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O Centro de Tecnologia Mineral do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (CETEM-MCTI) concedeu, na abertura da 26ª edição do Encontro Nacional de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa (ENTMME), que foi realizado em Poços de Caldas (Minas Gerais), o Prêmio CETEM de Tecnologia Mineral aos melhores trabalhos da edição anterior do evento ocorrida em Goiânia, em 2013. Entre os melhores trabalhos em nível nacional está o escrito por Angéli Viviani Colling (UFRGS), de Pareci Novo, com o título "Planta Piloto para a Produção do Coagulante Sulfato Férrico a partir de Pirita em Rejeitos de Carvão".

A engenheira Angéli Viviani Colling trabalha desde 2008 com rejeitos de mineração de carvão, testando formas de aproveitar os resíduos para gerar produtos, não poluir o meio ambiente e, ainda, movimentar a economia e gerar empregos. O resultado de seis anos de trabalho foi a geração de produtos como o sulfato férrico e ferroso a partir de um processo tecnológico chamado de biolixiviação que utiliza bactérias para transformar os resíduos em produtos. As vantagens do processo são o baixo custo, a geração de produtos a partir de resíduos e a proteção do meio ambiente. O sulfato férrico, por exemplo, é usado como produto de tratamento de água. Para cada 3.200 t/mês de resíduo seria possível tratar a água de uma cidade de 200.000 habitantes.

A mineração gera grandes quantidades de resíduos. Porém, infelizmente, mesmo sendo uma das maiores quantidades de resíduos geradas, só vem ao conhecimento do público em geral quando ocorrem desastres ambientais de grande porte como foi o acidente com os rejeitos da mineração da cidade de Mariana em Minas Gerais. A região sul do Brasil também enfrenta problemas com a geração de resíduos da mineração de carvão, principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O carvão mineral sul-brasileiro é utilizado principalmente em termoelétricas para a geração de energia elétrica. A mineração de carvão no Estado de Santa Catarina gera milhões de toneladas de rejeitos que poluem o meio ambiente com águas contaminadas com metais e sulfato que podem gerar a chuva ácida, fenômeno que prejudica o solo, a qualidade da água e ar, entre outros problemas ambientais.

Angéli atualmente realiza pesquisas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia e Programa de Pós-Graduação em Planejamento Energético (UFRJ-COPPE-PPE). O Doutorado e mestrado foram realizados no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e Materiais - PPG3M pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

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O Centro de Tecnologia Mineral do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (CETEM-MCTI) concedeu, na abertura da 26ª edição do Encontro Nacional de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa (ENTMME), que foi realizado em Poços de Caldas (Minas Gerais), o Prêmio CETEM de Tecnologia Mineral aos melhores trabalhos da edição anterior do evento ocorrida em Goiânia, em 2013. Entre os melhores trabalhos em nível nacional está o escrito por Angéli Viviani Colling (UFRGS), de Pareci Novo, com o título "Planta Piloto para a Produção do Coagulante Sulfato Férrico a partir de Pirita em Rejeitos de Carvão".

A engenheira Angéli Viviani Colling trabalha desde 2008 com rejeitos de mineração de carvão, testando formas de aproveitar os resíduos para gerar produtos, não poluir o meio ambiente e, ainda, movimentar a economia e gerar empregos. O resultado de seis anos de trabalho foi a geração de produtos como o sulfato férrico e ferroso a partir de um processo tecnológico chamado de biolixiviação que utiliza bactérias para transformar os resíduos em produtos. As vantagens do processo são o baixo custo, a geração de produtos a partir de resíduos e a proteção do meio ambiente. O sulfato férrico, por exemplo, é usado como produto de tratamento de água. Para cada 3.200 t/mês de resíduo seria possível tratar a água de uma cidade de 200.000 habitantes.

A mineração gera grandes quantidades de resíduos. Porém, infelizmente, mesmo sendo uma das maiores quantidades de resíduos geradas, só vem ao conhecimento do público em geral quando ocorrem desastres ambientais de grande porte como foi o acidente com os rejeitos da mineração da cidade de Mariana em Minas Gerais. A região sul do Brasil também enfrenta problemas com a geração de resíduos da mineração de carvão, principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O carvão mineral sul-brasileiro é utilizado principalmente em termoelétricas para a geração de energia elétrica. A mineração de carvão no Estado de Santa Catarina gera milhões de toneladas de rejeitos que poluem o meio ambiente com águas contaminadas com metais e sulfato que podem gerar a chuva ácida, fenômeno que prejudica o solo, a qualidade da água e ar, entre outros problemas ambientais.

Angéli atualmente realiza pesquisas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia e Programa de Pós-Graduação em Planejamento Energético (UFRJ-COPPE-PPE). O Doutorado e mestrado foram realizados no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e Materiais - PPG3M pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

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Engenheira ganha prêmio nacional de tecnologia mineral

29/12/2015

O Centro de Tecnologia Mineral do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (CETEM-MCTI) concedeu, na abertura da 26ª edição do Encontro Nacional de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa (ENTMME), que foi realizado em Poços de Caldas (Minas Gerais), o Prêmio CETEM de Tecnologia Mineral aos melhores trabalhos da edição anterior do evento ocorrida em Goiânia, em 2013. Entre os melhores trabalhos em nível nacional está o escrito por Angéli Viviani Colling (UFRGS), de Pareci Novo, com o título "Planta Piloto para a Produção do Coagulante Sulfato Férrico a partir de Pirita em Rejeitos de Carvão".

A engenheira Angéli Viviani Colling trabalha desde 2008 com rejeitos de mineração de carvão, testando formas de aproveitar os resíduos para gerar produtos, não poluir o meio ambiente e, ainda, movimentar a economia e gerar empregos. O resultado de seis anos de trabalho foi a geração de produtos como o sulfato férrico e ferroso a partir de um processo tecnológico chamado de biolixiviação que utiliza bactérias para transformar os resíduos em produtos. As vantagens do processo são o baixo custo, a geração de produtos a partir de resíduos e a proteção do meio ambiente. O sulfato férrico, por exemplo, é usado como produto de tratamento de água. Para cada 3.200 t/mês de resíduo seria possível tratar a água de uma cidade de 200.000 habitantes.

A mineração gera grandes quantidades de resíduos. Porém, infelizmente, mesmo sendo uma das maiores quantidades de resíduos geradas, só vem ao conhecimento do público em geral quando ocorrem desastres ambientais de grande porte como foi o acidente com os rejeitos da mineração da cidade de Mariana em Minas Gerais. A região sul do Brasil também enfrenta problemas com a geração de resíduos da mineração de carvão, principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O carvão mineral sul-brasileiro é utilizado principalmente em termoelétricas para a geração de energia elétrica. A mineração de carvão no Estado de Santa Catarina gera milhões de toneladas de rejeitos que poluem o meio ambiente com águas contaminadas com metais e sulfato que podem gerar a chuva ácida, fenômeno que prejudica o solo, a qualidade da água e ar, entre outros problemas ambientais.

Angéli atualmente realiza pesquisas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia e Programa de Pós-Graduação em Planejamento Energético (UFRJ-COPPE-PPE). O Doutorado e mestrado foram realizados no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e Materiais - PPG3M pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

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