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Anualmente, no mês de novembro na Europa, são tornadas públicas as últimas informações sobre a energia no mundo. Ocorre o lançamento do importante relatório World Energy Outlook – Uma Visão sobre a Energia

Mundial da Agência Internacional de Energia – IEA –, que apesar de ter o viés dos países desenvolvidos, é uma das referências estatísticas e de projeções na área de energia, para as próximas décadas.

É realizado, em Bruxelas, o Seminário Coal Days promovido conjuntamente pela Associação Mundial do Carvão – WCA – e pela Associação Europeia para o Carvão e Linhito – EURACOAL – visando dar um panorama local e mundial sobre o carvão, para o Parlamento Europeu.

Em Paris, ocorrem as reuniões do Grupo de Aconselhamento sobre o Carvão, junto a IEA - CIAB.

Por último, o IEA lança o “Coal Market Report 2012/2017”, relatório que discorre sobre a situação de curto prazo da indústria do carvão no mundo. Esse relatório é apresentado pelo segundo ano consecutivo, pelo IEA, demonstrando a importância do carvão no cenário energético internacional.

De tudo o que foi falado, impresso e comentado nas conversas de corredor, podemos afirmar que o carvão estará, cada vez mais, na base de sustentação para atender a crescente demanda de energia do planeta, capitaneada pelo forte desenvolvimento da Ásia, alavancado pela China e a Índia, onde milhões de pessoas saem da pobreza, anualmente.

É o combustível que mais cresce e crescerá no século XXI. Em 2011 teve aumento de 5,4%, enquanto a demanda de energia cresceu 2,5 %. A China implantará, nos próximos 15 anos, uma usina de 500 MW a 1000 MW por semana e a Índia vem na sequência.

Por outro lado, fica evidente que a Europa, por ter um custo de energia elétrica duas vezes maior que o da China e 50% maior que os USA, tendo nos subsídios das energias renováveis um dos fatores determinantes de sua política energética, continuará usando o carvão que é mais barato que o gás natural, a exemplo da Alemanha, que inaugurou em 2012, 2,8 GW de usinas térmicas a carvão com altíssima eficiência.

Fica claro que o maior desafio da indústria do carvão, nos 90 países onde ela existe, é reduzir as emissões de CO2, mantendo um baixo preço da energia, vital para a sua competitividade.

al desafio está no centro do desenvolvimento sustentável. Os governos devem balancear o desenvolvimento econômico com as necessidades sociais e a qualidade do meio ambiente. A indústria europeia do carvão está propondo uma discussão pragmática sobre o carvão, retirando do debate o sectarismo e ideologismo.

Na Europa, que tem 230 GW de usinas que poderiam tornar-se mais eficientes, a indústria do carvão lançou a “Estratégia do Carvão Limpo” que consiste em: a) introduzir as tecnologias de “estado da arte” visando aumentar a eficiência das usinas e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões; b) Desenvolver uma geração de usinas térmicas com alta eficiência e flexibilidade para operar junto com as renováveis e, c) Demonstrar e desenvolver a captura e o armazenamento de carbono.

Para facilitar essa estratégia os governos devem: a) Encorajar, onde possível, a modernização do parque antigo de usinas térmicas; b) Investir em pesquisa tecnológica – P&D – para o desenvolvimento de novas usinas com menos emissões, incluindo o CCS; c) Definir estratégias de longo prazo evitando intervenções de curto prazo e, d) Desenvolver a indústria do CCS. O que está sendo proposto na Europa é perfeitamente aplicável no Brasil.

O programa de modernização das usinas antigas está sendo discutido pela ABCM junto ao Governo Federal. A discussão está lastreada na Resolução 500/12 da ANEEL onde existe uma orientação para aumentar a eficiência das plantas segundo um critério de capacidade instalada.

A modernização de 60% do parque instalado permitira, ao mesmo tempo, gerar 30% mais energia com a redução do CO2/Kwh. Por outro lado o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação – MCTI, concluiu o roadmap tecnológico para o carvão mineral, onde aponta as metas para 2022 e 2035, visando desenvolver de forma sustentável, o maior recurso energético brasileiro, incorporando seu uso na geração de energia elétrica, carboquímica e siderurgia.

Na área CCS, estamos acompanhando o desenvolvimento tecnológico com projetos de P&D e capacitação de pessoal. Temos projetos de pesquisa em captura pós combustão (MPX& COPPE), com algas (CGTEE) e outras projetos junto a universidades e Centros de Pesquisa como CIENTEC e CTCL/SATC.

Estamos, com apoio internacional (CSLF e NETL) realizando cursos de capacitação nas atividades de captura (SATC/CTCL) e armazenamento (PUCRS).

A indústria do carvão brasileira está alinhada com a estratégia mundial buscando um mundo mais eficiente com menos emissões. Mas a discussão no Brasil está longe de ser pragmática. Continua o estigma se sobrepondo a realidade.

As usinas térmicas a carvão, apesar de terem o menor custo, são citadas como caras e sujas apesar de todos saberem que não existe energia limpa. O Governo bloqueou a participação do carvão, desde 2009, nos leilões de energia nova, apesar de haver 2GW de projetos licenciados ambientalmente. A ANEEL publicou uma resolução que, se não for estabelecida uma política de modernização pelo MME, levará a desativação, em 2017, de usinas comprometendo a indústria de mineração de carvão causando desemprego nas regiões mineiras.

Ao mesmo tempo em que o Governo afirma que no médio prazo, curto prazo no setor elétrico é cinco anos, teremos dificuldade de viabilizar mais projetos hidroelétricos, ele tem a consciência de que serão necessárias as térmicas. Ora, para que tenhamos uma indústria de geração térmica eficiente, competitiva e com baixas emissões o cenário acima precisa mudar.

O planejamento energético, conquista de oito anos atrás, precisa discutir com a sociedade a matriz energética mais equilibrada contemplando as dimensões: a) sócio econômica; b) ambiental; c) preço da energia, d) segurança energética e, e) segurança da população.

Diferente de hoje, onde prevalece a dimensão ambiental (redução de CO2); as outras devem ser contempladas no futuro. Havendo regras claras e políticas definidas, os investidores existem. A indústria do carvão recebe constantemente investidores procurando desenvolver projetos, mas com o atual cenário nada avança.

O Governo Federal precisa, em 2013, abrir uma discussão pragmática com o setor carbonífero e desenvolver uma estratégia para viabilizar um patrimônio, que, pela Constituição Federal, é de todos os brasileiros. O mundo continuará usando o carvão e gerando desenvolvimento e renda, retirando milhões da pobreza, e o Brasil continuará na contra mão da história?

Fernando Luiz Zancan é presidente da ABCM

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Anualmente, no mês de novembro na Europa, são tornadas públicas as últimas informações sobre a energia no mundo. Ocorre o lançamento do importante relatório World Energy Outlook – Uma Visão sobre a Energia

Mundial da Agência Internacional de Energia – IEA –, que apesar de ter o viés dos países desenvolvidos, é uma das referências estatísticas e de projeções na área de energia, para as próximas décadas.

É realizado, em Bruxelas, o Seminário Coal Days promovido conjuntamente pela Associação Mundial do Carvão – WCA – e pela Associação Europeia para o Carvão e Linhito – EURACOAL – visando dar um panorama local e mundial sobre o carvão, para o Parlamento Europeu.

Em Paris, ocorrem as reuniões do Grupo de Aconselhamento sobre o Carvão, junto a IEA - CIAB.

Por último, o IEA lança o “Coal Market Report 2012/2017”, relatório que discorre sobre a situação de curto prazo da indústria do carvão no mundo. Esse relatório é apresentado pelo segundo ano consecutivo, pelo IEA, demonstrando a importância do carvão no cenário energético internacional.

De tudo o que foi falado, impresso e comentado nas conversas de corredor, podemos afirmar que o carvão estará, cada vez mais, na base de sustentação para atender a crescente demanda de energia do planeta, capitaneada pelo forte desenvolvimento da Ásia, alavancado pela China e a Índia, onde milhões de pessoas saem da pobreza, anualmente.

É o combustível que mais cresce e crescerá no século XXI. Em 2011 teve aumento de 5,4%, enquanto a demanda de energia cresceu 2,5 %. A China implantará, nos próximos 15 anos, uma usina de 500 MW a 1000 MW por semana e a Índia vem na sequência.

Por outro lado, fica evidente que a Europa, por ter um custo de energia elétrica duas vezes maior que o da China e 50% maior que os USA, tendo nos subsídios das energias renováveis um dos fatores determinantes de sua política energética, continuará usando o carvão que é mais barato que o gás natural, a exemplo da Alemanha, que inaugurou em 2012, 2,8 GW de usinas térmicas a carvão com altíssima eficiência.

Fica claro que o maior desafio da indústria do carvão, nos 90 países onde ela existe, é reduzir as emissões de CO2, mantendo um baixo preço da energia, vital para a sua competitividade.

al desafio está no centro do desenvolvimento sustentável. Os governos devem balancear o desenvolvimento econômico com as necessidades sociais e a qualidade do meio ambiente. A indústria europeia do carvão está propondo uma discussão pragmática sobre o carvão, retirando do debate o sectarismo e ideologismo.

Na Europa, que tem 230 GW de usinas que poderiam tornar-se mais eficientes, a indústria do carvão lançou a “Estratégia do Carvão Limpo” que consiste em: a) introduzir as tecnologias de “estado da arte” visando aumentar a eficiência das usinas e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões; b) Desenvolver uma geração de usinas térmicas com alta eficiência e flexibilidade para operar junto com as renováveis e, c) Demonstrar e desenvolver a captura e o armazenamento de carbono.

Para facilitar essa estratégia os governos devem: a) Encorajar, onde possível, a modernização do parque antigo de usinas térmicas; b) Investir em pesquisa tecnológica – P&D – para o desenvolvimento de novas usinas com menos emissões, incluindo o CCS; c) Definir estratégias de longo prazo evitando intervenções de curto prazo e, d) Desenvolver a indústria do CCS. O que está sendo proposto na Europa é perfeitamente aplicável no Brasil.

O programa de modernização das usinas antigas está sendo discutido pela ABCM junto ao Governo Federal. A discussão está lastreada na Resolução 500/12 da ANEEL onde existe uma orientação para aumentar a eficiência das plantas segundo um critério de capacidade instalada.

A modernização de 60% do parque instalado permitira, ao mesmo tempo, gerar 30% mais energia com a redução do CO2/Kwh. Por outro lado o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação – MCTI, concluiu o roadmap tecnológico para o carvão mineral, onde aponta as metas para 2022 e 2035, visando desenvolver de forma sustentável, o maior recurso energético brasileiro, incorporando seu uso na geração de energia elétrica, carboquímica e siderurgia.

Na área CCS, estamos acompanhando o desenvolvimento tecnológico com projetos de P&D e capacitação de pessoal. Temos projetos de pesquisa em captura pós combustão (MPX& COPPE), com algas (CGTEE) e outras projetos junto a universidades e Centros de Pesquisa como CIENTEC e CTCL/SATC.

Estamos, com apoio internacional (CSLF e NETL) realizando cursos de capacitação nas atividades de captura (SATC/CTCL) e armazenamento (PUCRS).

A indústria do carvão brasileira está alinhada com a estratégia mundial buscando um mundo mais eficiente com menos emissões. Mas a discussão no Brasil está longe de ser pragmática. Continua o estigma se sobrepondo a realidade.

As usinas térmicas a carvão, apesar de terem o menor custo, são citadas como caras e sujas apesar de todos saberem que não existe energia limpa. O Governo bloqueou a participação do carvão, desde 2009, nos leilões de energia nova, apesar de haver 2GW de projetos licenciados ambientalmente. A ANEEL publicou uma resolução que, se não for estabelecida uma política de modernização pelo MME, levará a desativação, em 2017, de usinas comprometendo a indústria de mineração de carvão causando desemprego nas regiões mineiras.

Ao mesmo tempo em que o Governo afirma que no médio prazo, curto prazo no setor elétrico é cinco anos, teremos dificuldade de viabilizar mais projetos hidroelétricos, ele tem a consciência de que serão necessárias as térmicas. Ora, para que tenhamos uma indústria de geração térmica eficiente, competitiva e com baixas emissões o cenário acima precisa mudar.

O planejamento energético, conquista de oito anos atrás, precisa discutir com a sociedade a matriz energética mais equilibrada contemplando as dimensões: a) sócio econômica; b) ambiental; c) preço da energia, d) segurança energética e, e) segurança da população.

Diferente de hoje, onde prevalece a dimensão ambiental (redução de CO2); as outras devem ser contempladas no futuro. Havendo regras claras e políticas definidas, os investidores existem. A indústria do carvão recebe constantemente investidores procurando desenvolver projetos, mas com o atual cenário nada avança.

O Governo Federal precisa, em 2013, abrir uma discussão pragmática com o setor carbonífero e desenvolver uma estratégia para viabilizar um patrimônio, que, pela Constituição Federal, é de todos os brasileiros. O mundo continuará usando o carvão e gerando desenvolvimento e renda, retirando milhões da pobreza, e o Brasil continuará na contra mão da história?

Fernando Luiz Zancan é presidente da ABCM

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O Brasil e o Mundo, a contramão da história

18/12/2013

Fernando Luiz Zancan

Anualmente, no mês de novembro na Europa, são tornadas públicas as últimas informações sobre a energia no mundo. Ocorre o lançamento do importante relatório World Energy Outlook – Uma Visão sobre a Energia

Mundial da Agência Internacional de Energia – IEA –, que apesar de ter o viés dos países desenvolvidos, é uma das referências estatísticas e de projeções na área de energia, para as próximas décadas.

É realizado, em Bruxelas, o Seminário Coal Days promovido conjuntamente pela Associação Mundial do Carvão – WCA – e pela Associação Europeia para o Carvão e Linhito – EURACOAL – visando dar um panorama local e mundial sobre o carvão, para o Parlamento Europeu.

Em Paris, ocorrem as reuniões do Grupo de Aconselhamento sobre o Carvão, junto a IEA - CIAB.

Por último, o IEA lança o “Coal Market Report 2012/2017”, relatório que discorre sobre a situação de curto prazo da indústria do carvão no mundo. Esse relatório é apresentado pelo segundo ano consecutivo, pelo IEA, demonstrando a importância do carvão no cenário energético internacional.

De tudo o que foi falado, impresso e comentado nas conversas de corredor, podemos afirmar que o carvão estará, cada vez mais, na base de sustentação para atender a crescente demanda de energia do planeta, capitaneada pelo forte desenvolvimento da Ásia, alavancado pela China e a Índia, onde milhões de pessoas saem da pobreza, anualmente.

É o combustível que mais cresce e crescerá no século XXI. Em 2011 teve aumento de 5,4%, enquanto a demanda de energia cresceu 2,5 %. A China implantará, nos próximos 15 anos, uma usina de 500 MW a 1000 MW por semana e a Índia vem na sequência.

Por outro lado, fica evidente que a Europa, por ter um custo de energia elétrica duas vezes maior que o da China e 50% maior que os USA, tendo nos subsídios das energias renováveis um dos fatores determinantes de sua política energética, continuará usando o carvão que é mais barato que o gás natural, a exemplo da Alemanha, que inaugurou em 2012, 2,8 GW de usinas térmicas a carvão com altíssima eficiência.

Fica claro que o maior desafio da indústria do carvão, nos 90 países onde ela existe, é reduzir as emissões de CO2, mantendo um baixo preço da energia, vital para a sua competitividade.

al desafio está no centro do desenvolvimento sustentável. Os governos devem balancear o desenvolvimento econômico com as necessidades sociais e a qualidade do meio ambiente. A indústria europeia do carvão está propondo uma discussão pragmática sobre o carvão, retirando do debate o sectarismo e ideologismo.

Na Europa, que tem 230 GW de usinas que poderiam tornar-se mais eficientes, a indústria do carvão lançou a “Estratégia do Carvão Limpo” que consiste em: a) introduzir as tecnologias de “estado da arte” visando aumentar a eficiência das usinas e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões; b) Desenvolver uma geração de usinas térmicas com alta eficiência e flexibilidade para operar junto com as renováveis e, c) Demonstrar e desenvolver a captura e o armazenamento de carbono.

Para facilitar essa estratégia os governos devem: a) Encorajar, onde possível, a modernização do parque antigo de usinas térmicas; b) Investir em pesquisa tecnológica – P&D – para o desenvolvimento de novas usinas com menos emissões, incluindo o CCS; c) Definir estratégias de longo prazo evitando intervenções de curto prazo e, d) Desenvolver a indústria do CCS. O que está sendo proposto na Europa é perfeitamente aplicável no Brasil.

O programa de modernização das usinas antigas está sendo discutido pela ABCM junto ao Governo Federal. A discussão está lastreada na Resolução 500/12 da ANEEL onde existe uma orientação para aumentar a eficiência das plantas segundo um critério de capacidade instalada.

A modernização de 60% do parque instalado permitira, ao mesmo tempo, gerar 30% mais energia com a redução do CO2/Kwh. Por outro lado o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação – MCTI, concluiu o roadmap tecnológico para o carvão mineral, onde aponta as metas para 2022 e 2035, visando desenvolver de forma sustentável, o maior recurso energético brasileiro, incorporando seu uso na geração de energia elétrica, carboquímica e siderurgia.

Na área CCS, estamos acompanhando o desenvolvimento tecnológico com projetos de P&D e capacitação de pessoal. Temos projetos de pesquisa em captura pós combustão (MPX& COPPE), com algas (CGTEE) e outras projetos junto a universidades e Centros de Pesquisa como CIENTEC e CTCL/SATC.

Estamos, com apoio internacional (CSLF e NETL) realizando cursos de capacitação nas atividades de captura (SATC/CTCL) e armazenamento (PUCRS).

A indústria do carvão brasileira está alinhada com a estratégia mundial buscando um mundo mais eficiente com menos emissões. Mas a discussão no Brasil está longe de ser pragmática. Continua o estigma se sobrepondo a realidade.

As usinas térmicas a carvão, apesar de terem o menor custo, são citadas como caras e sujas apesar de todos saberem que não existe energia limpa. O Governo bloqueou a participação do carvão, desde 2009, nos leilões de energia nova, apesar de haver 2GW de projetos licenciados ambientalmente. A ANEEL publicou uma resolução que, se não for estabelecida uma política de modernização pelo MME, levará a desativação, em 2017, de usinas comprometendo a indústria de mineração de carvão causando desemprego nas regiões mineiras.

Ao mesmo tempo em que o Governo afirma que no médio prazo, curto prazo no setor elétrico é cinco anos, teremos dificuldade de viabilizar mais projetos hidroelétricos, ele tem a consciência de que serão necessárias as térmicas. Ora, para que tenhamos uma indústria de geração térmica eficiente, competitiva e com baixas emissões o cenário acima precisa mudar.

O planejamento energético, conquista de oito anos atrás, precisa discutir com a sociedade a matriz energética mais equilibrada contemplando as dimensões: a) sócio econômica; b) ambiental; c) preço da energia, d) segurança energética e, e) segurança da população.

Diferente de hoje, onde prevalece a dimensão ambiental (redução de CO2); as outras devem ser contempladas no futuro. Havendo regras claras e políticas definidas, os investidores existem. A indústria do carvão recebe constantemente investidores procurando desenvolver projetos, mas com o atual cenário nada avança.

O Governo Federal precisa, em 2013, abrir uma discussão pragmática com o setor carbonífero e desenvolver uma estratégia para viabilizar um patrimônio, que, pela Constituição Federal, é de todos os brasileiros. O mundo continuará usando o carvão e gerando desenvolvimento e renda, retirando milhões da pobreza, e o Brasil continuará na contra mão da história?

Fernando Luiz Zancan é presidente da ABCM

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