Acesso Restrito
Array
(
    [0] => 1
    [i_empresa] => 1
    [1] => 543
    [i_conteudo] => 543
    [2] => 0
    [i_subarea] => 0
    [3] => 2015-10-27
    [dt_conteudo] => 2015-10-27
    [4] => Carvão é pauta no Ciclo de Seminários da Cientec
    [titulo] => Carvão é pauta no Ciclo de Seminários da Cientec
    [5] => Cientec
    [autor] => Cientec
    [6] => 
    [resumo] => 
    [7] => 

Duas palestras sobre carvão integraram o ciclo de Seminários da Cientec, compondo a programação da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia.

Na quinta-feira, 22, o assunto foi acompanhado por estudantes, representantes da CRM – Companhia Rio Grandense de Mineração, entre outros profissionais interessados no tema.

O geólogo Geraldo Mario Rohde, doutor em ciências ambientais e pesquisador do Departamento de Geoprocessamento da Cientec realizou a palestra "Utilização das cinzas como imagem positiva para o carvão".

Rohde iniciou sua apresentação fazendo uma comparação entre a quantidade de cinzas emitidas pelos vulcões e as cinzas geradas em centrais termelétricas, mostrando que as cinzas artificiais, cerca de 780 milhões de toneladas/ano, ultrapassam em muito as naturais. Apresentou os polos produtores de cinza no RS: Candiota e Região Metropolitana. O pesquisador demonstrou como as cinzas podem evoluir da situação de resíduos para minério e coprodutos da conversão termelétrica.

Tendo em vista que o carvão gaúcho gera cerca de 50% de cinzas quando é utilizado, Rohde reafirmou sua ideia de que "as cinzas são a outra metade do carvão" e devem ser utilizadas como matérias primas, sendo o diferencial competitivo das centrais termelétricas.

Os principais tipos de utilização no mundo foram apresentados, havendo atenção para os projetos da Cientec, na temática de pavimentos, blocos e tijolos, zeólitas, bem como o acompanhamento de experiências como o cimento Portland, cal pozolânica e dormentes inovadores.

Rohde conclui dizendo que “as cinzas passam a melhorar a imagem do carvão gaúcho e constituem verdadeiro diferencial competitivo da geração termelétrica em relação às outras formas de energia”.

 

Potencialidades do carvão mineral gaúcho

 

O Dr. Guilherme de Souza destacou as potencialidades do carvão mineral gaúcho, apontando as diversas oportunidades para se explorar esse recurso abundante do Estado (90% do total no país, sendo 3,5 vezes superior à energia que o país possui em termos de reservas de petróleo) , bem como a sua pouca exploração a despeito de ser uma energia firme (independente de fatores climáticos) e da crise energética do país.

O pesquisador do Departamento de Engenharia de Processos da Cientec também falou da possibilidade de explorar o carvão mineral sem agredir o meio ambiente além do impacto que outras fontes com maior participação na matriz energética promovem. Além da geração de energia elétrica por meio da termeletricidade, apontou alternativas promissoras para o uso do carvão mineral, agregando maior valor a este recurso fóssil.

De acordo com Souza por meio da carboquímica, o carvão mineral poderia suprir diversas demandas do Estado, dentre as quais o gás natural sintético para uso veicular, domiciliar e industrial (o qual é importado de países como a Bolívia), combustíveis líquidos como gasolina e diesel; metanol, insumo químico, igualmente importado, com potencial de atender a cadeia de biodiesel ou como intermediário para a síntese de produtos químicos, podendo ser uma alternativa para suprir a nafta ao Polo Petroquímico de Triunfo-RS; hidrogênio para atender a indústria de transformação e células a combustível e fertilizantes ( insumo importado e fundamental para atender ao agronegócio), para o qual o moderado a alto teor de enxofre dos carvões gaúchos seria um atrativo.

Falou ainda da demanda do setor siderúrgico, que importa todo o carvão mineral para este fim no país, enquanto que o carvão mineral gaúcho poderia ser beneficiado ou misturado para atingir os requisitos necessários, ou explorado diretamente (pela rota de redução direta do ferro).

[conteudo] =>

Duas palestras sobre carvão integraram o ciclo de Seminários da Cientec, compondo a programação da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia.

Na quinta-feira, 22, o assunto foi acompanhado por estudantes, representantes da CRM – Companhia Rio Grandense de Mineração, entre outros profissionais interessados no tema.

O geólogo Geraldo Mario Rohde, doutor em ciências ambientais e pesquisador do Departamento de Geoprocessamento da Cientec realizou a palestra "Utilização das cinzas como imagem positiva para o carvão".

Rohde iniciou sua apresentação fazendo uma comparação entre a quantidade de cinzas emitidas pelos vulcões e as cinzas geradas em centrais termelétricas, mostrando que as cinzas artificiais, cerca de 780 milhões de toneladas/ano, ultrapassam em muito as naturais. Apresentou os polos produtores de cinza no RS: Candiota e Região Metropolitana. O pesquisador demonstrou como as cinzas podem evoluir da situação de resíduos para minério e coprodutos da conversão termelétrica.

Tendo em vista que o carvão gaúcho gera cerca de 50% de cinzas quando é utilizado, Rohde reafirmou sua ideia de que "as cinzas são a outra metade do carvão" e devem ser utilizadas como matérias primas, sendo o diferencial competitivo das centrais termelétricas.

Os principais tipos de utilização no mundo foram apresentados, havendo atenção para os projetos da Cientec, na temática de pavimentos, blocos e tijolos, zeólitas, bem como o acompanhamento de experiências como o cimento Portland, cal pozolânica e dormentes inovadores.

Rohde conclui dizendo que “as cinzas passam a melhorar a imagem do carvão gaúcho e constituem verdadeiro diferencial competitivo da geração termelétrica em relação às outras formas de energia”.

 

Potencialidades do carvão mineral gaúcho

 

O Dr. Guilherme de Souza destacou as potencialidades do carvão mineral gaúcho, apontando as diversas oportunidades para se explorar esse recurso abundante do Estado (90% do total no país, sendo 3,5 vezes superior à energia que o país possui em termos de reservas de petróleo) , bem como a sua pouca exploração a despeito de ser uma energia firme (independente de fatores climáticos) e da crise energética do país.

O pesquisador do Departamento de Engenharia de Processos da Cientec também falou da possibilidade de explorar o carvão mineral sem agredir o meio ambiente além do impacto que outras fontes com maior participação na matriz energética promovem. Além da geração de energia elétrica por meio da termeletricidade, apontou alternativas promissoras para o uso do carvão mineral, agregando maior valor a este recurso fóssil.

De acordo com Souza por meio da carboquímica, o carvão mineral poderia suprir diversas demandas do Estado, dentre as quais o gás natural sintético para uso veicular, domiciliar e industrial (o qual é importado de países como a Bolívia), combustíveis líquidos como gasolina e diesel; metanol, insumo químico, igualmente importado, com potencial de atender a cadeia de biodiesel ou como intermediário para a síntese de produtos químicos, podendo ser uma alternativa para suprir a nafta ao Polo Petroquímico de Triunfo-RS; hidrogênio para atender a indústria de transformação e células a combustível e fertilizantes ( insumo importado e fundamental para atender ao agronegócio), para o qual o moderado a alto teor de enxofre dos carvões gaúchos seria um atrativo.

Falou ainda da demanda do setor siderúrgico, que importa todo o carvão mineral para este fim no país, enquanto que o carvão mineral gaúcho poderia ser beneficiado ou misturado para atingir os requisitos necessários, ou explorado diretamente (pela rota de redução direta do ferro).

[8] => [palavra_chave] => [9] => S [publica] => S [10] => 0 [i_usuario] => 0 [11] => 2015-10-29 11:32:22 [dt_sistema] => 2015-10-29 11:32:22 [12] => [foto] => [13] => [capa] => )

Carvão é pauta no Ciclo de Seminários da Cientec

27/10/2015

Cientec

Duas palestras sobre carvão integraram o ciclo de Seminários da Cientec, compondo a programação da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia.

Na quinta-feira, 22, o assunto foi acompanhado por estudantes, representantes da CRM – Companhia Rio Grandense de Mineração, entre outros profissionais interessados no tema.

O geólogo Geraldo Mario Rohde, doutor em ciências ambientais e pesquisador do Departamento de Geoprocessamento da Cientec realizou a palestra "Utilização das cinzas como imagem positiva para o carvão".

Rohde iniciou sua apresentação fazendo uma comparação entre a quantidade de cinzas emitidas pelos vulcões e as cinzas geradas em centrais termelétricas, mostrando que as cinzas artificiais, cerca de 780 milhões de toneladas/ano, ultrapassam em muito as naturais. Apresentou os polos produtores de cinza no RS: Candiota e Região Metropolitana. O pesquisador demonstrou como as cinzas podem evoluir da situação de resíduos para minério e coprodutos da conversão termelétrica.

Tendo em vista que o carvão gaúcho gera cerca de 50% de cinzas quando é utilizado, Rohde reafirmou sua ideia de que "as cinzas são a outra metade do carvão" e devem ser utilizadas como matérias primas, sendo o diferencial competitivo das centrais termelétricas.

Os principais tipos de utilização no mundo foram apresentados, havendo atenção para os projetos da Cientec, na temática de pavimentos, blocos e tijolos, zeólitas, bem como o acompanhamento de experiências como o cimento Portland, cal pozolânica e dormentes inovadores.

Rohde conclui dizendo que “as cinzas passam a melhorar a imagem do carvão gaúcho e constituem verdadeiro diferencial competitivo da geração termelétrica em relação às outras formas de energia”.

 

Potencialidades do carvão mineral gaúcho

 

O Dr. Guilherme de Souza destacou as potencialidades do carvão mineral gaúcho, apontando as diversas oportunidades para se explorar esse recurso abundante do Estado (90% do total no país, sendo 3,5 vezes superior à energia que o país possui em termos de reservas de petróleo) , bem como a sua pouca exploração a despeito de ser uma energia firme (independente de fatores climáticos) e da crise energética do país.

O pesquisador do Departamento de Engenharia de Processos da Cientec também falou da possibilidade de explorar o carvão mineral sem agredir o meio ambiente além do impacto que outras fontes com maior participação na matriz energética promovem. Além da geração de energia elétrica por meio da termeletricidade, apontou alternativas promissoras para o uso do carvão mineral, agregando maior valor a este recurso fóssil.

De acordo com Souza por meio da carboquímica, o carvão mineral poderia suprir diversas demandas do Estado, dentre as quais o gás natural sintético para uso veicular, domiciliar e industrial (o qual é importado de países como a Bolívia), combustíveis líquidos como gasolina e diesel; metanol, insumo químico, igualmente importado, com potencial de atender a cadeia de biodiesel ou como intermediário para a síntese de produtos químicos, podendo ser uma alternativa para suprir a nafta ao Polo Petroquímico de Triunfo-RS; hidrogênio para atender a indústria de transformação e células a combustível e fertilizantes ( insumo importado e fundamental para atender ao agronegócio), para o qual o moderado a alto teor de enxofre dos carvões gaúchos seria um atrativo.

Falou ainda da demanda do setor siderúrgico, que importa todo o carvão mineral para este fim no país, enquanto que o carvão mineral gaúcho poderia ser beneficiado ou misturado para atingir os requisitos necessários, ou explorado diretamente (pela rota de redução direta do ferro).

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351