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O mercado de energia é um exemplo da velha lei da oferta e da procura. O mundo com o petróleo a 100 dólares foi buscar alternativas. Nos Estados Unidos, em 2009, iniciou-se uma revolução. Com a tecnologia do faturamento hidráulico começou a produção de gás de xisto e principalmente de petróleo (tight oil). Com isso, os preços do gás natural nos USA despencaram e a produção de petróleo aumentou.

Com os USA deixando de importar petróleo, houve um excesso de produção e países como a Arábia Saudita, para manter suas economias, mantiveram seu espaço no mercado ocasionando uma queda do preço. Acreditava-se que chegando a 50 dólares o barril, os produtores de tight oil dos USA iriam reduzir a produção para equilibrar o mercado. Pois já estamos a 30 dólares e ainda há produção em excesso, apesar da redução de 300 milhões de barris por dia nos USA em 2015.

Com o Irã entrando no mercado com mais óleo, teremos que ver até quando a Arábia Saudita, Rússia, Venezuela (países dependentes da economia do petróleo), resistirão com o seu nível de produção. Por outro lado, os USA começam a exportar Gás Liquefeito (GNL) do gás de xisto e como outros projetos na Austrália estão entrando em operação, trarão os preços do gás para baixo alcançando sete dólares por milhão de BTU.

A redução do preço do petróleo já causou o pedido de falência de 36 empresas de óleo e gás nos USA até novembro 2015, portanto os investimentos e a produção reduzirão. O cenário de ajuste da oferta e da demanda de petróleo, conforme previsão da Agencia Internacional de Energia, poderá no final de 2016 chegar aos 60 dólares o barril, mas tudo isso é uma incógnita.

No Brasil, por sua vez estamos com uma economia de PIB negativo, o que levou a um decréscimo da demanda de energia elétrica de 1,8% em 2015. Com o incremento de projetos novos de cerca de 10 mil MW e uma demanda estagnada em 2016, devido a mais um ano de PIB negativo, estaremos livres de qualquer problema de falta de energia.

Se continuar chovendo no sudeste até abril, recuperando os reservatórios, desligaremos as térmicas mais caras. No caso do carvão, teremos uma redução de compra de 20%, tornando o ano de 2016 um ano difícil para o setor. Precisaremos de muito esforço, determinação e energia para superar 2016.

* Fernando Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)

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O mercado de energia é um exemplo da velha lei da oferta e da procura. O mundo com o petróleo a 100 dólares foi buscar alternativas. Nos Estados Unidos, em 2009, iniciou-se uma revolução. Com a tecnologia do faturamento hidráulico começou a produção de gás de xisto e principalmente de petróleo (tight oil). Com isso, os preços do gás natural nos USA despencaram e a produção de petróleo aumentou.

Com os USA deixando de importar petróleo, houve um excesso de produção e países como a Arábia Saudita, para manter suas economias, mantiveram seu espaço no mercado ocasionando uma queda do preço. Acreditava-se que chegando a 50 dólares o barril, os produtores de tight oil dos USA iriam reduzir a produção para equilibrar o mercado. Pois já estamos a 30 dólares e ainda há produção em excesso, apesar da redução de 300 milhões de barris por dia nos USA em 2015.

Com o Irã entrando no mercado com mais óleo, teremos que ver até quando a Arábia Saudita, Rússia, Venezuela (países dependentes da economia do petróleo), resistirão com o seu nível de produção. Por outro lado, os USA começam a exportar Gás Liquefeito (GNL) do gás de xisto e como outros projetos na Austrália estão entrando em operação, trarão os preços do gás para baixo alcançando sete dólares por milhão de BTU.

A redução do preço do petróleo já causou o pedido de falência de 36 empresas de óleo e gás nos USA até novembro 2015, portanto os investimentos e a produção reduzirão. O cenário de ajuste da oferta e da demanda de petróleo, conforme previsão da Agencia Internacional de Energia, poderá no final de 2016 chegar aos 60 dólares o barril, mas tudo isso é uma incógnita.

No Brasil, por sua vez estamos com uma economia de PIB negativo, o que levou a um decréscimo da demanda de energia elétrica de 1,8% em 2015. Com o incremento de projetos novos de cerca de 10 mil MW e uma demanda estagnada em 2016, devido a mais um ano de PIB negativo, estaremos livres de qualquer problema de falta de energia.

Se continuar chovendo no sudeste até abril, recuperando os reservatórios, desligaremos as térmicas mais caras. No caso do carvão, teremos uma redução de compra de 20%, tornando o ano de 2016 um ano difícil para o setor. Precisaremos de muito esforço, determinação e energia para superar 2016.

* Fernando Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)

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A energia de 2016

20/01/2016

por Fernando Zancan *

O mercado de energia é um exemplo da velha lei da oferta e da procura. O mundo com o petróleo a 100 dólares foi buscar alternativas. Nos Estados Unidos, em 2009, iniciou-se uma revolução. Com a tecnologia do faturamento hidráulico começou a produção de gás de xisto e principalmente de petróleo (tight oil). Com isso, os preços do gás natural nos USA despencaram e a produção de petróleo aumentou.

Com os USA deixando de importar petróleo, houve um excesso de produção e países como a Arábia Saudita, para manter suas economias, mantiveram seu espaço no mercado ocasionando uma queda do preço. Acreditava-se que chegando a 50 dólares o barril, os produtores de tight oil dos USA iriam reduzir a produção para equilibrar o mercado. Pois já estamos a 30 dólares e ainda há produção em excesso, apesar da redução de 300 milhões de barris por dia nos USA em 2015.

Com o Irã entrando no mercado com mais óleo, teremos que ver até quando a Arábia Saudita, Rússia, Venezuela (países dependentes da economia do petróleo), resistirão com o seu nível de produção. Por outro lado, os USA começam a exportar Gás Liquefeito (GNL) do gás de xisto e como outros projetos na Austrália estão entrando em operação, trarão os preços do gás para baixo alcançando sete dólares por milhão de BTU.

A redução do preço do petróleo já causou o pedido de falência de 36 empresas de óleo e gás nos USA até novembro 2015, portanto os investimentos e a produção reduzirão. O cenário de ajuste da oferta e da demanda de petróleo, conforme previsão da Agencia Internacional de Energia, poderá no final de 2016 chegar aos 60 dólares o barril, mas tudo isso é uma incógnita.

No Brasil, por sua vez estamos com uma economia de PIB negativo, o que levou a um decréscimo da demanda de energia elétrica de 1,8% em 2015. Com o incremento de projetos novos de cerca de 10 mil MW e uma demanda estagnada em 2016, devido a mais um ano de PIB negativo, estaremos livres de qualquer problema de falta de energia.

Se continuar chovendo no sudeste até abril, recuperando os reservatórios, desligaremos as térmicas mais caras. No caso do carvão, teremos uma redução de compra de 20%, tornando o ano de 2016 um ano difícil para o setor. Precisaremos de muito esforço, determinação e energia para superar 2016.

* Fernando Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)

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