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Não é de hoje que se fala que o carvão brasileiro é “ruim”. Mas o que isso quer dizer? Será que o carvão mineral brasileiro teria outras utilidades ou não é bem aproveitado? As usinas termelétricas à carvão do Sul utilizam o carvão nacional, mas, mesmo assim, existem termelétricas que utilizam o carvão importado.
“O carvão mineral, como sabemos, é uma substância natural, produzidas em eras geológicas passadas, por processos fantásticos que o nosso planeta passou muito antes de haver vida primata. Estes processos foram únicos em cada parte do planeta, gerando também carvões com características únicas”, explica a Dra. Eng. Maria Luiza Sperb Indrusiak, professora do curso de Engenharia de Energia da Unisinos (RS).
Segunda a professora, todos os carvões têm, fundamentalmente, cadeias carbônicas variadas e matéria mineral, em uma mistura heterogênea. Sendo que, distribuídos pelo mundo encontram-se carvões com, desde mínimas quantidades de matéria mineral até alguns que contém apenas traços de carbono. Todos são, a princípio, aproveitáveis, é uma questão de custo/benefício.
“Então não é uma questão de qualidade, a palavra não é bem escolhida, mas de características próprias que determinam formas próprias de utilização. Se o objetivo fosse produzir cimento, o nosso carvão ainda teria carbono em demasia. Como o objetivo é produzir energia (sendo o cimento um co-produto), a matéria mineral (que é a cinza depois da combustão do carbono) é um contratempo, que obriga a tecnologias e projetos diferenciados. Algumas destas tecnologias inclusive se beneficiam de um carvão com mais matéria mineral”. Agora, se o objetivo é redução do minério de ferro (produção de aço no alto-forno) o nosso carvão não é adequado, pois muita matéria mineral produz muita escória. Talvez seja esta a origem da fama de baixa qualidade que o nosso carvão tem”, esclarece a professora.
Carvão bem utilizado?
Mesmo enfatizando que o termo de “carvão ruim” é relativo, a professora salienta que o carvão brasileiro é pouco e mal aproveitado. “Ele poderia ser utilizado em tecnologias mais adaptadas ao seu tipo, como leitos fluidizados, tanto para geração de energia como para produção de matéria base para a indústria carboquímica”, pondera.

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Não é de hoje que se fala que o carvão brasileiro é “ruim”. Mas o que isso quer dizer? Será que o carvão mineral brasileiro teria outras utilidades ou não é bem aproveitado? As usinas termelétricas à carvão do Sul utilizam o carvão nacional, mas, mesmo assim, existem termelétricas que utilizam o carvão importado.
“O carvão mineral, como sabemos, é uma substância natural, produzidas em eras geológicas passadas, por processos fantásticos que o nosso planeta passou muito antes de haver vida primata. Estes processos foram únicos em cada parte do planeta, gerando também carvões com características únicas”, explica a Dra. Eng. Maria Luiza Sperb Indrusiak, professora do curso de Engenharia de Energia da Unisinos (RS).
Segunda a professora, todos os carvões têm, fundamentalmente, cadeias carbônicas variadas e matéria mineral, em uma mistura heterogênea. Sendo que, distribuídos pelo mundo encontram-se carvões com, desde mínimas quantidades de matéria mineral até alguns que contém apenas traços de carbono. Todos são, a princípio, aproveitáveis, é uma questão de custo/benefício.
“Então não é uma questão de qualidade, a palavra não é bem escolhida, mas de características próprias que determinam formas próprias de utilização. Se o objetivo fosse produzir cimento, o nosso carvão ainda teria carbono em demasia. Como o objetivo é produzir energia (sendo o cimento um co-produto), a matéria mineral (que é a cinza depois da combustão do carbono) é um contratempo, que obriga a tecnologias e projetos diferenciados. Algumas destas tecnologias inclusive se beneficiam de um carvão com mais matéria mineral”. Agora, se o objetivo é redução do minério de ferro (produção de aço no alto-forno) o nosso carvão não é adequado, pois muita matéria mineral produz muita escória. Talvez seja esta a origem da fama de baixa qualidade que o nosso carvão tem”, esclarece a professora.
Carvão bem utilizado?
Mesmo enfatizando que o termo de “carvão ruim” é relativo, a professora salienta que o carvão brasileiro é pouco e mal aproveitado. “Ele poderia ser utilizado em tecnologias mais adaptadas ao seu tipo, como leitos fluidizados, tanto para geração de energia como para produção de matéria base para a indústria carboquímica”, pondera.

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A falácia do carvão brasileiro “ruim”

10/02/2017

Lucas Jorge - Assessoria de Imprensa Siecesc

Não é de hoje que se fala que o carvão brasileiro é “ruim”. Mas o que isso quer dizer? Será que o carvão mineral brasileiro teria outras utilidades ou não é bem aproveitado? As usinas termelétricas à carvão do Sul utilizam o carvão nacional, mas, mesmo assim, existem termelétricas que utilizam o carvão importado.
“O carvão mineral, como sabemos, é uma substância natural, produzidas em eras geológicas passadas, por processos fantásticos que o nosso planeta passou muito antes de haver vida primata. Estes processos foram únicos em cada parte do planeta, gerando também carvões com características únicas”, explica a Dra. Eng. Maria Luiza Sperb Indrusiak, professora do curso de Engenharia de Energia da Unisinos (RS).
Segunda a professora, todos os carvões têm, fundamentalmente, cadeias carbônicas variadas e matéria mineral, em uma mistura heterogênea. Sendo que, distribuídos pelo mundo encontram-se carvões com, desde mínimas quantidades de matéria mineral até alguns que contém apenas traços de carbono. Todos são, a princípio, aproveitáveis, é uma questão de custo/benefício.
“Então não é uma questão de qualidade, a palavra não é bem escolhida, mas de características próprias que determinam formas próprias de utilização. Se o objetivo fosse produzir cimento, o nosso carvão ainda teria carbono em demasia. Como o objetivo é produzir energia (sendo o cimento um co-produto), a matéria mineral (que é a cinza depois da combustão do carbono) é um contratempo, que obriga a tecnologias e projetos diferenciados. Algumas destas tecnologias inclusive se beneficiam de um carvão com mais matéria mineral”. Agora, se o objetivo é redução do minério de ferro (produção de aço no alto-forno) o nosso carvão não é adequado, pois muita matéria mineral produz muita escória. Talvez seja esta a origem da fama de baixa qualidade que o nosso carvão tem”, esclarece a professora.
Carvão bem utilizado?
Mesmo enfatizando que o termo de “carvão ruim” é relativo, a professora salienta que o carvão brasileiro é pouco e mal aproveitado. “Ele poderia ser utilizado em tecnologias mais adaptadas ao seu tipo, como leitos fluidizados, tanto para geração de energia como para produção de matéria base para a indústria carboquímica”, pondera.

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