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O leitor deve estar se perguntando qual a ligação de Napoleão Bonaparte com o nosso carvão?
Eu diria que esta ligação existe e já explico o porquê.


No último estágio da Revolução Francesa, em um golpe militar, Napoleão assumiu o poder e se proclamou Imperador da França. Na verdade, Napoleão pretendia tornar-se Imperador de toda Europa, destronando reis e surpreendendo a monarquia Europeia com seu exército de mais de 700.000 homens.


Napoleão teve grande sucesso, subjugando, inclusive, o poderoso Império Austro-Húngaro, mas sua prepotência o derrotou na batalha de Waterloo, em 1814, pelo exército inglês, prussiano e austríaco. Acabou sendo desterrado na Ilha de Santa Helena.


Nas suas campanhas vitoriosas determinou que o ge-neral Jean Andoche Junot, Duque de Abrantes, invadisse Portugal, com seu exército de 50.000 homens para destronar D. João,


Com a aproximação de Junot de Lisboa, só restou a D. João, fugir apressadamente, para o Brasil em 1807, com um séquito de 10.000 pessoas.


Dom João chegou na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro em 1808, após dois meses de viagem, escoltado pela esquadra inglesa.


Enquanto D. João fugia mar adentro, Junot ocupou Lisboa, sem resistência alguma, recebendo as boas-vindas da Assembleia Regencial e cooperando para abrigar os soldados invasores.


Junot implantou um governo fraco e sem realizações, o que levou a população de Lisboa espalhar aos quatro ventos " Tudo como dantes no quartel de Abrantes". Aliás, esta frase nos faz lembrar o célebre romance "O Leopardo", do escritor italiano Tomasi Di Lampedusa, quando afirma em sua obra: "Algo deve mudar, para que tudo continue como está." Muito a ver para qualificar, nos dias atuais, a política brasileira.


No Brasil,uma das primeiras providências de D. João VI foi abrir os portos para as nações amigas. Com a abertura dos portos, chegaram ao Brasil muitos intelectuais europeus, técnicos e artistas. Dentre eles, em 1814, Friedrich Sellow, membro da Academia Real de Ciências de Berlim, as expensas de D. João VI, com o objetivo de pesquisar metais nobres, pedras preciosas e carvão.


Sellow constatou a existência de carvão no Rio Grande do Sul, e no Sul de Santa Catarina, constituindo-se este fato o embrião que iria levar à utilização precária do nosso carvão, em pequenas forjas, dando os primeiros passos para nossa indústria minerária que, por mais de um século, mudaria o perfil socioeconômico do Sul de Santa Catarina.


Voltaremos oportunamente ao assunto.

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O leitor deve estar se perguntando qual a ligação de Napoleão Bonaparte com o nosso carvão?
Eu diria que esta ligação existe e já explico o porquê.


No último estágio da Revolução Francesa, em um golpe militar, Napoleão assumiu o poder e se proclamou Imperador da França. Na verdade, Napoleão pretendia tornar-se Imperador de toda Europa, destronando reis e surpreendendo a monarquia Europeia com seu exército de mais de 700.000 homens.


Napoleão teve grande sucesso, subjugando, inclusive, o poderoso Império Austro-Húngaro, mas sua prepotência o derrotou na batalha de Waterloo, em 1814, pelo exército inglês, prussiano e austríaco. Acabou sendo desterrado na Ilha de Santa Helena.


Nas suas campanhas vitoriosas determinou que o ge-neral Jean Andoche Junot, Duque de Abrantes, invadisse Portugal, com seu exército de 50.000 homens para destronar D. João,


Com a aproximação de Junot de Lisboa, só restou a D. João, fugir apressadamente, para o Brasil em 1807, com um séquito de 10.000 pessoas.


Dom João chegou na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro em 1808, após dois meses de viagem, escoltado pela esquadra inglesa.


Enquanto D. João fugia mar adentro, Junot ocupou Lisboa, sem resistência alguma, recebendo as boas-vindas da Assembleia Regencial e cooperando para abrigar os soldados invasores.


Junot implantou um governo fraco e sem realizações, o que levou a população de Lisboa espalhar aos quatro ventos " Tudo como dantes no quartel de Abrantes". Aliás, esta frase nos faz lembrar o célebre romance "O Leopardo", do escritor italiano Tomasi Di Lampedusa, quando afirma em sua obra: "Algo deve mudar, para que tudo continue como está." Muito a ver para qualificar, nos dias atuais, a política brasileira.


No Brasil,uma das primeiras providências de D. João VI foi abrir os portos para as nações amigas. Com a abertura dos portos, chegaram ao Brasil muitos intelectuais europeus, técnicos e artistas. Dentre eles, em 1814, Friedrich Sellow, membro da Academia Real de Ciências de Berlim, as expensas de D. João VI, com o objetivo de pesquisar metais nobres, pedras preciosas e carvão.


Sellow constatou a existência de carvão no Rio Grande do Sul, e no Sul de Santa Catarina, constituindo-se este fato o embrião que iria levar à utilização precária do nosso carvão, em pequenas forjas, dando os primeiros passos para nossa indústria minerária que, por mais de um século, mudaria o perfil socioeconômico do Sul de Santa Catarina.


Voltaremos oportunamente ao assunto.

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Napoleão Bonaparte e o nosso carvão

30/03/2017

Ruy Hülse - Presidente de honra do Siecesc

O leitor deve estar se perguntando qual a ligação de Napoleão Bonaparte com o nosso carvão?
Eu diria que esta ligação existe e já explico o porquê.


No último estágio da Revolução Francesa, em um golpe militar, Napoleão assumiu o poder e se proclamou Imperador da França. Na verdade, Napoleão pretendia tornar-se Imperador de toda Europa, destronando reis e surpreendendo a monarquia Europeia com seu exército de mais de 700.000 homens.


Napoleão teve grande sucesso, subjugando, inclusive, o poderoso Império Austro-Húngaro, mas sua prepotência o derrotou na batalha de Waterloo, em 1814, pelo exército inglês, prussiano e austríaco. Acabou sendo desterrado na Ilha de Santa Helena.


Nas suas campanhas vitoriosas determinou que o ge-neral Jean Andoche Junot, Duque de Abrantes, invadisse Portugal, com seu exército de 50.000 homens para destronar D. João,


Com a aproximação de Junot de Lisboa, só restou a D. João, fugir apressadamente, para o Brasil em 1807, com um séquito de 10.000 pessoas.


Dom João chegou na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro em 1808, após dois meses de viagem, escoltado pela esquadra inglesa.


Enquanto D. João fugia mar adentro, Junot ocupou Lisboa, sem resistência alguma, recebendo as boas-vindas da Assembleia Regencial e cooperando para abrigar os soldados invasores.


Junot implantou um governo fraco e sem realizações, o que levou a população de Lisboa espalhar aos quatro ventos " Tudo como dantes no quartel de Abrantes". Aliás, esta frase nos faz lembrar o célebre romance "O Leopardo", do escritor italiano Tomasi Di Lampedusa, quando afirma em sua obra: "Algo deve mudar, para que tudo continue como está." Muito a ver para qualificar, nos dias atuais, a política brasileira.


No Brasil,uma das primeiras providências de D. João VI foi abrir os portos para as nações amigas. Com a abertura dos portos, chegaram ao Brasil muitos intelectuais europeus, técnicos e artistas. Dentre eles, em 1814, Friedrich Sellow, membro da Academia Real de Ciências de Berlim, as expensas de D. João VI, com o objetivo de pesquisar metais nobres, pedras preciosas e carvão.


Sellow constatou a existência de carvão no Rio Grande do Sul, e no Sul de Santa Catarina, constituindo-se este fato o embrião que iria levar à utilização precária do nosso carvão, em pequenas forjas, dando os primeiros passos para nossa indústria minerária que, por mais de um século, mudaria o perfil socioeconômico do Sul de Santa Catarina.


Voltaremos oportunamente ao assunto.

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