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Quando estudamos políticas públicas buscamos conciliar os diversos interesses da sociedade, entre eles o menor impacto ambiental, a geração de riqueza e renda, o número de empregos gerados, enfim, o custo benefício de desenvolvermos certa atividade econômica.

Quando o custo ainda é alto e não competitivo, entende-se que é necessário desenvolver certa atividade, usando-se os incentivos e/ou subsídios que tendem a ser temporários, pois após a curva de aprendizagem e a sua competitividade ser assegurada, não se torna mais necessário mantê-los.

Vejamos o caso das energias renováveis na Europa. Com o intuito de aumentar sua segurança energética, na diversificação de fontes, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e desenvolver uma indústria com foco na exportação, por mais de uma década a Europa usou significativos incentivos financeiros, visando desenvolver as energias eólica e solar.

Em 2004, as fontes renováveis representavam 14% da geração de energia elétrica. Em 2013, já ultrapassavam 25%. Com a redução do custo essas energias tornaram-se competitivas e devido ao peso dos subsídios nos gastos públicos, a Europa (Reino Unido, Itália e Espanha) começaram a reduzir os incentivos para essas fontes. Esse sinal econômico, mesmo após o acordo de Paris, demonstra a maturidade da indústria de energia renovável e sua competitividade com fontes convencionais.

Ocorre que essas fontes intermitentes precisam conciliar seu crescimento com as fontes despacháveis, aquelas que simplesmente ao apertar um botão produzem energia necessária para atender a demanda. As fontes térmicas têm vantagens que devem ser consideradas em uma política pública. Enquanto as renováveis têm menos gases de efeitos estufa, as térmicas têm um maior impacto na geração de emprego e renda e na cadeia produtiva.

Um parque de 600 MW de eólica é operado com cerca de 15 pessoas e com uma pequena equipe de manutenção, enquanto um parque a carvão tem cerca de 300 operários na usina e o mesmo número na sua manutenção, sem contar a mineração e o transporte de subprodutos.

Estudos macroenômicos mostram que a geração térmica a carvão nacional movimenta na economia 53 mil empregos e que a construção de uma usina de 340 MW, como a USITESC, duplica o PIB percapita de uma cidade como Treviso/SC. O governo brasileiro já promove políticas públicas para alavancar a indústria do petróleo, que representa cerca de 18% de nosso PIB.

No caso da China, o carvão que representa 15% do PIB tem o apoio do governo, buscando desenvolver tecnologias para o aumento de eficiência e redução das emissões controladas que hoje são menores que as usinas a gás natural. Assim, vemos grande importância da discussão da matriz energética aliada a concepção das políticas públicas que, de forma holística, devem atender os interesses da sociedade.

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Quando estudamos políticas públicas buscamos conciliar os diversos interesses da sociedade, entre eles o menor impacto ambiental, a geração de riqueza e renda, o número de empregos gerados, enfim, o custo benefício de desenvolvermos certa atividade econômica.

Quando o custo ainda é alto e não competitivo, entende-se que é necessário desenvolver certa atividade, usando-se os incentivos e/ou subsídios que tendem a ser temporários, pois após a curva de aprendizagem e a sua competitividade ser assegurada, não se torna mais necessário mantê-los.

Vejamos o caso das energias renováveis na Europa. Com o intuito de aumentar sua segurança energética, na diversificação de fontes, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e desenvolver uma indústria com foco na exportação, por mais de uma década a Europa usou significativos incentivos financeiros, visando desenvolver as energias eólica e solar.

Em 2004, as fontes renováveis representavam 14% da geração de energia elétrica. Em 2013, já ultrapassavam 25%. Com a redução do custo essas energias tornaram-se competitivas e devido ao peso dos subsídios nos gastos públicos, a Europa (Reino Unido, Itália e Espanha) começaram a reduzir os incentivos para essas fontes. Esse sinal econômico, mesmo após o acordo de Paris, demonstra a maturidade da indústria de energia renovável e sua competitividade com fontes convencionais.

Ocorre que essas fontes intermitentes precisam conciliar seu crescimento com as fontes despacháveis, aquelas que simplesmente ao apertar um botão produzem energia necessária para atender a demanda. As fontes térmicas têm vantagens que devem ser consideradas em uma política pública. Enquanto as renováveis têm menos gases de efeitos estufa, as térmicas têm um maior impacto na geração de emprego e renda e na cadeia produtiva.

Um parque de 600 MW de eólica é operado com cerca de 15 pessoas e com uma pequena equipe de manutenção, enquanto um parque a carvão tem cerca de 300 operários na usina e o mesmo número na sua manutenção, sem contar a mineração e o transporte de subprodutos.

Estudos macroenômicos mostram que a geração térmica a carvão nacional movimenta na economia 53 mil empregos e que a construção de uma usina de 340 MW, como a USITESC, duplica o PIB percapita de uma cidade como Treviso/SC. O governo brasileiro já promove políticas públicas para alavancar a indústria do petróleo, que representa cerca de 18% de nosso PIB.

No caso da China, o carvão que representa 15% do PIB tem o apoio do governo, buscando desenvolver tecnologias para o aumento de eficiência e redução das emissões controladas que hoje são menores que as usinas a gás natural. Assim, vemos grande importância da discussão da matriz energética aliada a concepção das políticas públicas que, de forma holística, devem atender os interesses da sociedade.

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A visão holística das políticas públicas

23/02/2016

Fernando Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral

Quando estudamos políticas públicas buscamos conciliar os diversos interesses da sociedade, entre eles o menor impacto ambiental, a geração de riqueza e renda, o número de empregos gerados, enfim, o custo benefício de desenvolvermos certa atividade econômica.

Quando o custo ainda é alto e não competitivo, entende-se que é necessário desenvolver certa atividade, usando-se os incentivos e/ou subsídios que tendem a ser temporários, pois após a curva de aprendizagem e a sua competitividade ser assegurada, não se torna mais necessário mantê-los.

Vejamos o caso das energias renováveis na Europa. Com o intuito de aumentar sua segurança energética, na diversificação de fontes, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e desenvolver uma indústria com foco na exportação, por mais de uma década a Europa usou significativos incentivos financeiros, visando desenvolver as energias eólica e solar.

Em 2004, as fontes renováveis representavam 14% da geração de energia elétrica. Em 2013, já ultrapassavam 25%. Com a redução do custo essas energias tornaram-se competitivas e devido ao peso dos subsídios nos gastos públicos, a Europa (Reino Unido, Itália e Espanha) começaram a reduzir os incentivos para essas fontes. Esse sinal econômico, mesmo após o acordo de Paris, demonstra a maturidade da indústria de energia renovável e sua competitividade com fontes convencionais.

Ocorre que essas fontes intermitentes precisam conciliar seu crescimento com as fontes despacháveis, aquelas que simplesmente ao apertar um botão produzem energia necessária para atender a demanda. As fontes térmicas têm vantagens que devem ser consideradas em uma política pública. Enquanto as renováveis têm menos gases de efeitos estufa, as térmicas têm um maior impacto na geração de emprego e renda e na cadeia produtiva.

Um parque de 600 MW de eólica é operado com cerca de 15 pessoas e com uma pequena equipe de manutenção, enquanto um parque a carvão tem cerca de 300 operários na usina e o mesmo número na sua manutenção, sem contar a mineração e o transporte de subprodutos.

Estudos macroenômicos mostram que a geração térmica a carvão nacional movimenta na economia 53 mil empregos e que a construção de uma usina de 340 MW, como a USITESC, duplica o PIB percapita de uma cidade como Treviso/SC. O governo brasileiro já promove políticas públicas para alavancar a indústria do petróleo, que representa cerca de 18% de nosso PIB.

No caso da China, o carvão que representa 15% do PIB tem o apoio do governo, buscando desenvolver tecnologias para o aumento de eficiência e redução das emissões controladas que hoje são menores que as usinas a gás natural. Assim, vemos grande importância da discussão da matriz energética aliada a concepção das políticas públicas que, de forma holística, devem atender os interesses da sociedade.

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