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O governo japonês trabalha para dar mais velocidade ao processo de licenciamento ambiental para novas plantas a carvão. O setor de energia está sofrendo com o aumento do preço da eletricidade, pois foi forçado a desativar as usinas nucleares após o acidente de Fukushima, em 2011. Hoje, o licenciamento é feito em quatro anos e o governo japonês, ao agilizar o processo, pretende fazê-lo em 12 meses.

O aumento do custo da energia elétrica no Japão é devido a utilização de plantas a óleo diesel e o governo entende que, ao fechar as usinas nucleares, para manter o fornecimento de energia firme, o carvão é a fonte mais barata e confiável. A Tokyo Electric irá inaugurar, em 2013, 2.600 MW e pretende adicionar mais 2.600 GW até 2020.

Por outro lado, o compromisso de reduzir em 25 % as emissões de CO2, até 2020, em relação as emissões de 1990, será revisto pelo governo japonês, ainda esse ano.
No Brasil, também passamos por dificuldades para gerar a nossa energia firme e, igualmente, ligamos nossas térmicas a óleo para equilibrar o sistema, o que causa o aumento de custo de energia elétrica, similar ao Japão.

O Japão, um país com poucas fontes domésticas para gerar energia, é um país com a mais moderna tecnologia de eficiência energética. Gera 5,2 % da energia elétrica do mundo com um consumo percapita de 8.399 Kwh/capita.

No Brasil, temos muito que avançar na área de geração de energia e eficiência energética. Com um consumo de 2.384 Kwh/capita, esperamos duplicar nossa geração de energia elétrica em menos de 20 anos para ter um crescimento médio de 4 % do PIB ao ano.

No Japão, o mix de geração de energia elétrica é equilibrado, tendo 25 % de geração de energia a carvão, sendo o segundo maior importador de carvão do mundo, com 177 milhões de toneladas.
No Brasil, temos 1,4 % de geração de carvão e consumimos cerca de 6 milhões toneladas no total. Neste momento em que entramos no período seco, com os menores índices de armazenamento de água (energia) dos últimos 12 anos, devemos refletir.

Tínhamos, em 2011, 14 % de térmicas convencionais no sistema interligado e todas estão funcionando, retendo a água nos reservatórios. No Plano Decenal de Energia PDE 2021, está previsto 13 % de térmicas, onde as renováveis previstas são intermitentes – fio d’água ou eólicas.

Estudos técnicos afirmam que o nosso modelo hidrotérmico precisaria cerca de 20 % de térmicas para dar confiabilidade ao sistema próxima de 98 %. Especialistas diversos referendam essa afirmativa.

Ora, como não sou especialista, minha lógica me faz pensar que estamos no rumo errado, ou seja é tempo para repensarmos o tipo de contratação de energia nova. O Governo Federal ao definir, pela portaria n. 137/2013 do MME, que as térmicas a carvão participem dos leilões de energia nova neste ano, dá o primeiro passo.

Mas precisa tornar viável a intensão. Primeiro, o leilão A-5 não pode ser A-4, visto que precisamos de cerca de 48 meses para construir uma térmica no Brasil, onde existe tradição de realizar usinas a carvão, esse prazo é bem menor.

Por outro lado, como cerca de 50 % do custo da energia do carvão é de investimento, logo, é necessário que as condições fiscais, tributárias e de financiamento sejam compatíveis com investimento de longa duração – uma usina de carvão opera cerca de 50 anos.

Portanto, um contrato de energia de 25 anos e o financiamento com mesmo prazo só fazem que o custo final da energia seja menor ao consumidor. Por outro lado, se o Governo deseja reduzir o custo da energia, nada como desonerar o investimento em geração contemplando todas as fontes de igual forma.

O Brasil competitivo, precisa de energia firme, segura, com baixo custo e desenvolvida de forma sustentável. Chegou o momento de termos uma discussão pragmática e definirmos nossa política energética, de médio e longo prazo, contemplando a redução da miséria e o desenvolvimento regional. O carvão mineral nacional pode contribuir com a segurança energética do Brasil, tanto quanto o carvão pode contribuir com a segurança energética do Japão.

* Fernando L Zancan é presidente da ABCM

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O governo japonês trabalha para dar mais velocidade ao processo de licenciamento ambiental para novas plantas a carvão. O setor de energia está sofrendo com o aumento do preço da eletricidade, pois foi forçado a desativar as usinas nucleares após o acidente de Fukushima, em 2011. Hoje, o licenciamento é feito em quatro anos e o governo japonês, ao agilizar o processo, pretende fazê-lo em 12 meses.

O aumento do custo da energia elétrica no Japão é devido a utilização de plantas a óleo diesel e o governo entende que, ao fechar as usinas nucleares, para manter o fornecimento de energia firme, o carvão é a fonte mais barata e confiável. A Tokyo Electric irá inaugurar, em 2013, 2.600 MW e pretende adicionar mais 2.600 GW até 2020.

Por outro lado, o compromisso de reduzir em 25 % as emissões de CO2, até 2020, em relação as emissões de 1990, será revisto pelo governo japonês, ainda esse ano.
No Brasil, também passamos por dificuldades para gerar a nossa energia firme e, igualmente, ligamos nossas térmicas a óleo para equilibrar o sistema, o que causa o aumento de custo de energia elétrica, similar ao Japão.

O Japão, um país com poucas fontes domésticas para gerar energia, é um país com a mais moderna tecnologia de eficiência energética. Gera 5,2 % da energia elétrica do mundo com um consumo percapita de 8.399 Kwh/capita.

No Brasil, temos muito que avançar na área de geração de energia e eficiência energética. Com um consumo de 2.384 Kwh/capita, esperamos duplicar nossa geração de energia elétrica em menos de 20 anos para ter um crescimento médio de 4 % do PIB ao ano.

No Japão, o mix de geração de energia elétrica é equilibrado, tendo 25 % de geração de energia a carvão, sendo o segundo maior importador de carvão do mundo, com 177 milhões de toneladas.
No Brasil, temos 1,4 % de geração de carvão e consumimos cerca de 6 milhões toneladas no total. Neste momento em que entramos no período seco, com os menores índices de armazenamento de água (energia) dos últimos 12 anos, devemos refletir.

Tínhamos, em 2011, 14 % de térmicas convencionais no sistema interligado e todas estão funcionando, retendo a água nos reservatórios. No Plano Decenal de Energia PDE 2021, está previsto 13 % de térmicas, onde as renováveis previstas são intermitentes – fio d’água ou eólicas.

Estudos técnicos afirmam que o nosso modelo hidrotérmico precisaria cerca de 20 % de térmicas para dar confiabilidade ao sistema próxima de 98 %. Especialistas diversos referendam essa afirmativa.

Ora, como não sou especialista, minha lógica me faz pensar que estamos no rumo errado, ou seja é tempo para repensarmos o tipo de contratação de energia nova. O Governo Federal ao definir, pela portaria n. 137/2013 do MME, que as térmicas a carvão participem dos leilões de energia nova neste ano, dá o primeiro passo.

Mas precisa tornar viável a intensão. Primeiro, o leilão A-5 não pode ser A-4, visto que precisamos de cerca de 48 meses para construir uma térmica no Brasil, onde existe tradição de realizar usinas a carvão, esse prazo é bem menor.

Por outro lado, como cerca de 50 % do custo da energia do carvão é de investimento, logo, é necessário que as condições fiscais, tributárias e de financiamento sejam compatíveis com investimento de longa duração – uma usina de carvão opera cerca de 50 anos.

Portanto, um contrato de energia de 25 anos e o financiamento com mesmo prazo só fazem que o custo final da energia seja menor ao consumidor. Por outro lado, se o Governo deseja reduzir o custo da energia, nada como desonerar o investimento em geração contemplando todas as fontes de igual forma.

O Brasil competitivo, precisa de energia firme, segura, com baixo custo e desenvolvida de forma sustentável. Chegou o momento de termos uma discussão pragmática e definirmos nossa política energética, de médio e longo prazo, contemplando a redução da miséria e o desenvolvimento regional. O carvão mineral nacional pode contribuir com a segurança energética do Brasil, tanto quanto o carvão pode contribuir com a segurança energética do Japão.

* Fernando L Zancan é presidente da ABCM

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Carvão Mineral - o Brasil e o Japão

23/05/2013

Fernando L Zancan

O governo japonês trabalha para dar mais velocidade ao processo de licenciamento ambiental para novas plantas a carvão. O setor de energia está sofrendo com o aumento do preço da eletricidade, pois foi forçado a desativar as usinas nucleares após o acidente de Fukushima, em 2011. Hoje, o licenciamento é feito em quatro anos e o governo japonês, ao agilizar o processo, pretende fazê-lo em 12 meses.

O aumento do custo da energia elétrica no Japão é devido a utilização de plantas a óleo diesel e o governo entende que, ao fechar as usinas nucleares, para manter o fornecimento de energia firme, o carvão é a fonte mais barata e confiável. A Tokyo Electric irá inaugurar, em 2013, 2.600 MW e pretende adicionar mais 2.600 GW até 2020.

Por outro lado, o compromisso de reduzir em 25 % as emissões de CO2, até 2020, em relação as emissões de 1990, será revisto pelo governo japonês, ainda esse ano.
No Brasil, também passamos por dificuldades para gerar a nossa energia firme e, igualmente, ligamos nossas térmicas a óleo para equilibrar o sistema, o que causa o aumento de custo de energia elétrica, similar ao Japão.

O Japão, um país com poucas fontes domésticas para gerar energia, é um país com a mais moderna tecnologia de eficiência energética. Gera 5,2 % da energia elétrica do mundo com um consumo percapita de 8.399 Kwh/capita.

No Brasil, temos muito que avançar na área de geração de energia e eficiência energética. Com um consumo de 2.384 Kwh/capita, esperamos duplicar nossa geração de energia elétrica em menos de 20 anos para ter um crescimento médio de 4 % do PIB ao ano.

No Japão, o mix de geração de energia elétrica é equilibrado, tendo 25 % de geração de energia a carvão, sendo o segundo maior importador de carvão do mundo, com 177 milhões de toneladas.
No Brasil, temos 1,4 % de geração de carvão e consumimos cerca de 6 milhões toneladas no total. Neste momento em que entramos no período seco, com os menores índices de armazenamento de água (energia) dos últimos 12 anos, devemos refletir.

Tínhamos, em 2011, 14 % de térmicas convencionais no sistema interligado e todas estão funcionando, retendo a água nos reservatórios. No Plano Decenal de Energia PDE 2021, está previsto 13 % de térmicas, onde as renováveis previstas são intermitentes – fio d’água ou eólicas.

Estudos técnicos afirmam que o nosso modelo hidrotérmico precisaria cerca de 20 % de térmicas para dar confiabilidade ao sistema próxima de 98 %. Especialistas diversos referendam essa afirmativa.

Ora, como não sou especialista, minha lógica me faz pensar que estamos no rumo errado, ou seja é tempo para repensarmos o tipo de contratação de energia nova. O Governo Federal ao definir, pela portaria n. 137/2013 do MME, que as térmicas a carvão participem dos leilões de energia nova neste ano, dá o primeiro passo.

Mas precisa tornar viável a intensão. Primeiro, o leilão A-5 não pode ser A-4, visto que precisamos de cerca de 48 meses para construir uma térmica no Brasil, onde existe tradição de realizar usinas a carvão, esse prazo é bem menor.

Por outro lado, como cerca de 50 % do custo da energia do carvão é de investimento, logo, é necessário que as condições fiscais, tributárias e de financiamento sejam compatíveis com investimento de longa duração – uma usina de carvão opera cerca de 50 anos.

Portanto, um contrato de energia de 25 anos e o financiamento com mesmo prazo só fazem que o custo final da energia seja menor ao consumidor. Por outro lado, se o Governo deseja reduzir o custo da energia, nada como desonerar o investimento em geração contemplando todas as fontes de igual forma.

O Brasil competitivo, precisa de energia firme, segura, com baixo custo e desenvolvida de forma sustentável. Chegou o momento de termos uma discussão pragmática e definirmos nossa política energética, de médio e longo prazo, contemplando a redução da miséria e o desenvolvimento regional. O carvão mineral nacional pode contribuir com a segurança energética do Brasil, tanto quanto o carvão pode contribuir com a segurança energética do Japão.

* Fernando L Zancan é presidente da ABCM

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