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O custo da energia elétrica nós sentimos diretamente no bolso quando vamos pagar nossa fatura e indiretamente embutido no que compramos (produtos e serviços).

A sociedade tem pouca informação de como é composto o preço da energia elétrica. Sabe que existem muitos impostos e encargos setoriais embutidos, mas no contexto geral, não há uma análise crítica deste preço e muitos consideram uma caixa preta.

As políticas públicas para incentivar determinadas fontes, no caso do Brasil, subsídios para pagar o acesso à energia elétrica e para viabilizar o pagamento dos que tem baixa renda, aumentam o custo da conta de luz daqueles que “podem pagar”. Já que não tem “lanche grátis”, os custos existem e têm que ser pagos por alguém.

Na Alemanha, que tem uma política de subsídios para energias renováveis de 25 bilhões de euros em 2015, para poder manter a indústria competitiva, o preço da sua energia é subsidiado e o consumidor final paga a fatura. Para um país rico, com um PIB per capita 6,6 vezes maior que o Brasil, isso é suportável.

No Brasil, a cada lei que passa no Congresso são criados novos incentivos e mecanismos para viabilizar determinadas fontes e com isso fica difícil fazermos comparações dos reais custos de cada uma.

O modelo de contratação de energia nova, via leilões, que colocam na mesma competição fontes com atributos diferentes e com assimetrias tributárias (o norte e nordeste tem incentivos que o sul não tem), causam distorções e dificultam comparações.

Por outro lado, a inserção de fontes intermitentes que precisam de backup (segurança), e o deslocamento das fontes hídrica, eólica e solar para o norte e nordeste fazem com que o sistema de transmissão fique mais complexo, precisando de mais investimento e aumentado as perdas, o que aumenta o custo do elétron para quem paga.

As políticas públicas de incentivo fazem que o custo da transmissão seja maior para uma fonte que para outra, tornando assim as comparações entre as fontes mais difícil. O que sabemos é que o custo existe, sua análise e transparência que é complexa de entendimento.

Os formuladores de política energética devem levar em conta o real custo sistêmico ao gerar, transmitir e distribuir o elétron, devem comparar bananas com bananas. Devem identificar as opções tecnológicas que visem reduzir o custo ao consumidor garantindo o suprimento necessário, adequando à realidade de um país pobre como o nosso.

Fernando L Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral.

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O custo da energia elétrica nós sentimos diretamente no bolso quando vamos pagar nossa fatura e indiretamente embutido no que compramos (produtos e serviços).

A sociedade tem pouca informação de como é composto o preço da energia elétrica. Sabe que existem muitos impostos e encargos setoriais embutidos, mas no contexto geral, não há uma análise crítica deste preço e muitos consideram uma caixa preta.

As políticas públicas para incentivar determinadas fontes, no caso do Brasil, subsídios para pagar o acesso à energia elétrica e para viabilizar o pagamento dos que tem baixa renda, aumentam o custo da conta de luz daqueles que “podem pagar”. Já que não tem “lanche grátis”, os custos existem e têm que ser pagos por alguém.

Na Alemanha, que tem uma política de subsídios para energias renováveis de 25 bilhões de euros em 2015, para poder manter a indústria competitiva, o preço da sua energia é subsidiado e o consumidor final paga a fatura. Para um país rico, com um PIB per capita 6,6 vezes maior que o Brasil, isso é suportável.

No Brasil, a cada lei que passa no Congresso são criados novos incentivos e mecanismos para viabilizar determinadas fontes e com isso fica difícil fazermos comparações dos reais custos de cada uma.

O modelo de contratação de energia nova, via leilões, que colocam na mesma competição fontes com atributos diferentes e com assimetrias tributárias (o norte e nordeste tem incentivos que o sul não tem), causam distorções e dificultam comparações.

Por outro lado, a inserção de fontes intermitentes que precisam de backup (segurança), e o deslocamento das fontes hídrica, eólica e solar para o norte e nordeste fazem com que o sistema de transmissão fique mais complexo, precisando de mais investimento e aumentado as perdas, o que aumenta o custo do elétron para quem paga.

As políticas públicas de incentivo fazem que o custo da transmissão seja maior para uma fonte que para outra, tornando assim as comparações entre as fontes mais difícil. O que sabemos é que o custo existe, sua análise e transparência que é complexa de entendimento.

Os formuladores de política energética devem levar em conta o real custo sistêmico ao gerar, transmitir e distribuir o elétron, devem comparar bananas com bananas. Devem identificar as opções tecnológicas que visem reduzir o custo ao consumidor garantindo o suprimento necessário, adequando à realidade de um país pobre como o nosso.

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O custo da energia e suas comparações

14/06/2016

Fernando Zancan - presidente ABCM

O custo da energia elétrica nós sentimos diretamente no bolso quando vamos pagar nossa fatura e indiretamente embutido no que compramos (produtos e serviços).

A sociedade tem pouca informação de como é composto o preço da energia elétrica. Sabe que existem muitos impostos e encargos setoriais embutidos, mas no contexto geral, não há uma análise crítica deste preço e muitos consideram uma caixa preta.

As políticas públicas para incentivar determinadas fontes, no caso do Brasil, subsídios para pagar o acesso à energia elétrica e para viabilizar o pagamento dos que tem baixa renda, aumentam o custo da conta de luz daqueles que “podem pagar”. Já que não tem “lanche grátis”, os custos existem e têm que ser pagos por alguém.

Na Alemanha, que tem uma política de subsídios para energias renováveis de 25 bilhões de euros em 2015, para poder manter a indústria competitiva, o preço da sua energia é subsidiado e o consumidor final paga a fatura. Para um país rico, com um PIB per capita 6,6 vezes maior que o Brasil, isso é suportável.

No Brasil, a cada lei que passa no Congresso são criados novos incentivos e mecanismos para viabilizar determinadas fontes e com isso fica difícil fazermos comparações dos reais custos de cada uma.

O modelo de contratação de energia nova, via leilões, que colocam na mesma competição fontes com atributos diferentes e com assimetrias tributárias (o norte e nordeste tem incentivos que o sul não tem), causam distorções e dificultam comparações.

Por outro lado, a inserção de fontes intermitentes que precisam de backup (segurança), e o deslocamento das fontes hídrica, eólica e solar para o norte e nordeste fazem com que o sistema de transmissão fique mais complexo, precisando de mais investimento e aumentado as perdas, o que aumenta o custo do elétron para quem paga.

As políticas públicas de incentivo fazem que o custo da transmissão seja maior para uma fonte que para outra, tornando assim as comparações entre as fontes mais difícil. O que sabemos é que o custo existe, sua análise e transparência que é complexa de entendimento.

Os formuladores de política energética devem levar em conta o real custo sistêmico ao gerar, transmitir e distribuir o elétron, devem comparar bananas com bananas. Devem identificar as opções tecnológicas que visem reduzir o custo ao consumidor garantindo o suprimento necessário, adequando à realidade de um país pobre como o nosso.

Fernando L Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral.

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