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O mundo da energia espera o evento do ano: A Conferência do Clima - COP21, que será realizada em Paris no início de dezembro. As emissões de gases de efeito estufa estão intimamente ligadas as emissões de CO2 que vêm do uso de combustíveis fósseis. Não é por acaso que no Reino Unido o ministério que trata de energia, chama-se Ministério de Energia e Mudanças Climáticas.

No Brasil é diferente, em um país com imensas florestas e de grande potencial agrícola, as emissões vêm do desmatamento e uso do solo. As emissões de energia, em 2005, último inventário oficial e ano de referência para a proposta brasileira de redução de gases de efeito estufa que foi submetida a ONU, representavam 15% do total.

Muitos acham que essa conferência em Paris será a última chance para que o planeta venha a fechar um acordo vinculante (obrigatório) para a redução dos gases de efeito estufa. O presidente da França, François Hollande, afirmou que deverá ocorrer um milagre para que isso aconteça. O desafio dos negociadores da COP21 será achar um acordo para todos os países que permita o fornecimento de energia barata, confiável, disponível e ao mesmo tempo reduzir as emissões.

Os combustíveis fósseis e o carvão em particular, tem um passado de entregar ao planeta uma energia barata, disponível, confiável, apesar de aumentar as emissões de CO2. Abandonar os combustíveis fósseis não é sensato e nem real. As recentes estimativas sugerem que em 2100, ano que os países do G7 afirmam que haverá a completa descarbonização, teremos 11 bilhões de pessoas na terra.

Ao mesmo tempo que população cresce e precisa de serviços de água, saneamento, precisará de muita energia e os combustíveis fósseis serão parte fundamental para o atendimento a demanda. Especialmente o carvão, que representa cerca de 80% dos recursos fósseis do planeta, deverá ter participação importante na garantia de suprimento de energia, visto que ele representa confiabilidade e menor custo. 

Recentemente a Agência Internacional de Energia – IEA, em seu relatório sobre o sudeste asiático, afirmou que a demanda de carvão deverá ser de cerca de 4,8% ao ano até 2035, enquanto a demanda global de carvão deverá crescer 33% até 2040, isso confirmando que os países em desenvolvimento usarão os seus recursos domésticos para atender a segurança energética, onde inclui-se o carvão. Isso não significa que o mundo não está buscando alternativas para resolver a questão climática.

Para que possamos reduzir as emissões dos fósseis será necessário na COP 21, que se discutam mecanismos para implantar plantas de geração de energia que usem tecnologias avançadas, incluindo o desenvolvimento de Captura, Armazenamento e Uso do Carbono – CCUS.

Para ser efetivo o acordo climático, visto que um mundo de 11 bilhões de pessoas precisará de todas as formas de energia, é necessário que se discuta o uso dos combustíveis fósseis com o uso de tecnologias de baixo carbono. Ao negar o uso dos fósseis o mundo estará deixando milhões de pessoas na era pré-industrial e causando um enorme impacto ambiental no planeta, visto que a maior agressão ambiental é a miséria.

Fernando L. Zancan

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O mundo da energia espera o evento do ano: A Conferência do Clima - COP21, que será realizada em Paris no início de dezembro. As emissões de gases de efeito estufa estão intimamente ligadas as emissões de CO2 que vêm do uso de combustíveis fósseis. Não é por acaso que no Reino Unido o ministério que trata de energia, chama-se Ministério de Energia e Mudanças Climáticas.

No Brasil é diferente, em um país com imensas florestas e de grande potencial agrícola, as emissões vêm do desmatamento e uso do solo. As emissões de energia, em 2005, último inventário oficial e ano de referência para a proposta brasileira de redução de gases de efeito estufa que foi submetida a ONU, representavam 15% do total.

Muitos acham que essa conferência em Paris será a última chance para que o planeta venha a fechar um acordo vinculante (obrigatório) para a redução dos gases de efeito estufa. O presidente da França, François Hollande, afirmou que deverá ocorrer um milagre para que isso aconteça. O desafio dos negociadores da COP21 será achar um acordo para todos os países que permita o fornecimento de energia barata, confiável, disponível e ao mesmo tempo reduzir as emissões.

Os combustíveis fósseis e o carvão em particular, tem um passado de entregar ao planeta uma energia barata, disponível, confiável, apesar de aumentar as emissões de CO2. Abandonar os combustíveis fósseis não é sensato e nem real. As recentes estimativas sugerem que em 2100, ano que os países do G7 afirmam que haverá a completa descarbonização, teremos 11 bilhões de pessoas na terra.

Ao mesmo tempo que população cresce e precisa de serviços de água, saneamento, precisará de muita energia e os combustíveis fósseis serão parte fundamental para o atendimento a demanda. Especialmente o carvão, que representa cerca de 80% dos recursos fósseis do planeta, deverá ter participação importante na garantia de suprimento de energia, visto que ele representa confiabilidade e menor custo. 

Recentemente a Agência Internacional de Energia – IEA, em seu relatório sobre o sudeste asiático, afirmou que a demanda de carvão deverá ser de cerca de 4,8% ao ano até 2035, enquanto a demanda global de carvão deverá crescer 33% até 2040, isso confirmando que os países em desenvolvimento usarão os seus recursos domésticos para atender a segurança energética, onde inclui-se o carvão. Isso não significa que o mundo não está buscando alternativas para resolver a questão climática.

Para que possamos reduzir as emissões dos fósseis será necessário na COP 21, que se discutam mecanismos para implantar plantas de geração de energia que usem tecnologias avançadas, incluindo o desenvolvimento de Captura, Armazenamento e Uso do Carbono – CCUS.

Para ser efetivo o acordo climático, visto que um mundo de 11 bilhões de pessoas precisará de todas as formas de energia, é necessário que se discuta o uso dos combustíveis fósseis com o uso de tecnologias de baixo carbono. Ao negar o uso dos fósseis o mundo estará deixando milhões de pessoas na era pré-industrial e causando um enorme impacto ambiental no planeta, visto que a maior agressão ambiental é a miséria.

Fernando L. Zancan

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O evento do final do ano

21/10/2015

Fernando Zancan

O mundo da energia espera o evento do ano: A Conferência do Clima - COP21, que será realizada em Paris no início de dezembro. As emissões de gases de efeito estufa estão intimamente ligadas as emissões de CO2 que vêm do uso de combustíveis fósseis. Não é por acaso que no Reino Unido o ministério que trata de energia, chama-se Ministério de Energia e Mudanças Climáticas.

No Brasil é diferente, em um país com imensas florestas e de grande potencial agrícola, as emissões vêm do desmatamento e uso do solo. As emissões de energia, em 2005, último inventário oficial e ano de referência para a proposta brasileira de redução de gases de efeito estufa que foi submetida a ONU, representavam 15% do total.

Muitos acham que essa conferência em Paris será a última chance para que o planeta venha a fechar um acordo vinculante (obrigatório) para a redução dos gases de efeito estufa. O presidente da França, François Hollande, afirmou que deverá ocorrer um milagre para que isso aconteça. O desafio dos negociadores da COP21 será achar um acordo para todos os países que permita o fornecimento de energia barata, confiável, disponível e ao mesmo tempo reduzir as emissões.

Os combustíveis fósseis e o carvão em particular, tem um passado de entregar ao planeta uma energia barata, disponível, confiável, apesar de aumentar as emissões de CO2. Abandonar os combustíveis fósseis não é sensato e nem real. As recentes estimativas sugerem que em 2100, ano que os países do G7 afirmam que haverá a completa descarbonização, teremos 11 bilhões de pessoas na terra.

Ao mesmo tempo que população cresce e precisa de serviços de água, saneamento, precisará de muita energia e os combustíveis fósseis serão parte fundamental para o atendimento a demanda. Especialmente o carvão, que representa cerca de 80% dos recursos fósseis do planeta, deverá ter participação importante na garantia de suprimento de energia, visto que ele representa confiabilidade e menor custo. 

Recentemente a Agência Internacional de Energia – IEA, em seu relatório sobre o sudeste asiático, afirmou que a demanda de carvão deverá ser de cerca de 4,8% ao ano até 2035, enquanto a demanda global de carvão deverá crescer 33% até 2040, isso confirmando que os países em desenvolvimento usarão os seus recursos domésticos para atender a segurança energética, onde inclui-se o carvão. Isso não significa que o mundo não está buscando alternativas para resolver a questão climática.

Para que possamos reduzir as emissões dos fósseis será necessário na COP 21, que se discutam mecanismos para implantar plantas de geração de energia que usem tecnologias avançadas, incluindo o desenvolvimento de Captura, Armazenamento e Uso do Carbono – CCUS.

Para ser efetivo o acordo climático, visto que um mundo de 11 bilhões de pessoas precisará de todas as formas de energia, é necessário que se discuta o uso dos combustíveis fósseis com o uso de tecnologias de baixo carbono. Ao negar o uso dos fósseis o mundo estará deixando milhões de pessoas na era pré-industrial e causando um enorme impacto ambiental no planeta, visto que a maior agressão ambiental é a miséria.

Fernando L. Zancan

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