que se discute é tamanho dos reservatórios.

Por outro lado, na mídia aparecem as usinas térmicas como caras e sujas e que seu uso vai aumentar o custo da energia. Esta é uma análise simplista, pois as usinas térmicas, na realidade, têm uma função vital na segurança energética do Brasil e este seguro, obviamente, tem um custo. O que se pode discutir nesta equação é qual é o de menor custo.

O sistema elétrico brasileiro tem característica operacional própria e original entre os grandes sistemas do mundo, em função da elevadíssima proporção de energia hidráulica que utiliza. Portanto devemos ter o cuidado de não copiar modismos energéticos internacionais.

Nas usinas hidráulicas o aflúvio aos reservatórios depende da meteorologia, com ciclos anuais e não mais plurianuais. As usinas termelétricas têm, nesse contexto, papel relevante de otimização do uso dos recursos hídricos, apesar de sua pequena contribuição à geração total de eletricidade.

O benefício da operação do sistema hidrotérmico traduz-se por tarifas mais baixas para o consumidor final. No sistema de operação de forma cooperativa, o resultado do todo traz mais energia do que a soma do máximo das partes.

Como a capacidade de armazenagem de água nos reservatórios – entenda-se energia - está caindo, por exigência ambiental: as usinas hidráulicas antigas tinham reservatórios com capacidade de armazenamento de 0,51 Km2/MW e hoje temos apenas 0,06 Km2/MW, teremos cada vez mais a necessidade da operação hidrotérmica otimizada.

Portanto, aumentando-se as hidráulicas, teremos que inexoravelmente crescer as térmicas, mas a elevada participação hidráulica na matriz ainda deverá perdurar ao longo das próximas décadas.

O modelo do setor elétrico, criado pelo governo Lula, que tem como uma de suas principais premissas a modicidade tarifária, reconheceu o modelo hidrotérmico e suas vantagens para a Sociedade.

A energia é o insumo básico para o desenvolvimento e o custo do seguro, feito por usinas despacháveis, é pago pelos brasileiros que precisam de garantia de energia. Isso faz parte do modelo energético brasileiro.

No Brasil, a geração térmica a carvão é definida como cara e suja. Esta afirmação é falsa: as usinas térmicas a carvão são as mais baratas. Seu custo variável unitário é menor que R$ 130,00 reais por MW/h. A operação é confiável e, por isso, despacham (geram energia) antes das outras térmicas e o insipiente parque termelétrico brasileiro, de 1.765 MW, sempre contribuiu, nos momentos mais necessários, para a segurança do sistema interligado, como o que ocorre atualmente, com todas as térmicas a carvão despachadas.

Observamos na mídia a grande discussão de modicidade tarifária e que as térmicas estão onerando a tarifa. Ora, esse foi o modelo previsto em 1973, remodelado em 2004 e que, ao privilegiar a operação totalmente flexível, levou a construção das térmicas com CVU mais caro (óleo e gás).

Planejou-se um baixo despacho dessas usinas (no máximo 20%), mas como foram construídas hidráulicas com pouco reservatório e com um regime de chuvas a abaixo do previsto, essas térmicas foram despachadas na base, o que causou o aumento de custo, que é repassado para o consumidor final.

Isso faz parte do modelo existente. Por outro lado, não podemos ficar vulneráveis ao humor de São Pedro. Deveremos ter as ferramentas (usinas despacháveis) para operar o sistema com segurança.

A recente discussão de usinas com reservatório, algo desejável por todos, busca a estocagem de energia e com isso reduzir a intermitência que será gerada com o humor de São Pedro, traduzido pela expansão das usinas eólicas e usinas a fio d’água. Quanto a armazenagem de energia, os reservatórios e os estoques de carvão mineral nacional tem algo em comum, deixam a energia elétrica em nosso gerenciamento.

Devemos buscar o equilíbrio, mas essa discussão dicotômica entre mais reservatórios versus térmicas é inócua e prejudicial ao País. Onde estão os grandes reservatórios para o futuro? Na plana Amazônia?

No 10º ENASE, grande evento que reuniu os agentes do setor elétrico, ficou claro que para duplicarmos a geração de energia elétrica em resposta à demanda, nos próximos 20 anos, serão necessárias todas as formas de energia.

Ficou claro, também, que o nosso modelo “renovável - térmico” deverá ser blindado para que possamos ter a segurança energética que o crescimento do Brasil exige. Quanto à questão ambiental, não existe geração de energia sem impactos no meio ambiente. A solução para este problema é fazer mais com menos impactos.

Mesmo que tenhamos, em 2035, 14 GW de carvão ainda assim teremos uma matriz com 80 % de renovável e as emissões de energia elétrica serão somente 3,77 % do total, algo invejável no mundo.

Creio que agora, após o susto hidrológico, com o reconhecimento do Governo que precisa de térmicas de CVU baixo e que, na próxima década, teremos que usar mais térmicas para garantir a segurança energética para o crescimento desejado pela Sociedade Brasileira, chegou a hora de incluir na matriz energética brasileira, definitivamente, o maior potencial energético brasileiro, que é o carvão mineral.

Não estaremos inovando e nem na contra mão da história, estaremos fazendo o mesmo que a países desenvolvidos, como a Alemanha e o Japão, que necessitam de energia firme para manter suas economias rodando a custos competitivos.

Eng. Fernando Luiz Zancan Presidente da ABCM  - fevereiro de 2013

Fonte: http://solos.com.br/node/647#.UcNBVpxHaF9

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Devido ao baixo nível dos reservatórios, o planejamento do sistema elétrico nacional está sendo rediscutido. A operação hidrotérmica está no centro da discussão. A necessidade de usinas hidráulicas é unanimidade, mas o que se discute é tamanho dos reservatórios.

Por outro lado, na mídia aparecem as usinas térmicas como caras e sujas e que seu uso vai aumentar o custo da energia. Esta é uma análise simplista, pois as usinas térmicas, na realidade, têm uma função vital na segurança energética do Brasil e este seguro, obviamente, tem um custo. O que se pode discutir nesta equação é qual é o de menor custo.

O sistema elétrico brasileiro tem característica operacional própria e original entre os grandes sistemas do mundo, em função da elevadíssima proporção de energia hidráulica que utiliza. Portanto devemos ter o cuidado de não copiar modismos energéticos internacionais.

Nas usinas hidráulicas o aflúvio aos reservatórios depende da meteorologia, com ciclos anuais e não mais plurianuais. As usinas termelétricas têm, nesse contexto, papel relevante de otimização do uso dos recursos hídricos, apesar de sua pequena contribuição à geração total de eletricidade.

O benefício da operação do sistema hidrotérmico traduz-se por tarifas mais baixas para o consumidor final. No sistema de operação de forma cooperativa, o resultado do todo traz mais energia do que a soma do máximo das partes.

Como a capacidade de armazenagem de água nos reservatórios – entenda-se energia - está caindo, por exigência ambiental: as usinas hidráulicas antigas tinham reservatórios com capacidade de armazenamento de 0,51 Km2/MW e hoje temos apenas 0,06 Km2/MW, teremos cada vez mais a necessidade da operação hidrotérmica otimizada.

Portanto, aumentando-se as hidráulicas, teremos que inexoravelmente crescer as térmicas, mas a elevada participação hidráulica na matriz ainda deverá perdurar ao longo das próximas décadas.

O modelo do setor elétrico, criado pelo governo Lula, que tem como uma de suas principais premissas a modicidade tarifária, reconheceu o modelo hidrotérmico e suas vantagens para a Sociedade.

A energia é o insumo básico para o desenvolvimento e o custo do seguro, feito por usinas despacháveis, é pago pelos brasileiros que precisam de garantia de energia. Isso faz parte do modelo energético brasileiro.

No Brasil, a geração térmica a carvão é definida como cara e suja. Esta afirmação é falsa: as usinas térmicas a carvão são as mais baratas. Seu custo variável unitário é menor que R$ 130,00 reais por MW/h. A operação é confiável e, por isso, despacham (geram energia) antes das outras térmicas e o insipiente parque termelétrico brasileiro, de 1.765 MW, sempre contribuiu, nos momentos mais necessários, para a segurança do sistema interligado, como o que ocorre atualmente, com todas as térmicas a carvão despachadas.

Observamos na mídia a grande discussão de modicidade tarifária e que as térmicas estão onerando a tarifa. Ora, esse foi o modelo previsto em 1973, remodelado em 2004 e que, ao privilegiar a operação totalmente flexível, levou a construção das térmicas com CVU mais caro (óleo e gás).

Planejou-se um baixo despacho dessas usinas (no máximo 20%), mas como foram construídas hidráulicas com pouco reservatório e com um regime de chuvas a abaixo do previsto, essas térmicas foram despachadas na base, o que causou o aumento de custo, que é repassado para o consumidor final.

Isso faz parte do modelo existente. Por outro lado, não podemos ficar vulneráveis ao humor de São Pedro. Deveremos ter as ferramentas (usinas despacháveis) para operar o sistema com segurança.

A recente discussão de usinas com reservatório, algo desejável por todos, busca a estocagem de energia e com isso reduzir a intermitência que será gerada com o humor de São Pedro, traduzido pela expansão das usinas eólicas e usinas a fio d’água. Quanto a armazenagem de energia, os reservatórios e os estoques de carvão mineral nacional tem algo em comum, deixam a energia elétrica em nosso gerenciamento.

Devemos buscar o equilíbrio, mas essa discussão dicotômica entre mais reservatórios versus térmicas é inócua e prejudicial ao País. Onde estão os grandes reservatórios para o futuro? Na plana Amazônia?

No 10º ENASE, grande evento que reuniu os agentes do setor elétrico, ficou claro que para duplicarmos a geração de energia elétrica em resposta à demanda, nos próximos 20 anos, serão necessárias todas as formas de energia.

Ficou claro, também, que o nosso modelo “renovável - térmico” deverá ser blindado para que possamos ter a segurança energética que o crescimento do Brasil exige. Quanto à questão ambiental, não existe geração de energia sem impactos no meio ambiente. A solução para este problema é fazer mais com menos impactos.

Mesmo que tenhamos, em 2035, 14 GW de carvão ainda assim teremos uma matriz com 80 % de renovável e as emissões de energia elétrica serão somente 3,77 % do total, algo invejável no mundo.

Creio que agora, após o susto hidrológico, com o reconhecimento do Governo que precisa de térmicas de CVU baixo e que, na próxima década, teremos que usar mais térmicas para garantir a segurança energética para o crescimento desejado pela Sociedade Brasileira, chegou a hora de incluir na matriz energética brasileira, definitivamente, o maior potencial energético brasileiro, que é o carvão mineral.

Não estaremos inovando e nem na contra mão da história, estaremos fazendo o mesmo que a países desenvolvidos, como a Alemanha e o Japão, que necessitam de energia firme para manter suas economias rodando a custos competitivos.

Eng. Fernando Luiz Zancan Presidente da ABCM  - fevereiro de 2013

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A Operação elétrica: térmicas e reservatórios

20/06/2013

Eng. Fernando Luiz Zancan

Devido ao baixo nível dos reservatórios, o planejamento do sistema elétrico nacional está sendo rediscutido. A operação hidrotérmica está no centro da discussão. A necessidade de usinas hidráulicas é unanimidade, mas o que se discute é tamanho dos reservatórios.

Por outro lado, na mídia aparecem as usinas térmicas como caras e sujas e que seu uso vai aumentar o custo da energia. Esta é uma análise simplista, pois as usinas térmicas, na realidade, têm uma função vital na segurança energética do Brasil e este seguro, obviamente, tem um custo. O que se pode discutir nesta equação é qual é o de menor custo.

O sistema elétrico brasileiro tem característica operacional própria e original entre os grandes sistemas do mundo, em função da elevadíssima proporção de energia hidráulica que utiliza. Portanto devemos ter o cuidado de não copiar modismos energéticos internacionais.

Nas usinas hidráulicas o aflúvio aos reservatórios depende da meteorologia, com ciclos anuais e não mais plurianuais. As usinas termelétricas têm, nesse contexto, papel relevante de otimização do uso dos recursos hídricos, apesar de sua pequena contribuição à geração total de eletricidade.

O benefício da operação do sistema hidrotérmico traduz-se por tarifas mais baixas para o consumidor final. No sistema de operação de forma cooperativa, o resultado do todo traz mais energia do que a soma do máximo das partes.

Como a capacidade de armazenagem de água nos reservatórios – entenda-se energia - está caindo, por exigência ambiental: as usinas hidráulicas antigas tinham reservatórios com capacidade de armazenamento de 0,51 Km2/MW e hoje temos apenas 0,06 Km2/MW, teremos cada vez mais a necessidade da operação hidrotérmica otimizada.

Portanto, aumentando-se as hidráulicas, teremos que inexoravelmente crescer as térmicas, mas a elevada participação hidráulica na matriz ainda deverá perdurar ao longo das próximas décadas.

O modelo do setor elétrico, criado pelo governo Lula, que tem como uma de suas principais premissas a modicidade tarifária, reconheceu o modelo hidrotérmico e suas vantagens para a Sociedade.

A energia é o insumo básico para o desenvolvimento e o custo do seguro, feito por usinas despacháveis, é pago pelos brasileiros que precisam de garantia de energia. Isso faz parte do modelo energético brasileiro.

No Brasil, a geração térmica a carvão é definida como cara e suja. Esta afirmação é falsa: as usinas térmicas a carvão são as mais baratas. Seu custo variável unitário é menor que R$ 130,00 reais por MW/h. A operação é confiável e, por isso, despacham (geram energia) antes das outras térmicas e o insipiente parque termelétrico brasileiro, de 1.765 MW, sempre contribuiu, nos momentos mais necessários, para a segurança do sistema interligado, como o que ocorre atualmente, com todas as térmicas a carvão despachadas.

Observamos na mídia a grande discussão de modicidade tarifária e que as térmicas estão onerando a tarifa. Ora, esse foi o modelo previsto em 1973, remodelado em 2004 e que, ao privilegiar a operação totalmente flexível, levou a construção das térmicas com CVU mais caro (óleo e gás).

Planejou-se um baixo despacho dessas usinas (no máximo 20%), mas como foram construídas hidráulicas com pouco reservatório e com um regime de chuvas a abaixo do previsto, essas térmicas foram despachadas na base, o que causou o aumento de custo, que é repassado para o consumidor final.

Isso faz parte do modelo existente. Por outro lado, não podemos ficar vulneráveis ao humor de São Pedro. Deveremos ter as ferramentas (usinas despacháveis) para operar o sistema com segurança.

A recente discussão de usinas com reservatório, algo desejável por todos, busca a estocagem de energia e com isso reduzir a intermitência que será gerada com o humor de São Pedro, traduzido pela expansão das usinas eólicas e usinas a fio d’água. Quanto a armazenagem de energia, os reservatórios e os estoques de carvão mineral nacional tem algo em comum, deixam a energia elétrica em nosso gerenciamento.

Devemos buscar o equilíbrio, mas essa discussão dicotômica entre mais reservatórios versus térmicas é inócua e prejudicial ao País. Onde estão os grandes reservatórios para o futuro? Na plana Amazônia?

No 10º ENASE, grande evento que reuniu os agentes do setor elétrico, ficou claro que para duplicarmos a geração de energia elétrica em resposta à demanda, nos próximos 20 anos, serão necessárias todas as formas de energia.

Ficou claro, também, que o nosso modelo “renovável - térmico” deverá ser blindado para que possamos ter a segurança energética que o crescimento do Brasil exige. Quanto à questão ambiental, não existe geração de energia sem impactos no meio ambiente. A solução para este problema é fazer mais com menos impactos.

Mesmo que tenhamos, em 2035, 14 GW de carvão ainda assim teremos uma matriz com 80 % de renovável e as emissões de energia elétrica serão somente 3,77 % do total, algo invejável no mundo.

Creio que agora, após o susto hidrológico, com o reconhecimento do Governo que precisa de térmicas de CVU baixo e que, na próxima década, teremos que usar mais térmicas para garantir a segurança energética para o crescimento desejado pela Sociedade Brasileira, chegou a hora de incluir na matriz energética brasileira, definitivamente, o maior potencial energético brasileiro, que é o carvão mineral.

Não estaremos inovando e nem na contra mão da história, estaremos fazendo o mesmo que a países desenvolvidos, como a Alemanha e o Japão, que necessitam de energia firme para manter suas economias rodando a custos competitivos.

Eng. Fernando Luiz Zancan Presidente da ABCM  - fevereiro de 2013

Fonte: http://solos.com.br/node/647#.UcNBVpxHaF9

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