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A Eletrobras estuda alternativas para solucionar o problema de gestão da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), deficitária subsidiária da estatal responsável pelas usinas a carvão do grupo. Com prejuízo acumulado de mais de R$ 1,5 bilhão nos últimos quatro anos, a empresa tem ineficiência financeira e operacional comparável à das distribuidoras da estatal. A avaliação sobre a gestão da CGTEE faz parte da revisão do plano de negócios da Eletrobras, em andamento.

O Valor apurou que a gestão da CGTEE será discutida em reunião do conselho de administração da holding, hoje, no Rio. Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, não está prevista uma deliberação sobre o tema, mas uma série de alternativas serão discutidas, além da definição sobre o pagamento de uma multa, no valor de R$ 400 milhões, aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por problemas na geração da termelétrica a carvão de Candiota III, no Rio Grande do Sul.

"O rombo que a CGTEE causou é coisa de bilhões de reais. O assunto está em pauta, mas o problema já existe há três anos. Quando o rombo já está enorme é que eles querem uma solução", disse a fonte.

No conselho da Eletrobras, há quem defenda a venda do controle da CGTEE, em processo semelhante ao das distribuidoras deficitárias da companhia, mas não há uma proposta concreta nesse sentido na mesa para ser votada. Estudo feito pela consultoria alemã Roland Berger, propôs que a CGTEE fosse incorporada pela Eletrosul. O projeto, no entanto, não avançou.

O problema da CGTEE não é novo e se refere justamente à Candiota III, de 350 megawatts (MW). Devido a problemas na caldeira, a usina opera com deficiência desde quando entrou em operação, em 2011. O índice de disponibilidade operacional da usina em 2013 (último dado público disponível) era inferior a 50%. Com isso, a CGTEE é obrigada a comprar energia no mercado de curto prazo para honrar seus compromissos, aumentando a bola de neve do prejuízo.

Na época, a CGTEE culpou a fornecedora da caldeira, o grupo chinês Citic, pelo problema. Na prática, o equipamento apresentava desgaste acentuado ao utilizar o carvão brasileiro, mais abrasivo que o chinês. A estatal entrou, então, com processo de arbitragem internacional contra os chineses, mas até hoje não houve definição sobre o assunto.

Segundo o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, além dos problemas já conhecidos da caldeira em Candiota III, as duas primeiras etapas do complexo termelétrico de Candiota estão desativadas. O executivo propõe que os projetos de Candiota I e II sejam incluídos em um programa de modernização de térmicas a carvão, que será apresentado pela entidade ao ministério de Minas e Energia nas próximas semanas.

Na prática, segundo Zancan, a ideia é levar novos investidores para os mesmos locais onde encontram-se usinas a carvão desativadas. Esses investidores fariam a modernização dos projetos, incluindo tecnologias de queima limpa do energético, com a garantia de que teriam um contrato de fornecimento de energia de longo prazo. O objetivo de aproveitar o mesmo local é manter o funcionamento das minas situadas nas proximidades das antigas usinas.

"Existe um impacto enorme da geração termelétrica a carvão no emprego e renda. São 1.700 MW de usinas que empregam 53 mil pessoas na cadeia produtiva. O impacto social de uma térmica a carvão é muito maior do que o de um parque eólico ou uma usina solar, por exemplo", diz Zancan.

Ao Valor, a Eletrobras confirmou a realização da reunião do conselho de administração hoje, porém informou que a pauta "não é aberta". (Valor Econômico)

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A Eletrobras estuda alternativas para solucionar o problema de gestão da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), deficitária subsidiária da estatal responsável pelas usinas a carvão do grupo. Com prejuízo acumulado de mais de R$ 1,5 bilhão nos últimos quatro anos, a empresa tem ineficiência financeira e operacional comparável à das distribuidoras da estatal. A avaliação sobre a gestão da CGTEE faz parte da revisão do plano de negócios da Eletrobras, em andamento.

O Valor apurou que a gestão da CGTEE será discutida em reunião do conselho de administração da holding, hoje, no Rio. Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, não está prevista uma deliberação sobre o tema, mas uma série de alternativas serão discutidas, além da definição sobre o pagamento de uma multa, no valor de R$ 400 milhões, aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por problemas na geração da termelétrica a carvão de Candiota III, no Rio Grande do Sul.

"O rombo que a CGTEE causou é coisa de bilhões de reais. O assunto está em pauta, mas o problema já existe há três anos. Quando o rombo já está enorme é que eles querem uma solução", disse a fonte.

No conselho da Eletrobras, há quem defenda a venda do controle da CGTEE, em processo semelhante ao das distribuidoras deficitárias da companhia, mas não há uma proposta concreta nesse sentido na mesa para ser votada. Estudo feito pela consultoria alemã Roland Berger, propôs que a CGTEE fosse incorporada pela Eletrosul. O projeto, no entanto, não avançou.

O problema da CGTEE não é novo e se refere justamente à Candiota III, de 350 megawatts (MW). Devido a problemas na caldeira, a usina opera com deficiência desde quando entrou em operação, em 2011. O índice de disponibilidade operacional da usina em 2013 (último dado público disponível) era inferior a 50%. Com isso, a CGTEE é obrigada a comprar energia no mercado de curto prazo para honrar seus compromissos, aumentando a bola de neve do prejuízo.

Na época, a CGTEE culpou a fornecedora da caldeira, o grupo chinês Citic, pelo problema. Na prática, o equipamento apresentava desgaste acentuado ao utilizar o carvão brasileiro, mais abrasivo que o chinês. A estatal entrou, então, com processo de arbitragem internacional contra os chineses, mas até hoje não houve definição sobre o assunto.

Segundo o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, além dos problemas já conhecidos da caldeira em Candiota III, as duas primeiras etapas do complexo termelétrico de Candiota estão desativadas. O executivo propõe que os projetos de Candiota I e II sejam incluídos em um programa de modernização de térmicas a carvão, que será apresentado pela entidade ao ministério de Minas e Energia nas próximas semanas.

Na prática, segundo Zancan, a ideia é levar novos investidores para os mesmos locais onde encontram-se usinas a carvão desativadas. Esses investidores fariam a modernização dos projetos, incluindo tecnologias de queima limpa do energético, com a garantia de que teriam um contrato de fornecimento de energia de longo prazo. O objetivo de aproveitar o mesmo local é manter o funcionamento das minas situadas nas proximidades das antigas usinas.

"Existe um impacto enorme da geração termelétrica a carvão no emprego e renda. São 1.700 MW de usinas que empregam 53 mil pessoas na cadeia produtiva. O impacto social de uma térmica a carvão é muito maior do que o de um parque eólico ou uma usina solar, por exemplo", diz Zancan.

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Eletrobras discute alternativas para gestão da CGTEE

18/02/2016

Valor Econômico

A Eletrobras estuda alternativas para solucionar o problema de gestão da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), deficitária subsidiária da estatal responsável pelas usinas a carvão do grupo. Com prejuízo acumulado de mais de R$ 1,5 bilhão nos últimos quatro anos, a empresa tem ineficiência financeira e operacional comparável à das distribuidoras da estatal. A avaliação sobre a gestão da CGTEE faz parte da revisão do plano de negócios da Eletrobras, em andamento.

O Valor apurou que a gestão da CGTEE será discutida em reunião do conselho de administração da holding, hoje, no Rio. Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, não está prevista uma deliberação sobre o tema, mas uma série de alternativas serão discutidas, além da definição sobre o pagamento de uma multa, no valor de R$ 400 milhões, aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por problemas na geração da termelétrica a carvão de Candiota III, no Rio Grande do Sul.

"O rombo que a CGTEE causou é coisa de bilhões de reais. O assunto está em pauta, mas o problema já existe há três anos. Quando o rombo já está enorme é que eles querem uma solução", disse a fonte.

No conselho da Eletrobras, há quem defenda a venda do controle da CGTEE, em processo semelhante ao das distribuidoras deficitárias da companhia, mas não há uma proposta concreta nesse sentido na mesa para ser votada. Estudo feito pela consultoria alemã Roland Berger, propôs que a CGTEE fosse incorporada pela Eletrosul. O projeto, no entanto, não avançou.

O problema da CGTEE não é novo e se refere justamente à Candiota III, de 350 megawatts (MW). Devido a problemas na caldeira, a usina opera com deficiência desde quando entrou em operação, em 2011. O índice de disponibilidade operacional da usina em 2013 (último dado público disponível) era inferior a 50%. Com isso, a CGTEE é obrigada a comprar energia no mercado de curto prazo para honrar seus compromissos, aumentando a bola de neve do prejuízo.

Na época, a CGTEE culpou a fornecedora da caldeira, o grupo chinês Citic, pelo problema. Na prática, o equipamento apresentava desgaste acentuado ao utilizar o carvão brasileiro, mais abrasivo que o chinês. A estatal entrou, então, com processo de arbitragem internacional contra os chineses, mas até hoje não houve definição sobre o assunto.

Segundo o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, além dos problemas já conhecidos da caldeira em Candiota III, as duas primeiras etapas do complexo termelétrico de Candiota estão desativadas. O executivo propõe que os projetos de Candiota I e II sejam incluídos em um programa de modernização de térmicas a carvão, que será apresentado pela entidade ao ministério de Minas e Energia nas próximas semanas.

Na prática, segundo Zancan, a ideia é levar novos investidores para os mesmos locais onde encontram-se usinas a carvão desativadas. Esses investidores fariam a modernização dos projetos, incluindo tecnologias de queima limpa do energético, com a garantia de que teriam um contrato de fornecimento de energia de longo prazo. O objetivo de aproveitar o mesmo local é manter o funcionamento das minas situadas nas proximidades das antigas usinas.

"Existe um impacto enorme da geração termelétrica a carvão no emprego e renda. São 1.700 MW de usinas que empregam 53 mil pessoas na cadeia produtiva. O impacto social de uma térmica a carvão é muito maior do que o de um parque eólico ou uma usina solar, por exemplo", diz Zancan.

Ao Valor, a Eletrobras confirmou a realização da reunião do conselho de administração hoje, porém informou que a pauta "não é aberta". (Valor Econômico)

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