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De acordo com o gerente substituto do Dproc, Guilherme de Souza, com este processo é possível obter produtos de alto valor agregado, como gás natural sintético, metanol, gasolina, óleo diesel e fertilizantes. “Comparados em uma mesma base, os rendimentos obtidos a partir da carboquímica, podem superar em 20 vezes os ganhos obtidos pela exploração do carvão mineral para a geração de energia elétrica por usinas termelétricas”.

No que se refere ao processamento de carvão mineral, a Cientec possui patentes industriais depositadas em tecnologias de conversão térmica - calcinação, combustão e gaseificação - em leito fluidizado, transferidas com sucesso para o setor produtivo. Guilherme explica que os carvões minerais da região Sul do Brasil possuem a singularidade de apresentar alto teor de cinzas (aproximadamente 50%), o que os diferem de carvões explorados em outros países. “A gaseificação dos carvões com esta composição, constitui-se em um desafio tecnológico. Os estudos anteriores da Cientec se concentraram em carvões minerais de reservas localizadas em outras regiões, os quais mostraram a viabilidade técnica do seu processamento. Entretanto, o foco principal dos estudos atuais da Cientec é o carvão Candiota, em função de a região concentrar a maior quantidade em termos de reservas conhecidas deste recurso fóssil no país e pela escassez de informações do processo de gaseificação deste tipo de carvão”.

Com o apoio da Petrobras S.A. e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), projetos de infraestrutura e de pesquisa associados à gaseificação de carvão Candiota em planta-piloto de leito fluidizado, são conduzidos pela Fundação nos últimos anos. Os resultados preliminares obtidos revelaram particularidades do processo e condições adequadas para o processo de gaseificação do carvão Candiota. Nos testes preliminares, foi possível gerar um gás com composição química interessante para aplicação na carboquímica.

O pesquisador da Cientec garante que com a expertise e infraestrutura da Fundação, o Rio Grande do Sul oferece apoio tecnológico diferenciado para buscar investimentos voltados à exploração do carvão mineral para diferentes fins. Ele lembra que a estrutura de governo ainda conta com a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), que reflete a política inovadora do Estado para articular e promover esses empreendimentos, identificando oportunidades e reduzindo riscos dos investimentos no setor de energia. Também a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) garante a estabilidade quanto ao fornecimento das matérias-primas nas condições ideais requeridas para as indústrias de transformação do carvão mineral.

Para o engenheiro do Deproc, aspectos econômicos e tecnológicos à parte, uma das principais dificuldades para viabilizar investimentos consiste na quebra de um paradigma, ou seja, o estigma que a exploração do carvão mineral carrega há décadas, ao ser apontada como grande 'inimiga' do meio ambiente. Entretanto, segundo ele, “os avanços tecnológicos dos sistemas de conversão do carvão, de limpeza dos gases gerados e de aplicação das cinzas geradas no processo permitem a exploração ambientalmente sustentável do carvão mineral. Além disso, a avaliação das oportunidades e ameaças precisa ser feita com uma visão macro, levando em conta todos os ganhos sociais e econômicos que a exploração do carvão mineral proporciona e o seu potencial para o desenvolvimento do Estado ao serem viabilizados mais investimentos no setor”.

Iniciativas como eventos para discussão multidisciplinar do assunto, grupos de trabalho (por exemplo, a Rede Carvão), bem como a atuação proativa de entidades como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RS), do Sindicato dos Engenheiros  (Senge-RS) e o Sindicato das Indústrias Químicas (Sindiquim-RS), de secretarias estaduais e da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Carvão Mineral, são determinantes para que todas as exigências para exploração responsável do carvão mineral sejam atendidas, gerando o desenvolvimento sustentável que o Rio Grande do Sul almeja.

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De acordo com o gerente substituto do Dproc, Guilherme de Souza, com este processo é possível obter produtos de alto valor agregado, como gás natural sintético, metanol, gasolina, óleo diesel e fertilizantes. “Comparados em uma mesma base, os rendimentos obtidos a partir da carboquímica, podem superar em 20 vezes os ganhos obtidos pela exploração do carvão mineral para a geração de energia elétrica por usinas termelétricas”.

No que se refere ao processamento de carvão mineral, a Cientec possui patentes industriais depositadas em tecnologias de conversão térmica - calcinação, combustão e gaseificação - em leito fluidizado, transferidas com sucesso para o setor produtivo. Guilherme explica que os carvões minerais da região Sul do Brasil possuem a singularidade de apresentar alto teor de cinzas (aproximadamente 50%), o que os diferem de carvões explorados em outros países. “A gaseificação dos carvões com esta composição, constitui-se em um desafio tecnológico. Os estudos anteriores da Cientec se concentraram em carvões minerais de reservas localizadas em outras regiões, os quais mostraram a viabilidade técnica do seu processamento. Entretanto, o foco principal dos estudos atuais da Cientec é o carvão Candiota, em função de a região concentrar a maior quantidade em termos de reservas conhecidas deste recurso fóssil no país e pela escassez de informações do processo de gaseificação deste tipo de carvão”.

Com o apoio da Petrobras S.A. e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), projetos de infraestrutura e de pesquisa associados à gaseificação de carvão Candiota em planta-piloto de leito fluidizado, são conduzidos pela Fundação nos últimos anos. Os resultados preliminares obtidos revelaram particularidades do processo e condições adequadas para o processo de gaseificação do carvão Candiota. Nos testes preliminares, foi possível gerar um gás com composição química interessante para aplicação na carboquímica.

O pesquisador da Cientec garante que com a expertise e infraestrutura da Fundação, o Rio Grande do Sul oferece apoio tecnológico diferenciado para buscar investimentos voltados à exploração do carvão mineral para diferentes fins. Ele lembra que a estrutura de governo ainda conta com a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), que reflete a política inovadora do Estado para articular e promover esses empreendimentos, identificando oportunidades e reduzindo riscos dos investimentos no setor de energia. Também a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) garante a estabilidade quanto ao fornecimento das matérias-primas nas condições ideais requeridas para as indústrias de transformação do carvão mineral.

Para o engenheiro do Deproc, aspectos econômicos e tecnológicos à parte, uma das principais dificuldades para viabilizar investimentos consiste na quebra de um paradigma, ou seja, o estigma que a exploração do carvão mineral carrega há décadas, ao ser apontada como grande 'inimiga' do meio ambiente. Entretanto, segundo ele, “os avanços tecnológicos dos sistemas de conversão do carvão, de limpeza dos gases gerados e de aplicação das cinzas geradas no processo permitem a exploração ambientalmente sustentável do carvão mineral. Além disso, a avaliação das oportunidades e ameaças precisa ser feita com uma visão macro, levando em conta todos os ganhos sociais e econômicos que a exploração do carvão mineral proporciona e o seu potencial para o desenvolvimento do Estado ao serem viabilizados mais investimentos no setor”.

Iniciativas como eventos para discussão multidisciplinar do assunto, grupos de trabalho (por exemplo, a Rede Carvão), bem como a atuação proativa de entidades como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RS), do Sindicato dos Engenheiros  (Senge-RS) e o Sindicato das Indústrias Químicas (Sindiquim-RS), de secretarias estaduais e da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Carvão Mineral, são determinantes para que todas as exigências para exploração responsável do carvão mineral sejam atendidas, gerando o desenvolvimento sustentável que o Rio Grande do Sul almeja.

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Cientec avança no domínio tecnológico para aplicação na cadeia carboquímica

21/07/2015

Viviani Silveira/ Cientec

De acordo com o gerente substituto do Dproc, Guilherme de Souza, com este processo é possível obter produtos de alto valor agregado, como gás natural sintético, metanol, gasolina, óleo diesel e fertilizantes. “Comparados em uma mesma base, os rendimentos obtidos a partir da carboquímica, podem superar em 20 vezes os ganhos obtidos pela exploração do carvão mineral para a geração de energia elétrica por usinas termelétricas”.

No que se refere ao processamento de carvão mineral, a Cientec possui patentes industriais depositadas em tecnologias de conversão térmica - calcinação, combustão e gaseificação - em leito fluidizado, transferidas com sucesso para o setor produtivo. Guilherme explica que os carvões minerais da região Sul do Brasil possuem a singularidade de apresentar alto teor de cinzas (aproximadamente 50%), o que os diferem de carvões explorados em outros países. “A gaseificação dos carvões com esta composição, constitui-se em um desafio tecnológico. Os estudos anteriores da Cientec se concentraram em carvões minerais de reservas localizadas em outras regiões, os quais mostraram a viabilidade técnica do seu processamento. Entretanto, o foco principal dos estudos atuais da Cientec é o carvão Candiota, em função de a região concentrar a maior quantidade em termos de reservas conhecidas deste recurso fóssil no país e pela escassez de informações do processo de gaseificação deste tipo de carvão”.

Com o apoio da Petrobras S.A. e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), projetos de infraestrutura e de pesquisa associados à gaseificação de carvão Candiota em planta-piloto de leito fluidizado, são conduzidos pela Fundação nos últimos anos. Os resultados preliminares obtidos revelaram particularidades do processo e condições adequadas para o processo de gaseificação do carvão Candiota. Nos testes preliminares, foi possível gerar um gás com composição química interessante para aplicação na carboquímica.

O pesquisador da Cientec garante que com a expertise e infraestrutura da Fundação, o Rio Grande do Sul oferece apoio tecnológico diferenciado para buscar investimentos voltados à exploração do carvão mineral para diferentes fins. Ele lembra que a estrutura de governo ainda conta com a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), que reflete a política inovadora do Estado para articular e promover esses empreendimentos, identificando oportunidades e reduzindo riscos dos investimentos no setor de energia. Também a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) garante a estabilidade quanto ao fornecimento das matérias-primas nas condições ideais requeridas para as indústrias de transformação do carvão mineral.

Para o engenheiro do Deproc, aspectos econômicos e tecnológicos à parte, uma das principais dificuldades para viabilizar investimentos consiste na quebra de um paradigma, ou seja, o estigma que a exploração do carvão mineral carrega há décadas, ao ser apontada como grande 'inimiga' do meio ambiente. Entretanto, segundo ele, “os avanços tecnológicos dos sistemas de conversão do carvão, de limpeza dos gases gerados e de aplicação das cinzas geradas no processo permitem a exploração ambientalmente sustentável do carvão mineral. Além disso, a avaliação das oportunidades e ameaças precisa ser feita com uma visão macro, levando em conta todos os ganhos sociais e econômicos que a exploração do carvão mineral proporciona e o seu potencial para o desenvolvimento do Estado ao serem viabilizados mais investimentos no setor”.

Iniciativas como eventos para discussão multidisciplinar do assunto, grupos de trabalho (por exemplo, a Rede Carvão), bem como a atuação proativa de entidades como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RS), do Sindicato dos Engenheiros  (Senge-RS) e o Sindicato das Indústrias Químicas (Sindiquim-RS), de secretarias estaduais e da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Carvão Mineral, são determinantes para que todas as exigências para exploração responsável do carvão mineral sejam atendidas, gerando o desenvolvimento sustentável que o Rio Grande do Sul almeja.

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