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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta sexta-feira (03/05) as diretrizes para a realização do leilão A-5, que visa contratar energia elétrica para fornecimento a partir de 2018. A grande expectativa era que o governo autorizasse novamente a participação de usinas a carvão mineral, que foi confirmada. No entanto, a eólica - que participou das duas ultimas licitações do tipo - acabou ficando de fora, frustrando a expectativa da fonte dos ventos.

"Esperávamos participar do A-5. Falamos para EPE (Empresa de Pesquisa Energética) que era importante, pois com a restrição de empreendimentos no A-3, o A-5 serviria como um sinalizador de novas linhas", lamentou a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo. Apesar da notícia, Elbia diz que mesmo assim é possível vender 2GW eólicos este ano. "Vai depender muito da demanda do A-3 e do leilão de Reserva."

O presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Luiz Fernando Zancan, comemorou o fato do carvão retornar aos certames do governo, embora o preço do Custo Variável Unitário (CVU) de R$105 por MWh esteja abaixo do que era esperado pela entidade: R$110 por MWh. "O mais importante é que se abriu a janela para o carvão. Os investidores que estavam sumidos e agora voltaram a estabelecer conversas com a gente", comemorou Zancan. 

Na opinião do presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Viana, o CVU de R$105/MWh "aperta mais, mas não deve ser um impeditivo". "Talvez alguns projetos fiquem de fora", observou. O  CVU é o valor que a usina recebe quando é chamada para operar pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Viana destacou o fato das eólicas não estarem participando do leilão. "Isso torna as térmicas mais competitivas, e como não há uma perspectiva de disponibilidade de gás natural, a predominância de carvão deve ser maior", analisou o executivo da Apine.

Preocupações
Apesar da boa notícia, dois pontos preocupam o presidente da ABCM: um está relacionado às condições de financiamento para a fonte a carvão; o outro está ligado ao prazo para construção dos empreendimentos.

Para Zancan, a realização do leilão no dia 29 de agosto transforma o A-5 em um A-4. "O ideal era que fosse um A-5", disse, sugerindo que o suprimento de energia desse leilão devesse acontecer no final de 2018 ou em 2019.

Zancan também chama a atenção para as condições de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). Segundo ele, o custo de produção de energia por meio do carvão está intimamente relacionado ao custo de capital para construir o empreendimento.

"Precisamos discutir a questão do financiamento com o BNDES. Além de ser mais caro, o prazo é curto. Pleiteamos um modelo de financiamento similar ao da hidroeletricidade", disse.

De acordo com Zancan, melhores condições de financiamento deixariam a fonte a carvão ainda mais competitiva, com possibilidade de oferecer energia a preços melhores. Ele conta que a fonte tem 1.327MW no Rio Grande do Sul e 440MW em Santa Catarina prontos para participarem do certame, já com licença ambiental.

Fonte: http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=13365&id_secao=2

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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta sexta-feira (03/05) as diretrizes para a realização do leilão A-5, que visa contratar energia elétrica para fornecimento a partir de 2018. A grande expectativa era que o governo autorizasse novamente a participação de usinas a carvão mineral, que foi confirmada. No entanto, a eólica - que participou das duas ultimas licitações do tipo - acabou ficando de fora, frustrando a expectativa da fonte dos ventos.

"Esperávamos participar do A-5. Falamos para EPE (Empresa de Pesquisa Energética) que era importante, pois com a restrição de empreendimentos no A-3, o A-5 serviria como um sinalizador de novas linhas", lamentou a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo. Apesar da notícia, Elbia diz que mesmo assim é possível vender 2GW eólicos este ano. "Vai depender muito da demanda do A-3 e do leilão de Reserva."

O presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Luiz Fernando Zancan, comemorou o fato do carvão retornar aos certames do governo, embora o preço do Custo Variável Unitário (CVU) de R$105 por MWh esteja abaixo do que era esperado pela entidade: R$110 por MWh. "O mais importante é que se abriu a janela para o carvão. Os investidores que estavam sumidos e agora voltaram a estabelecer conversas com a gente", comemorou Zancan. 

Na opinião do presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Viana, o CVU de R$105/MWh "aperta mais, mas não deve ser um impeditivo". "Talvez alguns projetos fiquem de fora", observou. O  CVU é o valor que a usina recebe quando é chamada para operar pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Viana destacou o fato das eólicas não estarem participando do leilão. "Isso torna as térmicas mais competitivas, e como não há uma perspectiva de disponibilidade de gás natural, a predominância de carvão deve ser maior", analisou o executivo da Apine.

Preocupações
Apesar da boa notícia, dois pontos preocupam o presidente da ABCM: um está relacionado às condições de financiamento para a fonte a carvão; o outro está ligado ao prazo para construção dos empreendimentos.

Para Zancan, a realização do leilão no dia 29 de agosto transforma o A-5 em um A-4. "O ideal era que fosse um A-5", disse, sugerindo que o suprimento de energia desse leilão devesse acontecer no final de 2018 ou em 2019.

Zancan também chama a atenção para as condições de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). Segundo ele, o custo de produção de energia por meio do carvão está intimamente relacionado ao custo de capital para construir o empreendimento.

"Precisamos discutir a questão do financiamento com o BNDES. Além de ser mais caro, o prazo é curto. Pleiteamos um modelo de financiamento similar ao da hidroeletricidade", disse.

De acordo com Zancan, melhores condições de financiamento deixariam a fonte a carvão ainda mais competitiva, com possibilidade de oferecer energia a preços melhores. Ele conta que a fonte tem 1.327MW no Rio Grande do Sul e 440MW em Santa Catarina prontos para participarem do certame, já com licença ambiental.

Fonte: http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=13365&id_secao=2

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Eólica esperava participar do A-5 e geradores contavam com CVU maior

03/05/2013

Wagner Freire

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta sexta-feira (03/05) as diretrizes para a realização do leilão A-5, que visa contratar energia elétrica para fornecimento a partir de 2018. A grande expectativa era que o governo autorizasse novamente a participação de usinas a carvão mineral, que foi confirmada. No entanto, a eólica - que participou das duas ultimas licitações do tipo - acabou ficando de fora, frustrando a expectativa da fonte dos ventos.

"Esperávamos participar do A-5. Falamos para EPE (Empresa de Pesquisa Energética) que era importante, pois com a restrição de empreendimentos no A-3, o A-5 serviria como um sinalizador de novas linhas", lamentou a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo. Apesar da notícia, Elbia diz que mesmo assim é possível vender 2GW eólicos este ano. "Vai depender muito da demanda do A-3 e do leilão de Reserva."

O presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Luiz Fernando Zancan, comemorou o fato do carvão retornar aos certames do governo, embora o preço do Custo Variável Unitário (CVU) de R$105 por MWh esteja abaixo do que era esperado pela entidade: R$110 por MWh. "O mais importante é que se abriu a janela para o carvão. Os investidores que estavam sumidos e agora voltaram a estabelecer conversas com a gente", comemorou Zancan. 

Na opinião do presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Viana, o CVU de R$105/MWh "aperta mais, mas não deve ser um impeditivo". "Talvez alguns projetos fiquem de fora", observou. O  CVU é o valor que a usina recebe quando é chamada para operar pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Viana destacou o fato das eólicas não estarem participando do leilão. "Isso torna as térmicas mais competitivas, e como não há uma perspectiva de disponibilidade de gás natural, a predominância de carvão deve ser maior", analisou o executivo da Apine.

Preocupações
Apesar da boa notícia, dois pontos preocupam o presidente da ABCM: um está relacionado às condições de financiamento para a fonte a carvão; o outro está ligado ao prazo para construção dos empreendimentos.

Para Zancan, a realização do leilão no dia 29 de agosto transforma o A-5 em um A-4. "O ideal era que fosse um A-5", disse, sugerindo que o suprimento de energia desse leilão devesse acontecer no final de 2018 ou em 2019.

Zancan também chama a atenção para as condições de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). Segundo ele, o custo de produção de energia por meio do carvão está intimamente relacionado ao custo de capital para construir o empreendimento.

"Precisamos discutir a questão do financiamento com o BNDES. Além de ser mais caro, o prazo é curto. Pleiteamos um modelo de financiamento similar ao da hidroeletricidade", disse.

De acordo com Zancan, melhores condições de financiamento deixariam a fonte a carvão ainda mais competitiva, com possibilidade de oferecer energia a preços melhores. Ele conta que a fonte tem 1.327MW no Rio Grande do Sul e 440MW em Santa Catarina prontos para participarem do certame, já com licença ambiental.

Fonte: http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=13365&id_secao=2

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