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Segundo o sociólogo Peter Wagner, “a modernização pode ser vista como um processo e como uma ofensiva e é um dos mais influentes acontecimentos numa sociedade”.

Em vários aspectos de nossa sociedade precisamos revisitar processos, marcos regulatórios, a luz de novos conceitos, aumento da expectativa de vida, experiências vividas ou simplesmente obsolescência de máquinas e equipamentos que viram lixo, ou são totalmente improdutivos.

Vejamos alguns exemplos.

No setor de distribuição de energia elétrica, transformadores que foram adquiridos a 40 anos atrás não estão adaptados para operar em sistemas modernos de geração distribuída e precisarão ser substituídos para dar qualidade e segurança ao fornecimento de energia elétrica.

Na geração de energia elétrica, temos um parque termelétrico de usinas a carvão com mais de 50 anos. Um parque, que tem pouca eficiência térmica e que se aproxima do fim da sua vida útil e, portanto, precisa ser refeito com usinas novas mais eficientes, com menor custo e menor impacto ambiental, reduzindo o custo da energia para a sociedade.

No marco regulatório trabalhista, a Consolidação das Lei do Trabalho (CLT), feita a luz de uma sociedade e de um ambiente tecnológico e produtivo da década de 1940, não atende a realidade tecnológica do século XXI. Na mineração subterrânea, minerávamos com pás e picaretas e hoje temos um controle para operar uma máquina, essa evolução tecnológica alterou consideravelmente para melhor as condições de trabalho.

No sistema tributário, a simplificação, a equidade fiscal (hoje a classe mais pobre paga mais imposto que os de maior salário), o fim da sonegação, são pontos a serem considerados na modernização.

No sistema político, estamos vendo a exaustão do modelo em vigor. O Brasil está ingovernável. A reforma política é fundamental, visando reduzir o número de partidos políticos (alguns de aluguel) e fomentar a discussão programática evitando a personalização.

Precisamos ter coragem de repensar o pais. Precisamos discutir e enfrentar os movimentos corporativos. A discussão deve ser feita de forma democrática e sem instrumentos de coação. Os fatos e números devem se sobrepor aos ideologismos e corporativismos.

Os parlamentares que detém o mandato para nos representar, tem o direito de exercer seu direito de voto, sem que sejam haja intimidação, como foi feito com o Deputado Ronaldo Benedet, e outros deputados de Santa Catarina e pelo Brasil afora. A resposta da sociedade democrática é no momento do voto.

Tivemos avanços nas últimas décadas, teremos um país melhor, mas muita coisa deve ser revista. O Brasil tem enorme potencial de crescimento, algo salientado por líderes mundiais. A manutenção das instituições democráticas é vital para que possamos, na consolidação da ética e da moral como pilares de nossa sociedade, traduzir o potencial em realidade para o bem-estar de nossa população.

 

Fernando Zancan – Presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral

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Segundo o sociólogo Peter Wagner, “a modernização pode ser vista como um processo e como uma ofensiva e é um dos mais influentes acontecimentos numa sociedade”.

Em vários aspectos de nossa sociedade precisamos revisitar processos, marcos regulatórios, a luz de novos conceitos, aumento da expectativa de vida, experiências vividas ou simplesmente obsolescência de máquinas e equipamentos que viram lixo, ou são totalmente improdutivos.

Vejamos alguns exemplos.

No setor de distribuição de energia elétrica, transformadores que foram adquiridos a 40 anos atrás não estão adaptados para operar em sistemas modernos de geração distribuída e precisarão ser substituídos para dar qualidade e segurança ao fornecimento de energia elétrica.

Na geração de energia elétrica, temos um parque termelétrico de usinas a carvão com mais de 50 anos. Um parque, que tem pouca eficiência térmica e que se aproxima do fim da sua vida útil e, portanto, precisa ser refeito com usinas novas mais eficientes, com menor custo e menor impacto ambiental, reduzindo o custo da energia para a sociedade.

No marco regulatório trabalhista, a Consolidação das Lei do Trabalho (CLT), feita a luz de uma sociedade e de um ambiente tecnológico e produtivo da década de 1940, não atende a realidade tecnológica do século XXI. Na mineração subterrânea, minerávamos com pás e picaretas e hoje temos um controle para operar uma máquina, essa evolução tecnológica alterou consideravelmente para melhor as condições de trabalho.

No sistema tributário, a simplificação, a equidade fiscal (hoje a classe mais pobre paga mais imposto que os de maior salário), o fim da sonegação, são pontos a serem considerados na modernização.

No sistema político, estamos vendo a exaustão do modelo em vigor. O Brasil está ingovernável. A reforma política é fundamental, visando reduzir o número de partidos políticos (alguns de aluguel) e fomentar a discussão programática evitando a personalização.

Precisamos ter coragem de repensar o pais. Precisamos discutir e enfrentar os movimentos corporativos. A discussão deve ser feita de forma democrática e sem instrumentos de coação. Os fatos e números devem se sobrepor aos ideologismos e corporativismos.

Os parlamentares que detém o mandato para nos representar, tem o direito de exercer seu direito de voto, sem que sejam haja intimidação, como foi feito com o Deputado Ronaldo Benedet, e outros deputados de Santa Catarina e pelo Brasil afora. A resposta da sociedade democrática é no momento do voto.

Tivemos avanços nas últimas décadas, teremos um país melhor, mas muita coisa deve ser revista. O Brasil tem enorme potencial de crescimento, algo salientado por líderes mundiais. A manutenção das instituições democráticas é vital para que possamos, na consolidação da ética e da moral como pilares de nossa sociedade, traduzir o potencial em realidade para o bem-estar de nossa população.

 

Fernando Zancan – Presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral

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A hora de modernizar o país

18/05/2017

Fernando Zancan

Segundo o sociólogo Peter Wagner, “a modernização pode ser vista como um processo e como uma ofensiva e é um dos mais influentes acontecimentos numa sociedade”.

Em vários aspectos de nossa sociedade precisamos revisitar processos, marcos regulatórios, a luz de novos conceitos, aumento da expectativa de vida, experiências vividas ou simplesmente obsolescência de máquinas e equipamentos que viram lixo, ou são totalmente improdutivos.

Vejamos alguns exemplos.

No setor de distribuição de energia elétrica, transformadores que foram adquiridos a 40 anos atrás não estão adaptados para operar em sistemas modernos de geração distribuída e precisarão ser substituídos para dar qualidade e segurança ao fornecimento de energia elétrica.

Na geração de energia elétrica, temos um parque termelétrico de usinas a carvão com mais de 50 anos. Um parque, que tem pouca eficiência térmica e que se aproxima do fim da sua vida útil e, portanto, precisa ser refeito com usinas novas mais eficientes, com menor custo e menor impacto ambiental, reduzindo o custo da energia para a sociedade.

No marco regulatório trabalhista, a Consolidação das Lei do Trabalho (CLT), feita a luz de uma sociedade e de um ambiente tecnológico e produtivo da década de 1940, não atende a realidade tecnológica do século XXI. Na mineração subterrânea, minerávamos com pás e picaretas e hoje temos um controle para operar uma máquina, essa evolução tecnológica alterou consideravelmente para melhor as condições de trabalho.

No sistema tributário, a simplificação, a equidade fiscal (hoje a classe mais pobre paga mais imposto que os de maior salário), o fim da sonegação, são pontos a serem considerados na modernização.

No sistema político, estamos vendo a exaustão do modelo em vigor. O Brasil está ingovernável. A reforma política é fundamental, visando reduzir o número de partidos políticos (alguns de aluguel) e fomentar a discussão programática evitando a personalização.

Precisamos ter coragem de repensar o pais. Precisamos discutir e enfrentar os movimentos corporativos. A discussão deve ser feita de forma democrática e sem instrumentos de coação. Os fatos e números devem se sobrepor aos ideologismos e corporativismos.

Os parlamentares que detém o mandato para nos representar, tem o direito de exercer seu direito de voto, sem que sejam haja intimidação, como foi feito com o Deputado Ronaldo Benedet, e outros deputados de Santa Catarina e pelo Brasil afora. A resposta da sociedade democrática é no momento do voto.

Tivemos avanços nas últimas décadas, teremos um país melhor, mas muita coisa deve ser revista. O Brasil tem enorme potencial de crescimento, algo salientado por líderes mundiais. A manutenção das instituições democráticas é vital para que possamos, na consolidação da ética e da moral como pilares de nossa sociedade, traduzir o potencial em realidade para o bem-estar de nossa população.

 

Fernando Zancan – Presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral

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