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Em 22 de dezembro de 2009, à luz de um evento de mídia mundial, foi tomada uma decisão que refletiu no bolso de todos os brasileiros.

A conta de luz, da energia que nossa indústria usa para produzir, ficou mais cara. Estamos pagando uma conta que poderia ser bem menor se não tivéssemos entrado na “onda verde”, caído no conto ambientalista, que salvaríamos o planeta e que deveríamos ser líderes mundiais na condução de acordos climáticos. Aliás, tática usada por ONG’s para forçar os países a realizarem sempre mais em favor dos seus interesses verdes.

Em 22 de dezembro de 2009, o Governo Federal cancelou o leilão de energia nova A-5, em que estavam inscritos dois projetos de carvão, que poderiam ampliar em 900 MW de energia, a ser entregue em 2013.

Recentemente, o governo anunciou o desligamento de térmicas com custo variável unitário (CVU) acima de 600 R$/MWh e poderá ainda desligar as térmicas com CVU maior de 400 R$/MWh e uma economia de R$ 5,5 bilhões de reais na conta da energia elétrica.

Ora, se tivéssemos operando as térmicas a carvão, que foram impedidas de entrar no leilão, e que têm um CVU de 110 R$/MWh, teríamos uma economia de mais de R$ 10 bilhões até hoje.

A pressão ambientalista sempre será feita, pois isso faz parte da estratégia. Cabe a sociedade saber avaliar o que é bom para o país, pois cada decisão tem um custo. Muitas pautas ambientalistas não são originárias de nossos problemas, mas advindas de interesses econômicos, que são travestidos de benefícios para a sociedade.

As mazelas da miséria, falta de esgoto, água potável, melhor tratamento de resíduos etc., nem sempre têm o acompanhamento e a mídia que merecem. As decisões de políticas públicas devem ser pautadas pela racionalidade, pela avaliação dos custos para a sociedade.

Felizmente, o governo brasileiro está agindo de forma pragmática.

Cobrando dos países desenvolvidos um posicionamento firme quanto ao apoio financeiro para aplicar tecnologias e desenvolver ações que ajudem a criar uma economia mais eficiente no uso dos recursos naturais. O recente posicionamento, junto aos governos dos Estados Unidos e da Alemanha, mostra uma postura firme e coerente com a realidade brasileira.

Devemos buscar o desenvolvimento sustentável, mas sem onerar a sociedade. Temos uma longa caminhada para chegar ao patamar econômico e social dos países desenvolvidos.

* Fernando Zancan é Presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM)

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Em 22 de dezembro de 2009, à luz de um evento de mídia mundial, foi tomada uma decisão que refletiu no bolso de todos os brasileiros.

A conta de luz, da energia que nossa indústria usa para produzir, ficou mais cara. Estamos pagando uma conta que poderia ser bem menor se não tivéssemos entrado na “onda verde”, caído no conto ambientalista, que salvaríamos o planeta e que deveríamos ser líderes mundiais na condução de acordos climáticos. Aliás, tática usada por ONG’s para forçar os países a realizarem sempre mais em favor dos seus interesses verdes.

Em 22 de dezembro de 2009, o Governo Federal cancelou o leilão de energia nova A-5, em que estavam inscritos dois projetos de carvão, que poderiam ampliar em 900 MW de energia, a ser entregue em 2013.

Recentemente, o governo anunciou o desligamento de térmicas com custo variável unitário (CVU) acima de 600 R$/MWh e poderá ainda desligar as térmicas com CVU maior de 400 R$/MWh e uma economia de R$ 5,5 bilhões de reais na conta da energia elétrica.

Ora, se tivéssemos operando as térmicas a carvão, que foram impedidas de entrar no leilão, e que têm um CVU de 110 R$/MWh, teríamos uma economia de mais de R$ 10 bilhões até hoje.

A pressão ambientalista sempre será feita, pois isso faz parte da estratégia. Cabe a sociedade saber avaliar o que é bom para o país, pois cada decisão tem um custo. Muitas pautas ambientalistas não são originárias de nossos problemas, mas advindas de interesses econômicos, que são travestidos de benefícios para a sociedade.

As mazelas da miséria, falta de esgoto, água potável, melhor tratamento de resíduos etc., nem sempre têm o acompanhamento e a mídia que merecem. As decisões de políticas públicas devem ser pautadas pela racionalidade, pela avaliação dos custos para a sociedade.

Felizmente, o governo brasileiro está agindo de forma pragmática.

Cobrando dos países desenvolvidos um posicionamento firme quanto ao apoio financeiro para aplicar tecnologias e desenvolver ações que ajudem a criar uma economia mais eficiente no uso dos recursos naturais. O recente posicionamento, junto aos governos dos Estados Unidos e da Alemanha, mostra uma postura firme e coerente com a realidade brasileira.

Devemos buscar o desenvolvimento sustentável, mas sem onerar a sociedade. Temos uma longa caminhada para chegar ao patamar econômico e social dos países desenvolvidos.

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A decisão e a conta

15/09/2015

Fernando Zancan - presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral

Em 22 de dezembro de 2009, à luz de um evento de mídia mundial, foi tomada uma decisão que refletiu no bolso de todos os brasileiros.

A conta de luz, da energia que nossa indústria usa para produzir, ficou mais cara. Estamos pagando uma conta que poderia ser bem menor se não tivéssemos entrado na “onda verde”, caído no conto ambientalista, que salvaríamos o planeta e que deveríamos ser líderes mundiais na condução de acordos climáticos. Aliás, tática usada por ONG’s para forçar os países a realizarem sempre mais em favor dos seus interesses verdes.

Em 22 de dezembro de 2009, o Governo Federal cancelou o leilão de energia nova A-5, em que estavam inscritos dois projetos de carvão, que poderiam ampliar em 900 MW de energia, a ser entregue em 2013.

Recentemente, o governo anunciou o desligamento de térmicas com custo variável unitário (CVU) acima de 600 R$/MWh e poderá ainda desligar as térmicas com CVU maior de 400 R$/MWh e uma economia de R$ 5,5 bilhões de reais na conta da energia elétrica.

Ora, se tivéssemos operando as térmicas a carvão, que foram impedidas de entrar no leilão, e que têm um CVU de 110 R$/MWh, teríamos uma economia de mais de R$ 10 bilhões até hoje.

A pressão ambientalista sempre será feita, pois isso faz parte da estratégia. Cabe a sociedade saber avaliar o que é bom para o país, pois cada decisão tem um custo. Muitas pautas ambientalistas não são originárias de nossos problemas, mas advindas de interesses econômicos, que são travestidos de benefícios para a sociedade.

As mazelas da miséria, falta de esgoto, água potável, melhor tratamento de resíduos etc., nem sempre têm o acompanhamento e a mídia que merecem. As decisões de políticas públicas devem ser pautadas pela racionalidade, pela avaliação dos custos para a sociedade.

Felizmente, o governo brasileiro está agindo de forma pragmática.

Cobrando dos países desenvolvidos um posicionamento firme quanto ao apoio financeiro para aplicar tecnologias e desenvolver ações que ajudem a criar uma economia mais eficiente no uso dos recursos naturais. O recente posicionamento, junto aos governos dos Estados Unidos e da Alemanha, mostra uma postura firme e coerente com a realidade brasileira.

Devemos buscar o desenvolvimento sustentável, mas sem onerar a sociedade. Temos uma longa caminhada para chegar ao patamar econômico e social dos países desenvolvidos.

* Fernando Zancan é Presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM)

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