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O cenário observado na região sul de Santa Catarina que inclui cerca 6.500 hectares de áreas de superfície impactadas pela mineração de carvão, está mudando. Áreas degradadas há décadas estão sendo recuperadas e uma nova perspectiva de uso e preservação vem sendo estabelecida. O Centro Tecnológico da SATC tem participado intensamente destas mudanças, elaborando projetos de recuperação ambiental e realizando o monitoramento das áreas impactadas e recuperadas.

 

Maior empenho tem sido aplicado na recuperação de áreas degradadas a partir de 2008, quando os responsáveis pela recuperação, passaram a seguir um documento técnico que estabeleceu critérios para recuperação das áreas degradadas pela mineração de carvão. Neste momento houve distinção entre os objetivos da recuperação ambiental, onde: áreas distantes de rios e córregos, passaram a ser recuperadas visando um uso produtivo, tais como, agropastoril ou residencial; e as margens de rios e córregos (Áreas de Preservação Permanente – APP) passaram a ser reflorestadas com espécies nativas e mantidas para preservação ambiental.

 

A vegetação existente ao redor dos cursos d´agua nas margens de rios e córregos, desempenha papel importante na proteção dos recursos hídricos sendo denominada de “Mata Ciliar”, por analogia a proteção que os cílios fazem aos nossos olhos. Esta função ecológica é essencial para a manutenção da qualidade das águas e também um ponto chave para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos regionais e, proporciona ainda, benefícios a fauna.

 

Pesquisas realizadas pelo Centro Tecnológico da SATC indicam a possibilidade de recuperação de áreas de mata ciliar a partir da remoção do material contaminante, construção do solo e plantio de árvores nativas. Com o crescimento das mudas de árvores plantadas o ambiente local melhora e proporciona condições favoráveis ao estabelecimento natural de outras espécies vegetais. Em um período de tempo relativamente curto, cerca de oito anos, já podem ser encontradas algumas semelhanças entre áreas em recuperação comparadas com ambientes naturais, o que indica a possibilidade de retorno a condições semelhantes a anterior, mas acima de tudo indicando a sustentabilidade dos projetos de recuperação de áreas de matas ciliares.

 

 

Edilane Rocha-Nicoleite

Bióloga, Doutora em Ecologia

Centro Tecnológico SATC

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O cenário observado na região sul de Santa Catarina que inclui cerca 6.500 hectares de áreas de superfície impactadas pela mineração de carvão, está mudando. Áreas degradadas há décadas estão sendo recuperadas e uma nova perspectiva de uso e preservação vem sendo estabelecida. O Centro Tecnológico da SATC tem participado intensamente destas mudanças, elaborando projetos de recuperação ambiental e realizando o monitoramento das áreas impactadas e recuperadas.

 

Maior empenho tem sido aplicado na recuperação de áreas degradadas a partir de 2008, quando os responsáveis pela recuperação, passaram a seguir um documento técnico que estabeleceu critérios para recuperação das áreas degradadas pela mineração de carvão. Neste momento houve distinção entre os objetivos da recuperação ambiental, onde: áreas distantes de rios e córregos, passaram a ser recuperadas visando um uso produtivo, tais como, agropastoril ou residencial; e as margens de rios e córregos (Áreas de Preservação Permanente – APP) passaram a ser reflorestadas com espécies nativas e mantidas para preservação ambiental.

 

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Pesquisas realizadas pelo Centro Tecnológico da SATC indicam a possibilidade de recuperação de áreas de mata ciliar a partir da remoção do material contaminante, construção do solo e plantio de árvores nativas. Com o crescimento das mudas de árvores plantadas o ambiente local melhora e proporciona condições favoráveis ao estabelecimento natural de outras espécies vegetais. Em um período de tempo relativamente curto, cerca de oito anos, já podem ser encontradas algumas semelhanças entre áreas em recuperação comparadas com ambientes naturais, o que indica a possibilidade de retorno a condições semelhantes a anterior, mas acima de tudo indicando a sustentabilidade dos projetos de recuperação de áreas de matas ciliares.

 

 

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Recuperação e preservação de áreas de Mata ciliar impactadas por mineração de carvão

18/10/2016

Edilane Rocha - Bióloga, Doutora em Ecologia - Centro Tecnológico SATC

O cenário observado na região sul de Santa Catarina que inclui cerca 6.500 hectares de áreas de superfície impactadas pela mineração de carvão, está mudando. Áreas degradadas há décadas estão sendo recuperadas e uma nova perspectiva de uso e preservação vem sendo estabelecida. O Centro Tecnológico da SATC tem participado intensamente destas mudanças, elaborando projetos de recuperação ambiental e realizando o monitoramento das áreas impactadas e recuperadas.

 

Maior empenho tem sido aplicado na recuperação de áreas degradadas a partir de 2008, quando os responsáveis pela recuperação, passaram a seguir um documento técnico que estabeleceu critérios para recuperação das áreas degradadas pela mineração de carvão. Neste momento houve distinção entre os objetivos da recuperação ambiental, onde: áreas distantes de rios e córregos, passaram a ser recuperadas visando um uso produtivo, tais como, agropastoril ou residencial; e as margens de rios e córregos (Áreas de Preservação Permanente – APP) passaram a ser reflorestadas com espécies nativas e mantidas para preservação ambiental.

 

A vegetação existente ao redor dos cursos d´agua nas margens de rios e córregos, desempenha papel importante na proteção dos recursos hídricos sendo denominada de “Mata Ciliar”, por analogia a proteção que os cílios fazem aos nossos olhos. Esta função ecológica é essencial para a manutenção da qualidade das águas e também um ponto chave para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos regionais e, proporciona ainda, benefícios a fauna.

 

Pesquisas realizadas pelo Centro Tecnológico da SATC indicam a possibilidade de recuperação de áreas de mata ciliar a partir da remoção do material contaminante, construção do solo e plantio de árvores nativas. Com o crescimento das mudas de árvores plantadas o ambiente local melhora e proporciona condições favoráveis ao estabelecimento natural de outras espécies vegetais. Em um período de tempo relativamente curto, cerca de oito anos, já podem ser encontradas algumas semelhanças entre áreas em recuperação comparadas com ambientes naturais, o que indica a possibilidade de retorno a condições semelhantes a anterior, mas acima de tudo indicando a sustentabilidade dos projetos de recuperação de áreas de matas ciliares.

 

 

Edilane Rocha-Nicoleite

Bióloga, Doutora em Ecologia

Centro Tecnológico SATC

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
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