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A Petrobras quer acelerar seus investimentos em inovação para reduzir seu impacto ambiental, mas a indústria de óleo e gás "continuará aí por muitos anos", afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, nesta terça-feira (23), em conferência do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

O executivo participou de uma mesa sobre o futuro do fornecimento de energia ao lado de líderes ligados a energias renováveis: o indiano Piyush Goyal, ministro das Ferrovias, o espanhol Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, o francês Jean-Pascal Tricoire, presidente da Schneider Electric, e Rachel Kyte, presidente do programa SEforAll (Sustainable Energy for All).

"Às vezes é difícil para grandes corporações mudar sua mentalidade. O que faremos é criar fundos de venture capital [capital de risco] para contratar pequenas empresas, para acelerar e dar mais qualidade às propostas para melhorar a eficiência", disse o executivo.

Parente também destacou uma provável entrada da Petrobras no programa Oil and Gas Climate Initiative (associação de petroleiras para propor iniciativas contra mudanças climáticas).

"Somos totalmente favoráveis a combustíveis mais limpos, mas o óleo e gás continuarão aí por muitos anos", disse ele, destacando que é preciso ter uma preocupação, por exemplo, em relação ao tipo de fonte de abastecerá carros elétricos.

Para o presidente da estatal, o gás natural será o combustível da transição. "É fóssil, mas polui muito menos que petróleo e diesel. É um tema importante para minha companhia. A Petrobras hoje é 20% gás e 80% óleo, precisamos equilibrar essa participação."

O problema, segundo ele, é que hoje a exploração do gás natural está associada à extração do petróleo, e uma expansão dele no país implicaria em mais importação. "Em 2016, decidimos nos concentrar no nosso core business [petróleo], para sobreviver. Mas o gás é muito importante, e estamos melhorando tecnologias para ter um melhor uso", disse.

Parente ainda criticou a taxação a equipamentos de energia renovável, anunciada nesta segunda (22) pelo presidente americano Donald Trump -o assunto foi um dos temas levantados no painel.

"O pico de consumo de óleo e gás pode ser inclusive antes de 2030. Mas o carvão ainda vai representar 30% do consumo de energia em 2030. Então, quando o presidente dos EUA coloca impostos em renováveis, está estimulando o carvão de novo. É uma preocupação."

O presidente da Petrobras foi o único representante do setor de petróleo no debate, que destacou a redução dos preços da geração eólica e solar e o aumento da geração distribuída, em que consumidores injetam energia renovável no sistema -fenômenos globais que já são realidade no Brasil.

O executivo ainda ressaltou políticas no país como o incentivo ao etanol, os carros flex e o aumento de fontes limpas na matriz, como a eólica e, mais recentemente, a solar.

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A Petrobras quer acelerar seus investimentos em inovação para reduzir seu impacto ambiental, mas a indústria de óleo e gás "continuará aí por muitos anos", afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, nesta terça-feira (23), em conferência do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

O executivo participou de uma mesa sobre o futuro do fornecimento de energia ao lado de líderes ligados a energias renováveis: o indiano Piyush Goyal, ministro das Ferrovias, o espanhol Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, o francês Jean-Pascal Tricoire, presidente da Schneider Electric, e Rachel Kyte, presidente do programa SEforAll (Sustainable Energy for All).

"Às vezes é difícil para grandes corporações mudar sua mentalidade. O que faremos é criar fundos de venture capital [capital de risco] para contratar pequenas empresas, para acelerar e dar mais qualidade às propostas para melhorar a eficiência", disse o executivo.

Parente também destacou uma provável entrada da Petrobras no programa Oil and Gas Climate Initiative (associação de petroleiras para propor iniciativas contra mudanças climáticas).

"Somos totalmente favoráveis a combustíveis mais limpos, mas o óleo e gás continuarão aí por muitos anos", disse ele, destacando que é preciso ter uma preocupação, por exemplo, em relação ao tipo de fonte de abastecerá carros elétricos.

Para o presidente da estatal, o gás natural será o combustível da transição. "É fóssil, mas polui muito menos que petróleo e diesel. É um tema importante para minha companhia. A Petrobras hoje é 20% gás e 80% óleo, precisamos equilibrar essa participação."

O problema, segundo ele, é que hoje a exploração do gás natural está associada à extração do petróleo, e uma expansão dele no país implicaria em mais importação. "Em 2016, decidimos nos concentrar no nosso core business [petróleo], para sobreviver. Mas o gás é muito importante, e estamos melhorando tecnologias para ter um melhor uso", disse.

Parente ainda criticou a taxação a equipamentos de energia renovável, anunciada nesta segunda (22) pelo presidente americano Donald Trump -o assunto foi um dos temas levantados no painel.

"O pico de consumo de óleo e gás pode ser inclusive antes de 2030. Mas o carvão ainda vai representar 30% do consumo de energia em 2030. Então, quando o presidente dos EUA coloca impostos em renováveis, está estimulando o carvão de novo. É uma preocupação."

O presidente da Petrobras foi o único representante do setor de petróleo no debate, que destacou a redução dos preços da geração eólica e solar e o aumento da geração distribuída, em que consumidores injetam energia renovável no sistema -fenômenos globais que já são realidade no Brasil.

O executivo ainda ressaltou políticas no país como o incentivo ao etanol, os carros flex e o aumento de fontes limpas na matriz, como a eólica e, mais recentemente, a solar.

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Petróleo 'continuará aí por muitos anos', diz presidente da Petrobras

24/01/2018

FolhaPress - Ric Mais

A Petrobras quer acelerar seus investimentos em inovação para reduzir seu impacto ambiental, mas a indústria de óleo e gás "continuará aí por muitos anos", afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, nesta terça-feira (23), em conferência do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

O executivo participou de uma mesa sobre o futuro do fornecimento de energia ao lado de líderes ligados a energias renováveis: o indiano Piyush Goyal, ministro das Ferrovias, o espanhol Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, o francês Jean-Pascal Tricoire, presidente da Schneider Electric, e Rachel Kyte, presidente do programa SEforAll (Sustainable Energy for All).

"Às vezes é difícil para grandes corporações mudar sua mentalidade. O que faremos é criar fundos de venture capital [capital de risco] para contratar pequenas empresas, para acelerar e dar mais qualidade às propostas para melhorar a eficiência", disse o executivo.

Parente também destacou uma provável entrada da Petrobras no programa Oil and Gas Climate Initiative (associação de petroleiras para propor iniciativas contra mudanças climáticas).

"Somos totalmente favoráveis a combustíveis mais limpos, mas o óleo e gás continuarão aí por muitos anos", disse ele, destacando que é preciso ter uma preocupação, por exemplo, em relação ao tipo de fonte de abastecerá carros elétricos.

Para o presidente da estatal, o gás natural será o combustível da transição. "É fóssil, mas polui muito menos que petróleo e diesel. É um tema importante para minha companhia. A Petrobras hoje é 20% gás e 80% óleo, precisamos equilibrar essa participação."

O problema, segundo ele, é que hoje a exploração do gás natural está associada à extração do petróleo, e uma expansão dele no país implicaria em mais importação. "Em 2016, decidimos nos concentrar no nosso core business [petróleo], para sobreviver. Mas o gás é muito importante, e estamos melhorando tecnologias para ter um melhor uso", disse.

Parente ainda criticou a taxação a equipamentos de energia renovável, anunciada nesta segunda (22) pelo presidente americano Donald Trump -o assunto foi um dos temas levantados no painel.

"O pico de consumo de óleo e gás pode ser inclusive antes de 2030. Mas o carvão ainda vai representar 30% do consumo de energia em 2030. Então, quando o presidente dos EUA coloca impostos em renováveis, está estimulando o carvão de novo. É uma preocupação."

O presidente da Petrobras foi o único representante do setor de petróleo no debate, que destacou a redução dos preços da geração eólica e solar e o aumento da geração distribuída, em que consumidores injetam energia renovável no sistema -fenômenos globais que já são realidade no Brasil.

O executivo ainda ressaltou políticas no país como o incentivo ao etanol, os carros flex e o aumento de fontes limpas na matriz, como a eólica e, mais recentemente, a solar.

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