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Na recente publicação da “Global Sustainable Energy Partnership”, parceira em nível global das empresas geradoras de energia elétrica, é citado que o custo da energia elétrica está no topo da agenda e que deve ser levado em alta consideração nas políticas de mitigação das mudanças climáticas.

As crises financeiras e econômicas no planeta têm colocado sob a lupa as políticas de mitigação. No contexto de baixo crescimento e aumento da competição a nível global, o preço da energia elétrica é um item sensível para as empresas e as pessoas.

No Brasil o aumento do preço da energia (cerca de 50% em 2015), contribuiu para reduzir o consumo residencial e afetou a competitividade da indústria. Em conjunto com a recessão temos um cenário de redução de consumo de energia elétrica.

O Brasil, conhecido por ter a energia elétrica gerada pela fonte mais barata que é a energia hidráulica, tem um dos maiores preços de energia elétrica do mundo. Algo a ser questionado pela sociedade.

Avançamos com hidroelétricas na Amazônia, mas o elétron entregue em São Paulo, tem um preço similar a uma térmica colocada no centro de carga. Incentivos para as fontes renováveis via redução do custo de transmissão, são pagos por todos os consumidores finais.

A intermitência e o decréscimo da estocagem de energia, levam a um acréscimo de backup, pois precisamos operar um sistema que forneça energia firme de qualidade durante 24 horas e sete dias por semana, e isso tem um custo para todos.

Por outro lado, com o incremento de projetos a gás natural liquefeito importado (GNL) - cerca de 3,7 mil MW até 2020 - teremos um aumento do custo dolarizado da energia. Agrega-se a isso a variabilidade de custo, pois o GNL é um combustível de preço extremamente variável, por ser uma commodities com preços internacionais.

A imprevisibilidade do custo da energia é uma realidade no Brasil, afetada pela intermitência - fontes eólica e solar - e a diminuição da capacidade de armazenamento das usinas hidráulicas, potencializa o caráter probabilístico de nosso sistema elétrico.

A variação cambial afeta o custo da energia, pelo GNL e pela energia hidráulica importada de Itaipu, cujo tratado deverá ser renegociado em 2023, sua importância tende a aumentar visto que 60% do gás natural será importado em 2024.

O custo da energia elétrica é tão importante quanto o custo do petróleo, mas por termos mais possibilidade de gestão, devemos ficar atentos e interessados no andamento da Frente Parlamentar em Defesa da Redução do Preço da Energia Elétrica no Brasil que será lançada esta semana. 
A sociedade deve discutir esse relevante assunto em todos os fóruns que dispõe, evitando que políticas públicas e o planejamento energético venham a aumentar ainda mais o nosso custo e diminuir nossa competitividade e crescimento.

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Na recente publicação da “Global Sustainable Energy Partnership”, parceira em nível global das empresas geradoras de energia elétrica, é citado que o custo da energia elétrica está no topo da agenda e que deve ser levado em alta consideração nas políticas de mitigação das mudanças climáticas.

As crises financeiras e econômicas no planeta têm colocado sob a lupa as políticas de mitigação. No contexto de baixo crescimento e aumento da competição a nível global, o preço da energia elétrica é um item sensível para as empresas e as pessoas.

No Brasil o aumento do preço da energia (cerca de 50% em 2015), contribuiu para reduzir o consumo residencial e afetou a competitividade da indústria. Em conjunto com a recessão temos um cenário de redução de consumo de energia elétrica.

O Brasil, conhecido por ter a energia elétrica gerada pela fonte mais barata que é a energia hidráulica, tem um dos maiores preços de energia elétrica do mundo. Algo a ser questionado pela sociedade.

Avançamos com hidroelétricas na Amazônia, mas o elétron entregue em São Paulo, tem um preço similar a uma térmica colocada no centro de carga. Incentivos para as fontes renováveis via redução do custo de transmissão, são pagos por todos os consumidores finais.

A intermitência e o decréscimo da estocagem de energia, levam a um acréscimo de backup, pois precisamos operar um sistema que forneça energia firme de qualidade durante 24 horas e sete dias por semana, e isso tem um custo para todos.

Por outro lado, com o incremento de projetos a gás natural liquefeito importado (GNL) - cerca de 3,7 mil MW até 2020 - teremos um aumento do custo dolarizado da energia. Agrega-se a isso a variabilidade de custo, pois o GNL é um combustível de preço extremamente variável, por ser uma commodities com preços internacionais.

A imprevisibilidade do custo da energia é uma realidade no Brasil, afetada pela intermitência - fontes eólica e solar - e a diminuição da capacidade de armazenamento das usinas hidráulicas, potencializa o caráter probabilístico de nosso sistema elétrico.

A variação cambial afeta o custo da energia, pelo GNL e pela energia hidráulica importada de Itaipu, cujo tratado deverá ser renegociado em 2023, sua importância tende a aumentar visto que 60% do gás natural será importado em 2024.

O custo da energia elétrica é tão importante quanto o custo do petróleo, mas por termos mais possibilidade de gestão, devemos ficar atentos e interessados no andamento da Frente Parlamentar em Defesa da Redução do Preço da Energia Elétrica no Brasil que será lançada esta semana. 
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O preço da energia elétrica

11/11/2015

Fernando Zancan - Presidente Associação Brasileira do Carvão Mineral

Na recente publicação da “Global Sustainable Energy Partnership”, parceira em nível global das empresas geradoras de energia elétrica, é citado que o custo da energia elétrica está no topo da agenda e que deve ser levado em alta consideração nas políticas de mitigação das mudanças climáticas.

As crises financeiras e econômicas no planeta têm colocado sob a lupa as políticas de mitigação. No contexto de baixo crescimento e aumento da competição a nível global, o preço da energia elétrica é um item sensível para as empresas e as pessoas.

No Brasil o aumento do preço da energia (cerca de 50% em 2015), contribuiu para reduzir o consumo residencial e afetou a competitividade da indústria. Em conjunto com a recessão temos um cenário de redução de consumo de energia elétrica.

O Brasil, conhecido por ter a energia elétrica gerada pela fonte mais barata que é a energia hidráulica, tem um dos maiores preços de energia elétrica do mundo. Algo a ser questionado pela sociedade.

Avançamos com hidroelétricas na Amazônia, mas o elétron entregue em São Paulo, tem um preço similar a uma térmica colocada no centro de carga. Incentivos para as fontes renováveis via redução do custo de transmissão, são pagos por todos os consumidores finais.

A intermitência e o decréscimo da estocagem de energia, levam a um acréscimo de backup, pois precisamos operar um sistema que forneça energia firme de qualidade durante 24 horas e sete dias por semana, e isso tem um custo para todos.

Por outro lado, com o incremento de projetos a gás natural liquefeito importado (GNL) - cerca de 3,7 mil MW até 2020 - teremos um aumento do custo dolarizado da energia. Agrega-se a isso a variabilidade de custo, pois o GNL é um combustível de preço extremamente variável, por ser uma commodities com preços internacionais.

A imprevisibilidade do custo da energia é uma realidade no Brasil, afetada pela intermitência - fontes eólica e solar - e a diminuição da capacidade de armazenamento das usinas hidráulicas, potencializa o caráter probabilístico de nosso sistema elétrico.

A variação cambial afeta o custo da energia, pelo GNL e pela energia hidráulica importada de Itaipu, cujo tratado deverá ser renegociado em 2023, sua importância tende a aumentar visto que 60% do gás natural será importado em 2024.

O custo da energia elétrica é tão importante quanto o custo do petróleo, mas por termos mais possibilidade de gestão, devemos ficar atentos e interessados no andamento da Frente Parlamentar em Defesa da Redução do Preço da Energia Elétrica no Brasil que será lançada esta semana. 
A sociedade deve discutir esse relevante assunto em todos os fóruns que dispõe, evitando que políticas públicas e o planejamento energético venham a aumentar ainda mais o nosso custo e diminuir nossa competitividade e crescimento.

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