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Recentemente, especialistas do setor carbonífero participaram, em Porto Alegre, de um seminário promovido pela Sociedade de Engenharia do RS. Na pauta, os novos aproveitamentos para o carvão mineral do Rio Grande do Sul, sobretudo a partir da indústria carboquímica.

Desde que a gaúcha Copelmi e a norte-americana Air Products anunciaram a intenção de implantar uma mina e uma planta para produzir gás a partir do carvão em Eldorado do Sul, na região Carbonífera, o assunto divide entusiastas do tema e ambientalistas. Dessa discussão, ficam algumas conclusões. A primeira delas é que, antes de qualquer definição, a sociedade precisa ser ouvida. O debate, no entanto, não pode ser meramente ideológico, e sim baseado nos aspectos técnicos. Empreendedores e engenheiros afirmam que há tecnologia disponível para permitir a mineração de modo que não sejam produzidos danos irreparáveis ao meio ambiente.

A Fepam possui técnicos experientes e comprometidos com a preservação ambiental e de forma alguma o Estado concederá licenças de modo açodado ou negligente. O Ministério Público também acompanha esse tema, a fim de evitar que o interesse econômico se sobreponha ao interesse público. Outro ponto a ser ressaltado: não podemos centrar toda a discussão sobre a indústria carboquímica em um único projeto. O polo pressupõe não um, mas vários outros empreendimentos, inclusive na região da Campanha.

Um exemplo é a Vamtec, empresa com sede no Espírito Santo, que planeja instalar uma planta em Candiota para a produção de metanol a partir da gaseificação do carvão. O município tem sua economia atrelada à extração de carvão, detém mão de obra qualificada e tradicionalmente recebe de braços abertos empreendimentos desse setor. O carvão também continuará sendo relevante dentro da matriz energética mundial, pelo menos, até 2040. Logo, mesmo com a necessidade de investirmos na produção de energia por meio de fontes renováveis, não podemos, de uma hora para outra, descartar o carvão desse processo.

Propus na Assembleia Legislativa a criação da Frente Parlamentar do Carvão Mineral e do Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. As reservas de carvão do Brasil são três vezes maiores que as de petróleo. Cerca de 90% dessa riqueza fica no nosso Estado. Se o Brasil discute tanto o pré-sal, é inconcebível que continuemos de olhos fechados para o carvão e suas inúmeras possibilidades.

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Recentemente, especialistas do setor carbonífero participaram, em Porto Alegre, de um seminário promovido pela Sociedade de Engenharia do RS. Na pauta, os novos aproveitamentos para o carvão mineral do Rio Grande do Sul, sobretudo a partir da indústria carboquímica.

Desde que a gaúcha Copelmi e a norte-americana Air Products anunciaram a intenção de implantar uma mina e uma planta para produzir gás a partir do carvão em Eldorado do Sul, na região Carbonífera, o assunto divide entusiastas do tema e ambientalistas. Dessa discussão, ficam algumas conclusões. A primeira delas é que, antes de qualquer definição, a sociedade precisa ser ouvida. O debate, no entanto, não pode ser meramente ideológico, e sim baseado nos aspectos técnicos. Empreendedores e engenheiros afirmam que há tecnologia disponível para permitir a mineração de modo que não sejam produzidos danos irreparáveis ao meio ambiente.

A Fepam possui técnicos experientes e comprometidos com a preservação ambiental e de forma alguma o Estado concederá licenças de modo açodado ou negligente. O Ministério Público também acompanha esse tema, a fim de evitar que o interesse econômico se sobreponha ao interesse público. Outro ponto a ser ressaltado: não podemos centrar toda a discussão sobre a indústria carboquímica em um único projeto. O polo pressupõe não um, mas vários outros empreendimentos, inclusive na região da Campanha.

Um exemplo é a Vamtec, empresa com sede no Espírito Santo, que planeja instalar uma planta em Candiota para a produção de metanol a partir da gaseificação do carvão. O município tem sua economia atrelada à extração de carvão, detém mão de obra qualificada e tradicionalmente recebe de braços abertos empreendimentos desse setor. O carvão também continuará sendo relevante dentro da matriz energética mundial, pelo menos, até 2040. Logo, mesmo com a necessidade de investirmos na produção de energia por meio de fontes renováveis, não podemos, de uma hora para outra, descartar o carvão desse processo.

Propus na Assembleia Legislativa a criação da Frente Parlamentar do Carvão Mineral e do Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. As reservas de carvão do Brasil são três vezes maiores que as de petróleo. Cerca de 90% dessa riqueza fica no nosso Estado. Se o Brasil discute tanto o pré-sal, é inconcebível que continuemos de olhos fechados para o carvão e suas inúmeras possibilidades.

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A importância do Polo Carboquímico no RS

25/05/2019

Fábio Branco

Recentemente, especialistas do setor carbonífero participaram, em Porto Alegre, de um seminário promovido pela Sociedade de Engenharia do RS. Na pauta, os novos aproveitamentos para o carvão mineral do Rio Grande do Sul, sobretudo a partir da indústria carboquímica.

Desde que a gaúcha Copelmi e a norte-americana Air Products anunciaram a intenção de implantar uma mina e uma planta para produzir gás a partir do carvão em Eldorado do Sul, na região Carbonífera, o assunto divide entusiastas do tema e ambientalistas. Dessa discussão, ficam algumas conclusões. A primeira delas é que, antes de qualquer definição, a sociedade precisa ser ouvida. O debate, no entanto, não pode ser meramente ideológico, e sim baseado nos aspectos técnicos. Empreendedores e engenheiros afirmam que há tecnologia disponível para permitir a mineração de modo que não sejam produzidos danos irreparáveis ao meio ambiente.

A Fepam possui técnicos experientes e comprometidos com a preservação ambiental e de forma alguma o Estado concederá licenças de modo açodado ou negligente. O Ministério Público também acompanha esse tema, a fim de evitar que o interesse econômico se sobreponha ao interesse público. Outro ponto a ser ressaltado: não podemos centrar toda a discussão sobre a indústria carboquímica em um único projeto. O polo pressupõe não um, mas vários outros empreendimentos, inclusive na região da Campanha.

Um exemplo é a Vamtec, empresa com sede no Espírito Santo, que planeja instalar uma planta em Candiota para a produção de metanol a partir da gaseificação do carvão. O município tem sua economia atrelada à extração de carvão, detém mão de obra qualificada e tradicionalmente recebe de braços abertos empreendimentos desse setor. O carvão também continuará sendo relevante dentro da matriz energética mundial, pelo menos, até 2040. Logo, mesmo com a necessidade de investirmos na produção de energia por meio de fontes renováveis, não podemos, de uma hora para outra, descartar o carvão desse processo.

Propus na Assembleia Legislativa a criação da Frente Parlamentar do Carvão Mineral e do Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. As reservas de carvão do Brasil são três vezes maiores que as de petróleo. Cerca de 90% dessa riqueza fica no nosso Estado. Se o Brasil discute tanto o pré-sal, é inconcebível que continuemos de olhos fechados para o carvão e suas inúmeras possibilidades.

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